Bebida alcoólica

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Garrafas de cachaça, uma bebida alcoólica brasileira.

Bebida alcoólica é toda a bebida que contenha álcool etílico, também chamado de etanol.

Processoeditar | editar código-fonte

O álcool é produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos e em caules (como na cana-de-açúcar). As bebidas alcoólicas são classificadas em: fermentadas, destiladas e compostas.

Exemploseditar | editar código-fonte

Origem Bebida fermentada Bebida destilada
Suco de uva Vinho, champagne Bagaceira, armagnac, brandy, conhaque, pisco, grappa (aguardente de vinho)
Caldo da cana-de-açúcar Vinho de cana Cachaça, rum
Cereal Cerveja (cevada), saquê (arroz) Bourbon, gim, uísque, vodka
Suco de agave   Tequila, mezcal
Mel Hidromel  
Anis   Arak, ouzo, pastis, patxaran, absinto
Suco de maçã Sidra Calvados
Suco de ameixa   Slivovitz, schnaps

Álcool e civilizaçãoeditar | editar código-fonte

Egípcios na colheita de frutos para a produção de bebida alcoólica.

Todas as civilizações conhecem a produção de álcool. No Egito e na Babilônia foram encontrados relatos de sua utilização, datados de 6000 anos atrás. Foram os árabes que incluíram a destilação, aumentando assim a eficácia das bebidas, na Idade Média. No entanto, existe uma grande diversidade de atitudes diante das bebidas alcoólicas.

Se, para alguns, as bebidas alcoólicas fazem parte do dia a dia e das principais comemorações - além de constituírem importante fonte de renda e de impostos, para outros, notadamente as civilizações que seguem a religião islâmica, as bebidas alcoólicas são estritamente proibidas.

Os povos indígenas do Brasil produziam uma grande variedade de bebidas alcoólicas fermentadas a partir frutos, tubéculos, raízes, folhas e sementes. São mais de 80 tipos.

Alcoolismoeditar | editar código-fonte

A bebida alcoólica pode ser considerada como a droga mais vendida no planeta, e o alcoolismo, dela decorrente, é um sério problema de saúde pública mundial.

O abuso precoce da bebidaeditar | editar código-fonte

Pesquisas recentes sobre os efeitos do álcool no cérebro de adolescentes mostram que essa substância, consumida num padrão considerado nocivo, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente a capacidade motora.

Hipocampo

Localização do hipocampo.

O hipocampo está ligado aos processos de memorização e aprendizado. Experimentos com ratos realizados na Universidade Duke, nos Estados Unidos, mostraram que, em cobaias adolescentes, o álcool tornou mais lenta do que em espécimes adultos a atividade dos neurônios envolvidos na formação de novas memórias. Conforme foi aumentada a dosagem de álcool, a atividade cessou completamente.

Em adolescentes humanos, isso pode ser a explicação para os lapsos de memória durante o abuso do álcool. Antigamente, pensava-se que essa situação ocorria apenas em adultos.

Lobo frontal

Lobos cerebrais: a região de cor azul é onde encontra-se o lobo frontal.

O lobo frontal está ligado à concentração, ao planejamento e à iniciativa; essa área é essencial para qualquer pessoa controlar o impulso e medir as consequências de seus próprios atos.

Um estudo realizado na Universidade da Carolina do Norte submeteu ratos ao equivalente a quatro dias de intensa bebedeira. O dano cerebral nas cobaias adolescentes foi duas vezes maior do que nas adultas. Com base nisso, conclui-se que o consumo de álcool em larga escala na adolescência pode levar o adolescente, na fase adulta, a ter dificuldades para, entre outras coisas, tomar decisões e definir o que é certo ou errado para si.1

Efeitos maléficos do álcooleditar | editar código-fonte

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estudos apontam que o "consumo baixo ou moderado de álcool" resulta em uma redução no risco de doenças coronárias. Porém, a OMS adverte que "outros riscos para a saúde e o coração associados ao álcool não favorecem uma recomendação geral de seu uso".

Foi comprovado que o consumo não moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer e outras doenças senis, angina de peito, fraturas e osteoporose, diabetes, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, pedras nos rins, síndrome metabólica, câncer no pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumática e gastrite. O consumo não moderado também pode dificultar a memória e o aprendizado, e até piora a pontuação em testes de QI.

Porém, um estudo sobre vinhos publicado na American Journal of Clinical Nutrition descobriu que vinhos sem álcool possuem os mesmos benefícios do vinho comum, e que o álcool pode reduzir os benefícios. Acredita-se que sejam os flavonóides presentes no vinho da uva que protegem contra doenças do coração e alguns tipos de câncer. Eles aceleram o sangue durante o consumo de bebida.carece de fontes? Porém, um estudo recente veio demonstrar que o consumo de álcool é culpado por mais casos de cancro do que se julgaria2 . Segundo o estudo, mais de 2600 casos de cancro da mama e quase 1300 casos de cancro da boca estariam relacionados com o hábito do consumo de álcool na Austrália.2

Também, nem todos os animais possuem o organismo resistente ao alcoolismo.3

Quantas caloriaseditar | editar código-fonte

Veja quanto um copo das bebidas mais consumidas possuem, respectivamente, de teor alcoólico e calorias:4

Bebida Teor alcoólico Calorias (kcal) por 100ml
Cachaça 38% a 56% 200 - 250
Cerveja 5% 40 - 70
Chope 5% 60 - 80
Champanha 11% 90 - 100
Saquê 16% 100 - 110
Vinho branco seco 12% 90 - 110
Vinho branco doce 12% 130 - 150
Vinho tinto 11% a 14% 80 - 100
Vodka 40% 220 - 250
Tequila 35% 200 - 240
Whisky 43% 220 - 250

A maior ou menor dose calórica das bebidas está associada à quantidade de álcool e de açúcares por ml.

Porém quem se preocupa com as calorias não deve se orientar somente pela relação kcal/ml, mas sim pela quantidade de doses que consome.

Beber Cerveja pode levar ao maior consumo de calorias do que Vodka, por exemplo, visto que consumimos doses de cerveja maiores e em geral em maior quantidade.

Ver tambémeditar | editar código-fonte

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Notas e referências

  1. CAMPOS, Bernardo Miguel (11 de Maio de 2009). Ínimigo Íntimo. Revista Veja, Editora Abril, pág. 96 (início da reportagem) - pág. 98 e 99 (pontos de fonte).
  2. a b Fox News (2 de maio de 2011). Alcohol Bigger Cancer Danger Than Originally Thought, Study Says. Página visitada em 3 de maio de 2011. (em inglês)
  3. Homem pega 3 meses de cadeia por dar vodca a filhote de cachorro
  4. Calorias das bebidas.

Ligações externaseditar | editar código-fonte









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