Courtney Love

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Courtney Love
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Em 2010
Informação geral
Nome completo Courtney Michelle Harrison
Nascimento 9 de julho de 1964 (49 anos)
São Francisco, Califórnia
 Estados Unidos
Gênero(s) Rock alternativo, grunge, punk
Instrumento(s) Vocal, guitarra, baixo
Período em atividade 1982–presente
Gravadora(s) Sympathy for the Record Industry, Sub Pop, Caroline, DGC / Geffen, City Slang, Universal, Virgin, Mercury
Afiliação(ões) Hole, Babes in Toyland, Pagan Babies, Sugar Babydoll, Faith No More, Bastard

Courtney Love Cobain (9 de julho de 1964) é uma cantora, compositora, atriz e pintora americana. Love ganhou notoriedade com sua banda Hole, que formou em 1989 junto a Eric Erlandson. O álbum de estreia da banda, Pretty on the Inside (1991), recebeu aclamação da crítica, e o Hole tornou-se mundialmente conhecido com seus álbuns seguintes, Live Through This (1994) e Celebrity Skin (1998).

Love também é atriz e iniciou sua carreira interpretando pequenos papéis em filmes de Alex Cox em 1986. Em 1996, ela estrelou o filme The People vs. Larry Flynt, e foi nominada ao Globo de Ouro por melhor atriz coadjuvante. Mais tarde, em 2000, Love teve uma breve carreira solo após a dissolução do Hole, lançando um álbum, America's Sweetheart (2004) e teve diversos problemas com a lei e sentenças à clínicas de reabilitação até atingir a sobriedade.

Em 2009, Love reformou o Hole com novos membros e lançou Nobody's Daughter (2010). Em 2012, ela estreou uma exposição de arte com uma coleção de suas próprias pinturas e desenhos intitulado And She's Not Even Pretty. No mesmo ano, anunciou o retorno à carreira solo e está atualmente preparando um novo álbum.

Primórdioseditar | editar código-fonte

Love nasceu Courtney Michelle Harrison em São Francisco, California, e é filha da psicoterapeuta Linda Carroll e de Hank Harrison, um escritor e antigo empresário da banda Grateful Dead.1 Seus pais se separaram em 1969, e sua mãe obteve a custódia após acusar Harrison de ter dado LSD a filha.1 2 Sua mãe se mudou com a família para Marcola, Oregon, onde eles viveram em uma comunidade hippie.3 .1 3 4 Love enfrentava problemas na escola e foi diagnosticada como levemente autista. Através de outros casamentos, a mãe de Love deu a luz a duas outras filhas e adotou um filho, e mais tarde mais dois meninos, tendo um deles morrido quando Love tinha 10 anos.5

Em 1972, a mãe de Love mudou-se com seu então marido para a Nova Zelândia, mas Love foi enviada de volta para Oregon, onde viveu com seu antigo padrasto e amigos da família. Aos 14 anos, foi presa por roubar uma camiseta e foi enviada para o Centro Correcional de Hillcrest Youth.6 7 Ela passou os anos seguintes indo e voltando de lares adotivos antes de ser legalmente emancipada aos 16 anos. Ela se mudou para Portland, Oregon, e se sustentava financeiramente trabalhando ilegalmente como uma dançarina exótica,1 3 6 8 DJ e outros diversos trabalhos, e se matriculou na Universidade Estadual de Portland, onde estudou inglês e filosofia.

Em 1981, seus avós adotivos a concederam um pequeno fundo fiduciário. Ela usou o dinheiro para viajar para Irlanda, onde estudou na Universidade Trinity, onde estudou teologia por dois semestres.9 No Reino Unido, em Liverpool, ela fez amizade com o músico Julian Cope, e mudou para a casa dele brevemente antes de retornar para os Estados Unidos.10 Love se mudava constantemente entre Oregon e Califórnia, onde se matriculou na Universidade Estadual de São Francisco e no Instituto de Artes de São Francisco, onde teve aulas com George Kuchar. Mais tarde, ela trabalhou como stripper no Japão.

Em 1985, Love mandou uma fita com seu teste para interpretar Nancy Spungen no filme Sid & Nancy (1986), e chamou atenção do diretor Alex Cox, que escreveu um pequeno papel para ela no filme.1 Mais tarde, ele a ofereceu o papel principal do filme Straight to Hell (1987), que contava com diversos ícones do punk e outros atores conhecidos, mas que recebeu críticas negativas. Love retornou a Oregon, e depois se mudou para Anchorage, Alasca, onde morou por meses e voltou a trabalhar como stripper para se sustentar.1 6 11

Carreira musicaleditar | editar código-fonte

Projetos iniciais: 1981–1988editar | editar código-fonte

Love começou diversos projetos musicais na decada de 1980. Primeiro, ela formou uma banda chamada Sugar Babydoll, e depois foi, brevemente, vocalista da banda Faith No More,1 12 mas, de acordo com Roddy Bottum, o grupo procurava por uma "energia masculina", e por isso, Love foi expulsa da banda, mas apesar disso, ela continuou amiga de Bottum. Love mais tarde criou a banda Pagan Babies ao lado de Kat Bjelland,13 Jennifer Finch e Janis Tanaka em 1985. Love foi baixista da banda Babes in Toyland em 1987, mas foi expulsa um tempo depois.14

Hole: 1989–2002editar | editar código-fonte

Em 1989, Love aprendeu a tocar guitarra e se mudou para Los Angeles, onde colocou um anúncio em uma revista que dizia: "eu quero começar uma banda. Minhas influências são Big Black, Sonic Youth e Fleetwood Mac" 15 , que recebeu uma resposta de Eric Erlandson. Love convidou Erlandson para ser guitarrista da banda, sua vizinha Lisa Roberts como baixista, e Carolina Rue como baterista. O primeiro show da banda, chamada Hole, foi em novembro de 1989 após três meses de ensaio. O primeiro single da banda, "Retard Girl", foi lançado em abril de 1990 na gravadora indie Sympathy for the Record Industry.6 No ano seguinte, a banda lançou seu segundo single, "Dicknail", na gravadora Sub Pop Records.

Influenciado por no wave e noise rock, o primeiro álbum do Hole, Pretty on the Inside, foi lançado em agosto de 1991 na gravadora Caroline Records, e foi produzido por Kim Gordon, do Sonic Youth, com a assistência de Don Fleming, da banda Gumball. O álbum recebeu críticas positivas 16 e foi nomeado um dos melhores álbuns do ano pela revista Spin.17 Para promover o álbum, a banda fez uma turnê com Mudhoney e abriu shows nos Estados Unidos para Smashing Pumpkins em lugares como Whisky A Go Go e CBGB.

Hole gravou seu segundo álbum, Live Through This, em outubro de 1993 em Atlanta, Georgia. A banda tinha novos membros: a baixista Kristen Pfaff e a baterista Patty Schemel. Live Through This foi lançado na gravadora DCG em abril de 1994, em um trágico momento: apenas quatro dias após a morte de Kurt Cobain, marido de Courtney Love, que havia cometido suicídio. Dois meses depois, Kristen Pfaff morreu de uma overdose de heroína.1 Love então foi forçada a contratar outra baixista, Melissa Auf der Maur, para a turnê da banda. Nos meses anteriores, Love era raramente vista em público, tendo passado maior parte do tempo em sua casa em Seattle, ou então visitando um templo budista de Nova York.

Live Through This fez um enorme sucesso comercial e crítico, e recebeu dezenas de críticas positivas 18 , além de levar um certificado de platina. Em agosto de 1994, a banda embarcou em uma turnê mundial para promover o álbum. A turnê chamou atenção pelo estado emocional de Love,1 que jogava guitarras no público,19 provocava fãs,20 chorava e quebrava todos os instrumentos no palco. Anos depois, Love admitiu estar "completamente chapada" durante a maior parte dos shows da banda entre 1994 e 1995.

Em fevereiro de 1995, Hole fez um show acústico na MTV, e continuou a sair em turnê, que acabou em setembro de 1995, na premiação MTV Video Music Awards (VMA), onde tocaram "Violet", e foram indicados na categoria de melhor vídeo por "Doll Parts".

Em 1997, a banda lançou uma compilação, My Body, the Hand Grenade, e, em setembro de 1998, lançaram seu terceiro álbum, Celebrity Skin, que marcou uma transformação no estilo da banda e de Love.21 Ela afirmou ter se inspirado em Neil Young, Fleetwood Mac e My Bloody Valentine enquanto compunha para o álbum.21 22 Celebrity Skin foi bem recebido pelos críticos, recebeu um certificado de multi-platina, e foi chamado de "melhor álbum do ano" pelas revistas Spin, Village Voice, entre outras.23

Antes do lançamento de Celebrity Skin, Love desenhou, ao lado da Fender, uma guitarra de baixo preço da Squier chamada de Vista Venus.24

Após a turnê de Celebrity Skin ter acabado, Melissa Auf der Maur saiu da banda e se juntou aos Smashing Pumpkins. A baterista da banda, Samantha Maloney, saiu logo depois. Love e Erlandson continuaram com a banda, e lançaram a canção "Be A Man", composta ao lado de Billy Corgan, que fez parte da trilha sonora do filme Any Given Sunday. O fim do grupo foi anunciado em 24 de maio de 2002.

Carreira solo: 2003–2009editar | editar código-fonte

Love se apresentando em um dueto com The Virgin Prunes em Carnegie Hall; 4 de outubro de 2009.

Enquanto Hole estava tendo desentendimentos, Love começou uma banda feminina chamada Bastard no outono de 2001, que contava com Patty Shemel, Louise Post (da banda Veruca Salt) e Gina Crosley. Apesar de uma demo ter sido gravada, a banda nunca lançou nada. 25 26

Em 2002, Love começou a compor um álbum ao lado de Linda Perry, intitulado America's Sweetheart. Ela assinou com a Virgin Records, e inicialmente o gravou na França, mas foi forçada pela gravadora a gravar todas as músicas de novo no verão de 2003.27 America's Sweetheart foi lançado em fevereiro de 2004, e recebeu críticas mistas. O álbum vendeu 86 mil cópias em três meses, com os singles "Mono" e "Hold On To me".

Love já disse se arrepender do álbum, tendo o chamado de "um álbum de merda", e atribuindo isso ao seu vício em drogas na época. 28 Logo após o álbum ter sido lançado, Love disse, em uma entrevista a Kurt Loder: "eu não dou certo como cantora solo. É uma piada". 29

Em 2006, Love começou a gravar o que seria seu segundo álbum solo, How Dirty Girls Get Clean 30 31 , mais uma vez trabalhando com Perry e Billy Corgan. Love tinha escrito diversas canções enquanto estava em uma clínica de reabilitação em 2005. 32

Algumas das canções e demos do álbum (que inicialmente seria lançado em 2008) vazaram na internet em 2006, e um documentário chamado The Return of Courtney Love, que detalhava a produção do álbum, e foi exibido em canais britânicos no outono daquele ano. Uma versão acústica de "Never Go Hungry Again", gravada em uma entrevista para The Times em novembro também foi lançada. Uma canção chamada "Samantha" também vazou na internet em 2007. 33

Volta do Hole: 2010–2012editar | editar código-fonte

Love se apresentando com Hole no SXSW em Austin, Texas; março de 2010.

Em 17 de junho de 2009, a revista NME afirmou que o Hole ia voltar. Erlandson, ex-guitarrista da banda, afirmou para a revista Spin que, contratualmente, nenhuma reunião poderia acontecer sem seu envolvimento, e que qualquer coisa lançada por Love seria um álbum solo, não do Hole. Love respondeu a esses comentários no twitter, dizendo: "ele está louco. Hole é minha banda, minha marca registrada".34

Nobody's Daughter foi lançado mundialmente como um álbum do Hole em 27 de abril de 2010. A nova formação da banda contava com Micko Larkin (guitarra), Shawn Dailey (baixo) e Stu Fisher (bateria). Nobody's Daughter continha uma grande quantidade de material escrito para o que seria o segundo álbum de Love, incluindo as canções "Pacific Coast Highway", "Letter to God", "Samantha" e "Never Go Hungry", que foram produzidas por Larkin. O primeiro single do álbum foi "Skinny Little Bitch", que foi a canção alternativa mais tocada nos rádios março de 2010. 35

Em uma entrevista, Love afirmou que ela havia mantido um celibato por cinco anos enquanto trabalhava no álbum: "eu precisava colocar toda minha energia nesse álbum. Tipo, toda ela, e [sexo e amor] podem te distrair".36

O álbum recebeu críticas mistas. Rolling Stone deu três de cinco estrelas, dizendo que Love havia "realmente se esforçado, e não feito balbuciado um monte de merda de drogado e achado que alguém ia gostar, como fez em 2004, com seu fracassado álbum solo". 37 Slant Magazine também deu três de cinco estrelas para o álbum, dizendo: "ela soa como Marianne Faithfull em canções como "Honey" e "For Once In Your Life", sendo a última canção uma das vulneráveis performances vocais de Love até hoje. Composta ao lado de Linda Perry, a música oferece um raro vislumbre da mente de uma mulher que, nos últimos 15 anos, tem sido tão famoso por ser uma estrela do rock como ela tem sido por ser uma vítima." 38

O álbum trata, em sua maior parte, da conturbada fase que Love viveu entre 2003 e 2007, e tem uma sonoridade folk rock e acústica, diferente dos álbums anteriores do Hole. Love fez uma turnê na Europa, Japão e nos Estados Unidos, onde promoveu o álbum na primavera de 2010, que terminou em um show em Seattle no festival Bumbershoot em setembro. No verão de 2011, a banda tocou na Rússia, Austrália e Brasil.

Reinício da carreira solo: 2013-presenteeditar | editar código-fonte

Love se apresentando no Moore Theatre em Seattle, Washington; 23 de julho de 2013

Em outubro de 2012, Love contou a revista Rolling Stone que ela havia desistido da alcunha do Hole e que iria retomar sua carreira solo. Ela afirmou que havia acabado de gravar uma nova canção, chamada "This is War", produzida por James Iha.39 Love também gravou uma canção chamada "Rio Grande", um dueto com Michael Stipe, 40 e também um dueto com Fall Out Boy, na canção "Rat a Tat". 41

Em 29 de dezembro de 2012, Love fez um show acústico surpresa no Electric Room de Nova York, 42 e, em janeiro de 2013, se apresentou no Star Bar de Park City, Utah, no Sundance Film Festival.43

Em 10 de maio de 2013, foi anunciado que Love faria uma turnê solo pelos Estados Unidos. 44 45 Inicialmente, a turnê divulgaria o novo álbum de Love, mas, consequentemente, virou uma apresentação de seus maiores sucessos, porque Love decidiu lançar o álbum somente em dezembro de 2013, 46 seguido de uma turnê mundial. Ela afirmou que não pretende cantar nenhum material novo até que seu álbum seja lançado.

Love contou para a Billboard que havia gravado dezoito canções para seu novo álbum, que, até o momento, tem o título provisório de Died Blonde, e que planeja lançar dois singles, "California" e "Wedding Day".47 Ela também tem planos de lançar uma auto-biografia. 48

Carreira de atrizeditar | editar código-fonte

Courtney trabalhou com o diretor Alex Cox em seus dois primeiros filmes. Ela ganhou uma pequena participação no filme Sid and Nancy, de 1986, uma biografia de Sid Vicious. Logo depois, atuou em "Direto para o Inferno", em 1987. No mesmo ano, ela apareceu no seriado Andy Warhol's Fifteen Minutes com Robbie Nevil, em um episódio chamado "C'est la Vie".

Quase uma década depois, em 1996, ela fez pequenos papéis em Basquiat e Feeling Minnesota, antes de ser a co-estrela do filme The People vs. Larry Flynt, interpretando a esposa de Larry Flynt. Com o filme, ela recebeu aclamação crítica, uma nominação ao globo de ouro na categoria de melhor atriz. O crítico Roger Ebert disse: "Courtney provou não ser uma estrela do rock fingindo atuar, mas sim uma verdadeira atriz".

Em 1999, atuou ao lado de Jim Carrey no filme Man on the Moon. Em 2001, participou de Julie Johnson, como sendo a amante lésbica de Lili Taylor. No ano seguinte, trabalhou no filme Trapped.

Vida pessoaleditar | editar código-fonte

Relacionamentoseditar | editar código-fonte

Quando Courtney tinha 17 anos, ela namorou o músico Rozz Rezabek, da banda Theatre of Sheep. Os dois se conheceram num clube chamado The Metropolis, em Portland, Oregon, onde Love ocasionalmente trabalhava como DJ. Os dois usavam drogas juntos e terminaram pouco tempo depois.

Durante três meses em 1989, Courtney foi casada com Falling James Moreland, vocalista do The Leaving Trains, e mais tarde disse que Moreland era um travesti e que o casamento foi "uma piada", sendo anulado.

Love também namorou Billy Corgan, da banda Smashing Pumpkins, no começo de 1991, mas a relação mais conhecida dela foi, sem dúvidas, com Kurt Cobain, do Nirvana. Não há certezas sobre a data em que eles se conheceram. Alguns dizem que os dois se conheceram em janeiro de 1989 em um clube noturno, mas Love disse que a primeira vez que eles estiveram juntos foi em janeiro de 1988 em um show do Dhama Bums. Os dois tornaram-se amigos após serem apresentados por Jennifer Finch, que na época namorava o baterista do Nirvana, Dave Grohl. Love e Cobain começaram a namorar oficialmente em 1991, e casaram-se em 24 de fevereiro de 1992 na praia de Waikiki em Honolulu, Havaí. A única filha do casal, Frances Bean Cobain, nasceu seis meses mais tarde, em 18 de agosto de 1992. Em abril de 1994, Kurt Cobain cometeu suicídio na casa da família em Seattle.

Em 1996, Love começou a namorar o ator Edward Norton. Os dois conheceram-se no set de filmagens de The People vs. Larry Flynt, e chegaram a ficar noivos, mas terminaram o relacionamento em 1999. Love namorou o comediante britânico Steve Coogan em 2005.

Love perdeu a guarda da filha, Frances Bean, em 2003, a retomando em 2005. Em 2009, Frances pediu uma ordem de restrição contra a mãe e decidiu morar com a avó paterna, Wendy Cobain. Atualmente, as duas parecem ter retomado a relação e se falam regularmente.

Abuso de drogaseditar | editar código-fonte

Courtney teve problemas com drogas durante anos de sua vida. Ela admitiu ter usado maconha durante a adolescência e ter sido "apresentada" a drogas mais pesadas aos 16 anos, enquanto vivia em Taiwan, usando heroína após confundir com cocaína. Ela revelou ter usado cocaína pela primeira vez aos 19 anos, com sua amiga Jennifer Finch. Courtney referiu-se ao ocorrido como "uma situação não muito agradável". De acordo com ela, Finch teve uma overdose, e Love, que não sabia dirigir, a colocou no carro e a levou para o hospital. "Eu fiquei com muito medo de drogas após aquilo", afirmou.

Em 1992, Courtney disse, durante uma entrevista para a Vanity Fair, que havia usado heroína antes de saber que estava grávida. A revista distorceu suas palavras, gerando uma grande confusão, o que fez com que ela e Kurt Cobain perdessem a guarda de Frances, a recuperando em 1993. Em 1996, Courtney parou de usar drogas e levava um estilo saudável de vida. No entanto, em 2004, voltou a usá-las.49

No dia 17 de março de 2004, Love, claramente alterada, foi entrevistada por David Letterman, tendo a entrevista terminado com ela se apoiando na mesa de Letterman e mostrando seus seios. Naquela noite, Love foi presa por posse de substâncias controladas. Ela protestou, dizendo que as drogas que ela carregava eram remédios expirados. A polícia, no entanto, alegou posse de ocitocina e hidrocodona sem prescrição médica.

Em 2005, Love foi internada em um centro de reabilitação, para tratar do vício em cocaína. Ela terminou o tratamento em 2006 e tem estado sóbria desde então.

Discografiaeditar | editar código-fonte

Álbunseditar | editar código-fonte

Com o Holeeditar | editar código-fonte

EPS (com o Hole)editar | editar código-fonte

Soloeditar | editar código-fonte

Filmografiaeditar | editar código-fonte

  • Sid & Nancy - O Amor Mata (1986)
  • Direto Para o Inferno (Straight To Hell) (1987)
  • Tapeheads: Uma Dupla Muito Louca (Tapeheads) (1988)
  • 1991: The Year Punk Broke (1992) (documentário)
  • Basquiat (1996)
  • Feeling Minnesota (1996)
  • O Povo Contra Larry Flynt (The People vs. Larry Flynt) (1996)
  • Not Bad for a Girl (1996) (documentário, também co-produtora)
  • Off the Menu: The Last Days of Chasen's (1997) (documentário)
  • Kurt & Courtney (1998) (documentário)
  • 200 Cigarros (200 Cigarettes) (1999)
  • O Mundo de Andy (Man On The Moon) (1999)
  • Anos Loucos (Beat) (2000)
  • Bounce: Behind the Velvet Rope (2000) (documentário)
  • Julie Johnson (2001)
  • Last Party 2000 (2001) (documentário)
  • Encurralada (Trapped) (2002)
  • Mayor of the Sunset Strip (2003) (documentário)
  • (This Is Known As) The Blues Scale (2004) (documentário)
  • Trailer for a Remake of Gore Vidal's Caligula (2005) (curta-metragem)
  • The Return of Courtney Love (2006) (documentário)

Prêmios como atrizeditar | editar código-fonte

Ano Prêmio Categoria Filme
1996 New York Film Critics Circle Awards Melhor Atriz Coadjuvante O Povo Contra Larry Flynt
Boston Society of Film Critics Awards Melhor Atriz Coadjuvante
1997 Golden Satellite Awards Melhor Performace de uma Atriz Coadjuvante em um filme
Chicago Film Critics Association Awards Atriz mais promissora
Florida Film Critics Circle Awards Melhor Atriz Coadjuvante
2001 L.A. Outfest: Grand Jury Award Melhor Atriz Julie Johnson

Participação em trilhas sonoraseditar | editar código-fonte

  • Garota Infernal (2009) (música: "Violet")
  • Pânico na escola (2011) (música: "Violet")
  • Adam & Steve (2005) (música: "Love, Love, Love")
  • The Simple Life (2004) (música: "I'll Do Anything")
  • Promedio rojo (2004) (música: "Rock Star")
  • O Corvo 3: A Salvação (2000) (música: "It's All Over Now Baby Blue, cover do Bob Dylan")
  • Um Domingo Qualquer (1999) (música: "Be A Man")
  • American Pie (1999) (música: "Celebrity Skin")
  • Nunca fui Beijada (1998) (música: "Heaven Tonight")
  • Nowhere (1997) (música: "Dicknail")
  • Beleza Roubada (1996) (música: "Rock Star/Olympia")
  • O Corvo: Cidade dos Anjos (1996) (música: "Gold Dust Woman, cover do Fleetwood Mac")
  • Tank Girl (1996) (música: "Drown Soda")

Referências

  1. a b c d e f g h i "Courtney Love". Behind the Music. Vh1. 2010-06-21. [1]
  2. Jung, K Elan. Sexual Trauma: A Challenge Not Insanity. [S.l.]: The Hudson Press, 2010. 188–189 p. Página visitada em 2011-10-30.
  3. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas poppy
  4. Brite, Poppy Z.. Courtney Love: The Real Story. [S.l.]: Simon & Schuster. p. 25. ISBN 978-0684848006
  5. Carroll, Linda. Her Mother's Daughter. [S.l.]: Doubleday, 2005.
  6. a b c d "Courtney Love". The E! True Hollywood Story. E!. 2003-10-05.
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  10. Love, Courtney. "So, he [Hank Harrison] said he'd get me into Trinity in Dublin [Ireland]. So, I took two semesters there. And I started taking photos for Hot Press, and I met eh, Julian Cope one night, and uh, and uh, and uh ... these crazy things happened. And he said, "come live in my house" and he gave me his keys." Interview on Later ... with Jools Holland. 1995-05-02.
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