Coelho

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Como ler uma caixa taxonómicaCoelho
Oryctolagus cuniculus

Oryctolagus cuniculus
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Leporidae
Géneros
Pentalagus

Bunolagus
Nesolagus
Romerolagus
Brachylagus
Sylvilagus
Oryctolagus
Poelagus

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Os coelhos mamíferos1 lagomorfos da família dos leporídeos, em geral dos gêneros Oryctolagus e Sylvilagus. Caracterizam-se pela cauda curta e as orelhas e patas compridas. Esses pequenos mamíferos encontram-se facilmente em muitas regiões do planeta. O termo é utilizado para referir as espécies de oito géneros, incluindo o coelho-de-amami (Pentalagus), os coelhos-americanos (Sylvilagus) e o coelho-pigmeu (Brachylagus). Alguns autores[1] incluem o género Caprolagus no grupo dos coelhos (coelho-asiático), mas a maioria classifica-o como pertencente às lebres. A espécie mais comum é a Oryctolagus cuniculus, ou coelho-europeu.

O homem introduziu o coelho-europeu na Austrália. No passado, esse foi um episódio que perturbou o meio ambiente naquele país. O homem levou o coelho-europeu para o continente australiano no século XIX. Na Austrália, o coelho-europeu teve sua multiplicação em níveis dotados de insuspeita. O coelho-europeu se livrou dos predadores naturais. O coelho europeu foi convertido num animal que prejudicou economicamente a agricultura. A totalidade dos esforços para o controle da situação não tiveram utilidade. Mas um dia chegou a disseminação da mixomatose infecciosa. A mixomatose infecciosa é uma doença endêmica entre os coelhos brasileiros. Porém, o índice provável de fatalidade no coelho-europeu foi em 99% dos casos.

As orelhas e pernas dos coelhos são compridas. Apesar disso, o tamanho das orelhas e das pernas dos coelhos é pequeno em relação ao das lebres verdadeiras. O comprimento das caudas dos coelhos é curta. Porém, os coelhos são animais que correm. Os dois gêneros a que pertencem os coelhos são o Oryctolagus e o Sylvilagus, Oryctolagus é o gênero que representa o coelho europeu comum. Já, o Sylvilagus tem uma grande quantidade de espécies dos Estados Unidos. Ao gênero Sylvilagus pertence o tapiti ou coelho-do-mato brasileiro. A maioria de suas espécies é acostumada a iniciar abertura de galerias no subsolo. No subsolo, uma diversidade de gerações são sucedidas nos ninhos. O corpo do coelho também tem um tamanho sempre pequeno em relação ao das lebres.

De acordo com a classificação científica, os coelhos são pertencentes, ao reino Animalia, ao filo Chordata, ao subfilo Vertebrata, à classe Mammalia, à ordem Lagomorpha, à família Leporidae.

Visão geraleditar | editar código-fonte

Trata-se de um animal coberto de pelo. As orelhas do coelho são compridas. O rabo do coelho é curto. Os coelhos não são andarilhos ou corredores como muitos animais quadrúpedes. Um coelho faz o movimento saltando com as pernas traseiras. O comprimento da patas traseiras é mais longo. A força das patas traseiras é maior do que a força das pernas dianteiras. O animal também é utilizador das pernas dianteiras durante o seu movimento. O coelho é utilizador das pernas dianteiras como as mãos são usadas pelos humanos para o salto de quatro. Quando um inimigo o persegue, o alcance da velocidade de coelho é de 100 km/h. A maioria dos menores de idade é dona de coelhos como animais de estimação. Nas lojas de animais são vendidos coelhos que passaram por domesticação. A criação de coelhos é destinada à venda de animais de estimação.

A distribuição geográfica dos coelhos existe na África, na Europa e em outras partes do mundo. Seu habitat são tocas que ficam nos campos. Ali os coelhos podem escolher o esconderijo dos filhotes. Os esconderijo dos filhotes é feito nos arbustos ou entre os capins altos. Em geral, o número de filhotes que nascem de uma fêmea são de quatro ou cinco. A fêmea pode parir três a quatro vezes anualmente.2

Existem grandes semelhanças entre coelhos e lebres. Por isso, coelhos e lebres se confundem muito. Algumas vezes se designam de maneira errada. O tamanho da maior parte dos coelhos é menor que o das lebres. Já, o comprimento das orelhas dos coelhos é mais curto. O reconhecimento dos animais pode ser feito na época em que nascem os filhotes. Primeiro, um coelho que nasceu a pouco tempo não é capaz de enxergar. Segundo, não é coberto de pelo. E, terceiro quase não pode fazer movimento. Uma lebre que nasceu a pouco tempo tem boa visão. A pelagem da lebre é dotada de beleza. A lebre pode fazer o salto em poucas horas depois de seu nascimento. Além disso, o tamanho e a forma dos ossos cranianos que o coelho tem, diferencia-se dos ossos cranianos que tem a lebre.

Coelhos e lebres são pertencentes à mesma ordem, Lagomorfa. O nome que se dá à essa ordem é derivada de duas palavras gregas que têm o significado de "forma de lebre". Para fazer o estudo de onde a ordem é colocada no reino animal, veja Classificação científica.

Etimologiaeditar | editar código-fonte

As línguas pré-romanas que existiam na Península Ibérica originaram o termo latino cuniculu que, por sua vez, deu origem ao termo "coelho"3 .

Origem e história da domesticaçãoeditar | editar código-fonte

Não é duvidoso ou controverso o fato de que a totalidade dos coelhos domésticos é formada por descendentes do coelho selvagem europeu (Lepus cuniculus). Basta compararmos e teremos uma visão de que eles não são apreciavelmente diferentes. Os coelhos e lebres não têm diferenças apreciáveis tanto nas suas formas, fisiologia ou hereditariedade. Todas essas diferenças apreciáveis não incluem o caráter calmo do doméstico e o arisco do selvagem. O fato que se conhece é que, se dermos liberdade aos coelhos domésticos nos campos, eles logo vão ser transformados em animais selvagens. Enquanto isso, se dermos prisão a certos filhotes de coelhos selvagens, eles vão se tranquilizar e terão facilidade de domesticação. Porém, os coelhos têm possibilidade de conservação a um fato muito propenso de retornar à vida selvagem. Não existe outro animal, exceto, talvez, o cachorro, durante o fato do homem ter domesticado, que tanto se transformou como os coelhos.4

Do coelho selvagem europeu, originou-se a obtenção de muitas raças diferentemente coloridas e pesadas. Dentre as raças de coelhos, os Gigantes de Flandres tiveram o alcance de um peso da ordem de 9 quilos. Essa medida de peso constitui a representação de 5 vezes superiores em relação ao peso do coelho selvagem. Além disso, o coelho foi profundamente modificado na cor do manto, na cor dos olhos e no comprimento do pelo e das orelhas. Já 2 600 anos antes da era cristã, de acordo com o que diz Charles Darwin, a referência dada por Confúcio, o grande sábio chinês, era o fato de que o coelho existia na China.4

A consideração da maior parte dos autores é de que o coelho se originou na península Ibérica, mais precisamente na Espanha. Apesar disso, o julgamento de outros autores é de que o seu berço é a África. Outros ainda, o sul da Europa. A opinião dos que têm como consideração de que a África é o berço do coelho, se refere à sua transferência para a Europa. Existem, aqueles que se espalham nas regiões montanhosas da Arábia, Síria e Palestina, um animal que se parece muito com o coelho: ele se chama "sphan". De maneira provável, isso tem levado os Fenícios a darem a denominação de "sphania". O termo "sphania" tem o significado de costa dos coelhos. A costa dos coelhos, atualmente Espanha, foi a região onde ocorreu o desembarque dos fenícios. A origem do nome Espanha vem do fato de que muitos desses animais foram encontrados pelos fenícios. Os fenícios, propriamente ditos, foram responsáveis pela confusão do coelho com aquele roedor do Oriente. Estrabão, o grande geógrafo grego também chamou de "Cuniculosa" a Hispânia. A menção dada por Estrabão se refere à rápida multiplicação dos os coelhos. Por causa disso, foram transformados em animais perigosos para os seus habitantes.5

A afirmação dada por Plínio se refere à dispersão os coelhos, de Tarragona para as ilhas do mar Mediterrâneo e a grande reprodução deles na ilha Minorca. Por causa disso, houve o pedido feito pelos seus moradores ao Imperador Romano Augusto do envio de seus legionários para o combate desses pequenos animais perigosos. Das ilhas Baleares, de acordo com o que diz Ayala, a disseminação dos coelhos ocorreu pelos países mediterrâneos e, daí, pela Europa Central e do Norte.5

Na Inglaterra, de acordo com o que diz Brehn, os entusiastas da caça introduziram o coelho em 1309. Os antigos egípcios, gregos, hindus e chineses já tiveram criação de coelhos de acordo com revelação feita nos documentos escritos nos séculos XVIII e XIX. Na China, o coelho é o símbolo da fecundidade. Naquele país, os chineses sacrificaram em 1 600 templos uma quantidade superior a 30 mil coelhos. Durante a primavera, o pedido feito pelos chineses aos deuses se referia à fecundidade da terra da mesma forma que esses animais. Já, no outono, os chineses agradeceram pela produção feita pela terra.5

Hoje em dia, os coelhos se espalham pela totalidade dos continentes. A sua grande capacidade de reprodução, ou seja, o fato de serem prolíficos é a mais importante característica que têm. A grande capacidade que têm de se reproduzirem tem reconhecimento a partir da mais alta antiguidade. A qualidade que torna um dos animais domésticos de maior perigo de descontrolar animais (se tiver um macho e uma fêmea). A cunicultura terá a possibilidade de alcance da imensidão de um número imenso. Quando os coelhos machos chegam à idade adulta tornam-se briguentos. Isso dificulta o seu controle. Os coelhos, como já mencionado, é originário da Europa.5

Como o homem levou os coelhos para a Austrália, não se deram de encontro com inimigos naturais e sim clima de sol e variedade e abundância de alimentação. Na Austrália, ocorreu a rápida multiplicação dos coelhos em grande quantidade. Foram transformados em animais terrivelmente epidêmicos. A terrível praga dos coelhos foi um problema de calamidade pública até agora sem solução. Isso porque os coelhos prejudicaram muito a agricultura australiana. Foram responsáveis pela devastação das suas pastagens e plantações. Atualmente, calcula-se em 500 milhões o número de coelhos que existem na Austrália.6

A situação chegou a tal ponto em que a praga biológica dos coelhos invadiu a totalidade da Austrália. O homem construiu uma cerca de tela feita de arame de 2 metros de altura e com 2 240 km de extensão. Os australianos dividiram o país em ambas as partes. Uma delas os coelhos dominam. A totalidade dos métodos para combater e exterminar essa qualidade dos coelhos já tiveram várias tentativas. Porém os resultados não satisfizeram. Por serem prolíficos, foram transformados em animais perigosos na Austrália. O mesmo já está tendo início de ocorrência no sul da Argentina e do Chile.6

Característicaseditar | editar código-fonte

Coelho albino adulto

Os coelhos selvagens têm pelagem grossa e macia, acastanhada ou acinzentada. A pelagem do coelho domesticado pode ser preta, castanha, cinza, branca. ou apresentar combinações dessas cores. Um coelho selvagem adulto atinge de 20 a 35 cm de comprimento e pesa de um a 2,5 kg. Os coelhos de criação podem ser bem maiores e pesar mais de 2,5 kg. As fêmeas geralmente são maiores que os machos. a maioria dos coelhos vivem mais de quatro ano em estado selvagem, porque tem uma velocidade imensa contra os inimigos. Muitos coelhos criados como animais de estimação vivem até dez anos.

Os olhos do coelho ficam nos lados da cabeça. Em conseqüência, o animal pode ver objetos situados atrás dele ou dos lados melhor do que se estiverem à sua frente. Os coelhos podem mover as longas orelhas de uma vez ou separadamente, para captar sons, ainda que fracos, vindos de qualquer direção. Os coelhos também dependem de seu olfato aguçado para alertá-los do perigo. O coelho parece movimentar o nariz ininterruptamente.

Os coelhos eram antigamente classificados como roedores. Como os castores, camundongos e outros roedores, têm os dentes bem adaptados para roer. Mas, ao contrário dos roedores, têm um par de pequenos dentes atrás dos dentes superiores dianteiros.

A cauda do coelho tem cerca de 5 cm de comprimento e é coberta de pêlo macio e fofo que a faz parecer redonda. A pelagem da parte inferior da cauda da maioria das espécies de coelho tem cor mais clara do que a da parte superior. Os coelhos-de-rabo-de-algodão da América do Norte são assim chamados pela cor branca ou cinza-clara da pelagem da parte inferior da cauda.

Diferenças das lebreseditar | editar código-fonte

Como se viu pela classificação zoológica, coelhos e lebres são animais bastante semelhantes entre si. Essa semelhança não restinge apenas à escala classificatória, mas se estende também ao aspecto fenotípico, ou de aparência e conformação anterior. A semelhança entre o coelho e lebre é tão grande que mesmo os especialistas podem confundi-los, tomando um pelo outro, fato que se verifica com a chamada lebre-belga, que se trata de um coelho, ou com o chamado coelho-americano (jack-rabbit), na realidade uma lebre. Todavia, apesar da grande semelhança entre essas espécies, é possível distinguir uma da outra através das características próprias de cada uma,7 como se pode ver na tabela abaixo.

Coelhos Lebres
Vivem nos campos Vivem nos campos e bosques
Vivem em colônias Vivem aos casais
Fazem galerias subterrâneas Vivem em campo aberto
Em caso de perigo, entram nas galerias Em caso de perigo, fogem em alta velocidade
São mais velozes que as lebres, mas se cansam logo Mantêm a mesma velocidade durante a corrida, parecendo não se cansarem
Em caso de perigo, dão um tapa no chão com a pata traseira, para avisar seus companheiros Não batem no solo
Dão crias em um ninho subterrâneo Dão crias em ninho preparado sobre a superfície do solo
Peso do macho adulto — 2 a 3 quilos e só em raças aperfeiçoadas, vai a 6, 7 ou mais quilos No campo, atinge 5 a 6 quilos
Comprimento do corpo — 40 a 45 cm 60 a 70 cm
Comprimento da cabeça — 8 cm 12 cm
Comprimento da cauda — 6 cm 9 a 10 cm
Comprimento das orelhas — 8 cm 12 a 15 cm
Orelha mais curta do que a cabeça Orelha mais comprida do que a cabeça
Corpo curto e maciço Corpo alongado
Coloração selvagem, com predominância de pelos cinzas Cor selvagem, com predominância de pelos avermelhados
Subpelo azulado Subpelo branco
Ponta das orelhas orladas de preto Ponta das orelhas com grandes estrias pretas
Pelos acamados e suaves ao tato Pelos um pouco levantados e um pouco ásperos
Cerdas com 2 a 3 cm de comprimento e o velo mais curto do que a lebre Cerdas de 6 a 7 cm e o velo mais comprido que o dos coelhos
Carne branca Carne vermelha
Osso zigomático comprido e largo Osso zigomático curto e estreito
Osso interparietal bem distinto dos parietais Osso interparietal bem unido aos parietais
Úmero mais comprido que o rádio Úmero mais curto que o rádio
Cúbito forte, mais grosso que o rádio Cúbito mais comprido e fraco que o rádio
Falanges dos dedos terminais soldados em "canaletas" falanges sem "canaletas"
Íris morena escura íris amarela escura
3 a 6 placas de Peyer no intestino delgado 8 a 10 placas de Peyer no intestino delgado
Gestação — 30 a 31 dias Gestação de 38 a 40 dias
Láparos nascem pelados e com os olhos fechados Filhotes nascem com pelos e olhos abertos
O número de láparos varia de 1 a 14 Em geral dá 1 a 4 e raramente maior número de filhotes
Os láparos ficam no ninho Os filhotes nascem no ninho
Os láparos dependem da mãe no mínimo durante 1 mês Os láparos dependem da mãe por menos tempo

Distribuição geográfica e habitateditar | editar código-fonte

Coelho europeueditar | editar código-fonte

Originário da Península Ibérica no extremo sudoeste da Europa, o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) espalhou-se por todo o continente e, nos últimos séculos, por todo o mundo. Como não dispunha de defesa contra seus predadores (lobos, raposas, aves de rapina e o próprio homem), confiou sempre em sua audição privilegiada e no olfato, assim como nos hábitos noturnos e nos abrigos subterrâneos. Segundo muitos estudiosos, seu ouvido distingue sons inaudíveis para o homem.

Extremamente prolífica, a fêmea do coelho-europeu pode parir desde a idade de seis meses. O período de gestação dura pouco menos de seis semanas e em cada uma das quatro e seis ninhadas anuais nascem de quatro a oito filhotes, cegos e sem pelagem. Doze horas depois de nascidos os filhos, a fêmea já se acha pronta para o novo acasalamento, mas em 60% das gestações os embriões são reabsorvidos pela mãe, especialmente quando há excessiva aglomeração ou quando são precárias as condições de alimentação ou do ambiente em geral.

Sua carne é saborosa, e a pele, apreciada, mas muitos consideram difícil saber se esses aspectos compensam os prejuízos frequentemente causados pela espécie à agricultura. Do coelho-europeu selvagem provêm todos os tipos de coelho doméstico, criado para corte em muitos países, e a chamada "lebre belga".

Coelhos das Américaseditar | editar código-fonte

O gênero Sylvilagus abrange os tapitis do Brasil e várias espécies da América do Norte, mais precisamente nos Estados Unidos, onde recebem os nomes de cotton tail rabbits (coelhos de cauda de algodão) e marsh rabbits (coelhos dos mangues). São estes certamente os integrantes mais comuns da família dos leporídeos na América do Norte, menores do que as lebres verdadeiras e com membros posteriores, cauda e orelhas mais curtos. Também diferem daquelas nos hábitos, preferindo esquivar-se até o esconderijo mais próximo a confiar na corrida. Pela aparência e pelo comportamento, assemelham-se bastante ao coelho-europeu, embora não cavem galerias.

Tapiti (Sylvilagus brasiliensis).

O tapiti é o Sylvilagus minensis, também conhecido por candimba ou, impropriamente, por lebre. Atinge cerca de 35 cm de comprimento e tem a pele amarelo parda, levemente chamalotada com pêlos negros. Vive nos campos sujos, nas roças abandonadas e às margens das matas, onde porém não costuma entrar. Passa o dia em touceiras, de onde sai à noite à procura de vegetais tenros. Não escava galerias. Pode invadir plantações sem causar danos apreciáveis, uma vez que não é muito prolífico.

Outros representantes da família dos leporídeos são espécies americanas como o Brachylagus idahoensis (pigmeu do Idaho), com pouco mais de trinta centímetros, e o raro pigmeu mexicano (Romerolagus nelsoni), um pouco maior. A ausência de cauda torna essa última espécie mais parecida com os componentes da família dos octonídeos, os lágomis e assemelhados.

Comportamentoeditar | editar código-fonte

O coelho é um animal de comportamento dócil, manso e carinhoso. Ele conquistou a afetividade das crianças e dos adultos, em especial das mães. O homem é o maior inimigo dos coelhos. Durante um ano, os caçadores matam milhões de coelhos por esporte. Agricultores também matam coelhos para proteger as colheitas. Outros inimigos dos coelhos são os coiotes, raposas, bisões e fuinhas. Gaviões, corujas e algumas outras aves caçam coelhos para servir-lhes de alimento. Muitos caninos e felinos também caçam coelhos. Os coelhos geralmente tentam fugir do inimigo. Se um coelho está em campo aberto, pode ficar quieto e esperar até que o inimigo vá embora. Se o inimigo chega demasiado perto, o coelho corre rapidamente para salvar-se. Um coelho assustado pode dar saltos de 3m ou mais, e decorrer a 100 km/h. O coelho tenta confundir o inimigo correndo em ziguezague. Às vezes dá algumas voltas seguindo sua própria trilha, para, a seguir, saltar em outra direção. Enfim, pode meter-se numa toca ou num monte de galhos para esconder-se.

Hábitos alimentares e/ou Dietaeditar | editar código-fonte

Dois coelhos comendo folhas de coentro.

A maior parte dos coelhos come e mostra-se ativa do anoitecer ao amanhecer, e passa o dia descansando e dormindo. O coelho come muitas espécies de plantas. Na primavera e no verão, seu alimento são folhas verdes incluindo trevos, capins e outras ervas. No inverno, come galhinhos, cascas e frutos de arbustos e árvores. Os coelhos às vezes causam prejuízo à lavoura porque mordiscam os brotos tenros de feijão, alface, ervilha e outras plantas. Também danificam árvores frutíferas porque roem sua casca. É ressaltar que os coelhos têm a cenoura como a base de sua alimentação. Não devem, em hipótese alguma, comer alface, pois esse vegetal pode causar diarreia.

Doençaseditar | editar código-fonte

Os coelhos podem contrair tularemia, doença transmissível ao homem que lida com coelhos doentes (veja tularemia). Outra doença, a mixomatose, antigamente só ocorria naturalmente em algumas espécies da família do coelho, existentes na América do Sul. Mas o homem a introduziu na Austrália com o propósito de reduzir o número de coelhos selvagens europeus naquele país, onde, pela procriação rápida, causavam prejuízos às plantações.

Reproduçãoeditar | editar código-fonte

Filhotes de coelho doméstico engatinham 1 hora após o nascimento.

A gestação da coelha dura cerca de 30 dias. Geralmente nascem quatro a cinco láparos (filhotes de coelho) por vez, mas esse número varia de dois a nove. Os filhotes não enxergam nem ouvem, e não têm pêlo. A mãe os mantém no ninho que cava no solo. Ela pode não ficar no ninho, mas permanece sempre perto. Forra o ninho e cobre os filhotes com capim e com pêlos, que arranca do próprio peito com os dentes. A cobertura esconde os coelhos recém-nascidos e ajuda a mantê-los aquecidos. Quando os láparos têm cerca de dez dias, já podem ver e ouvir, e possuem pêlos macios.

Ninho com jovem.

Cerca de duas semanas, depois do nascimento, quando já têm uns 10 cm de comprimento, os filhotes crias deixam o ninho e escondem-se entre folhas e ervas altas. Geralmente cavam suas primeiras tocas próximo ao ninho. A coelha raramente cuida dos filhotes por mais de algumas semanas depois do nascimento. Algumas fêmeas do coelho-de-rabo-de-algodão começam a formar suas próprias famílias com menos de seis meses de idade.8

Classificaçãoeditar | editar código-fonte

Durante muito tempo, o coelho foi classificado como pertencente à ordem dos roedores, pelo fato de possuir o hábito de roer. Entretanto, por todas as características dessa espécie, ele é hoje enquadrado na ordem dos lagomorfos. Eis a sua classificação taxonômica:9

A ordem dos lagomorfos exibe algumas características que a diferenciam da referentes aos roedores, entre as quais são as seguintes:9

  • os animais da ordem dos lagomorfos possuem os membros anteriores bem menores que os roedores, fato que não se verifica entre os pertencentes à ordem dos roedores;9
  • os lagomorfos têm orelhas grandes, ao contrário dos roedores que as possuem pequenas;9
  • a principal distinção, no entanto, está em que os lagomorfos são dotados de quatro dentes na arcada dentária superior, contra apenas dois na ordem dos roedores.9

Os dois dentes a mais dos lagomorfos são pequenos e se localizam atrás dos dois dentes principais ou funcionais. Por isso, para se notar esses dois pequenos dentes excedentes dos lagomorfos é necessário observar a arcada dentária lateralmente, e não frontalmente.9

Referências

  1. O que é?. O que é Coelho?. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  2. Bicho on Line. Origem do Coelho. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.425
  4. a b VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 22 p.
  5. a b c d VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 23 p.
  6. a b VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 24 p.
  7. Cola da Web. Coelho. Página visitada em 13 de janeiro de 2011.
  8. Cultura Mix. Coelho - Características e Reprodução. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  9. a b c d e f Escola Estadual Técnica de Viamão. Classificação Zoológica dos Coelhos (em português). Vila Bol. Página visitada em 28 de outubro de 2011.

Aspectos culturaiseditar | editar código-fonte

O coelho é um animal presente na cultura popular como símbolo de fertilidade associado à Páscoa. Entre as outras manifestações culturais do animal:

Coelhos famososeditar | editar código-fonte

Os coelhos na televisãoeditar | editar código-fonte

Curiosidadeseditar | editar código-fonte

  • Os coelhos não são roedores, são lagomorfos.
  • Os coelhos roem de tudo para gastarem seus dentes, que não param de crescer. Os dentes da frente dos coelhos são como os dos roedores, que crescem durante toda a vida, e um dos dentes é escuro. Para que eles fiquem do tamanho certo, os coelhos roem tudo, principalmente madeira.
  • Quando tratado, um coelho pode viver até 10 anos.
  • O tempo de gestação de uma coelha é de apenas 1 mês, tendo de 4 a 6 filhotes e amamentando entre 20 e 30 dias. O coelho é um símbolo muito comum na Páscoa, por sua fertilidade (para judeus e cristãos, tem a ver com a esperança de um nova vida).
  • O coelho doméstico é da mesma espécie do coelho selvagem Europeu, que depois de ser domesticado foi espalhado por todo o mundo. Na Austrália, em especial, esta "universalidade" dos coelhos e sua alta capacidade de reprodução transformaram-no uma praga.
  • Um coelho tem um raio de visão extremamente amplo. Podendo ver o ambiente que o rodeia atrás de si, sem mexer o pescoço.
  • Os principais predadores do coelho são a raposa e a onça, mas há muitos outros animais que predam o coelho.
  • Decorrente de seu ciclamento, os coelhos tem normalmente 2 cios por mês; onde depois de um período de 11(onze) dias apta a reprodução, sem fecundação há dois dias de esterilidade, sendo este o único intervalo entre seus períodos reprodutivos.
  • Na série de jogos eletrônicos Sonic the Hedgehog, a personagem Cream é uma coelha.

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Referências

  1. O que é?. O que é Coelho?. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  2. Bicho on Line. Origem do Coelho. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.425
  4. a b VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 22 p.
  5. a b c d VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 23 p.
  6. a b VIEIRA, Márcio Infante. Produção de coelhos: caseira, comercial e industrial. São Paulo: Nobel, 1987. 24 p.
  7. Cola da Web. Coelho. Página visitada em 13 de janeiro de 2011.
  8. Cultura Mix. Coelho - Características e Reprodução. Página visitada em 13 de janeiro de 2012.
  9. a b c d e f Escola Estadual Técnica de Viamão. Classificação Zoológica dos Coelhos (em português). Vila Bol. Página visitada em 28 de outubro de 2011.

Referências bibliográficaseditar | editar código-fonte

  • SILVA, J. A. Cruz e - Coelho in Enciclopédia Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI Volume VII. Braga: Editorial Verbo, Dezembro de 1998
  • Rabbits & ucx, Submarine, 2001

Ligações externaseditar | editar código-fonte








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