Adelmar Tavares

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Adelmar Tavares Academia Brasileira de Letras
Nome completo Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti
Nascimento 16 de fevereiro de 1888
Recife
Morte 20 de junho de 1963 (75 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Advogado e poeta

Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (Recife, 16 de fevereiro de 1888Rio de Janeiro, 20 de junho de 1963) foi um advogado, professor, jurista, magistrado e poeta brasileiro. Ocupou a cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, onde foi eleito em 25 de março de 1926. Era considerado o Príncipe dos Trovadores Brasileiros.

Biografiaeditar | editar código-fonte

Filho de Francisco Tavares da Silva Cavalcanti e de Maria Cândida Tavares.

Ainda como estudante de Direito pela Faculdade de Direito do Recife manifestou interesse pela imprensa colaborando como redator no Jornal Pequeno. Formou-se no ano de 1909. No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro, que na época era a capital do Brasil, onde veio a ocupar importantes cargos, como os de professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro, de promotor público adjunto (1910), de curador de resíduos e testamentos (1918), de curador de órfãos (1918 a 1940), de advogado do Banco do Brasil (1925 a 1930), de desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal (1940) e finalmente o de presidente do Tribunal de Justiça (1948 a 1950).

Mesmo exercendo a magistratura, Adelmar Tavares sempre colaborou com a imprensa, tornando-se conhecido em todo o país por suas trovas. É considerado, até hoje, aquele que mais se dedicou a esse gênero poético no Brasil. Suas trovas sempre mereceram referência na história literária brasileira. Sua obra poética caracteriza-se pelo romantismo, lirismo e sensibilidade. Os temas mais comuns estão relacionados à saudade e à vida simples junto à natureza.

Participou da Sociedade Brasileira de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia Brasileira de Belas Artes. Escreveu obras jurídicas, entre elas: A história do fideicomisso, Do homicídio eutanásico ou suplicado, Do direito criminal, O desajustamento do delinquente à profissão.

Foi membro e patrono da Academia Brasileira de Trovas.

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letraseditar | editar código-fonte

Em 4 de setembro de 1926 foi empossado na cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras pelas mãos do acadêmico Laudelino Freire, alcançando a presidência da Academia em 1948.

Obraseditar | editar código-fonte

  • Descantes - trovas (1907)
  • Trovas e trovadores - conferência (1910)
  • Luz dos meus olhos, Myriam - poesia (1912)
  • A poesia das violas - poesia (1921)
  • Noite cheia de estrelas - poesia (1923)
  • A linda mentira - prosa (1926)
  • Poesias (1929)
  • Trovas (1931)
  • O caminho enluarado - poesia (1932)
  • A luz do altar - poesia (1934)
  • Poesias escolhidas (1946)
  • Poesias completas (1958)


Precedido por
João Luís Alves
Lorbeerkranz.png ABL - quinto acadêmico da cadeira 11
19261963
Sucedido por
Deolindo Couto



Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.







Creative Commons License