Doença sexualmente transmissível

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Doença sexualmente transmissível
Cartaz norte-americano de propaganda direcionada aos soldados e marinheiros da II Guerra Mundial, alertando contra o risco das DST's.
Classificação e recursos externos
CID-10 A64
CID-9 099.9
DiseasesDB 27130
MeSH D012749
Star of life caution.svg Aviso médico

Doenças sexualmente transmissíveis ou Infecção sexualmente transmissível, conhecida popularmente por DST são patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contato sexual. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação.1

Alguns grupos, principalmente os religiosos, afirmam que a castidade, a abstinência sexual e a fidelidade conjugal poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças.2 3

Pesquisas afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicas e não-fiéis portadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis.4

Históriaeditar | editar código-fonte

Nas primeiras civilizações havia o culto aos deuses e deusas da fertilidade, que eram consideradas como uma dádiva. O culto à essas deusas era feito principalmente a partir da prostituição. Uma das características presentes nessas sociedades era a promiscuidade, um dos motivos para o surgimentos dessas doenças, que mais tarde seriam conhecidas como doenças venéreas, em referência à Vênus, considerada a deusa do amor.5

A Gonorreia foi citada na Bíblia,necessário esclarecer mas a causa da doença só foi conhecida no século XIX. Além disso, no Egito antigo tumbas apresentaram alguns registros sobre a Sífilis.6

Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo continente, matando mais de cinco milhões de pessoas.7 Cada localidade por onde passava recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado um poema médico, em que um dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo.8

Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o tratamento se limitava a diminuir os sintomas.9 Todavia, no século XX surgiu os antibióticos, que se mostraram bastante eficientes.6 Em 1980 a herpes genital e a AIDS surgiram na sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.9

Causaeditar | editar código-fonte

Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.10

Bactérias
Micrografia mostrando o efeito citopático do vírus da Herpes. Exame de Papanicolau.
Fungos
Vírus
Parasitas
Protozoários

Prevençãoeditar | editar código-fonte

Preservativoeditar | editar código-fonte

Um Preservativo.

O preservativo, mais conhecido como camisinha é um dos métodos mais seguros contra as DSTs.25 Sua matéria prima é o latex.26 Antes de chegar nas lojas, é submetido à vários testes de qualidade.27 Apesar de ser o método mais eficiente contra a transmissão do vírus HIV (causador da epidemia da SIDA), o uso de preservativo não é aceito pela Igreja Católica Romana, pelas Igrejas Ortodoxas e pelos praticantes do Hinduísmo. O principal argumento utilizado pelas religiões para sua recusa é que um comportamento sexual avesso à promiscuidade e à infidelidade conjugal bastaria para a protecção e pelo fato de que o preservativo não é totalmente eficiente contra DSTs. 28

Vacinaeditar | editar código-fonte

Alguns tipos de HPV,21 a Hepatite A e B podem ser prevenidas através da vacina.18

Abstinência sexualeditar | editar código-fonte

A abstinência sexual consiste em evitar relações sexuais de qualquer espécie.29 Possui forte ligação com a religião.30

Tratamentoeditar | editar código-fonte

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Algumas DST's são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas corretamente, contudo outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes, apesar da falsa sensação de melhora. As mulheres representam um grupo que deve receber especial atenção, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo para tornarem-se perceptíveis ou confundem-se com as reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher, em especial aquelas com vida sexual ativa, independente da idade, consultas periódicas ao serviço de saúde.10

Certas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves como infertilidade31 , infecções neonatais, malformações congênitas, aborto, câncer e a morte.32 Num caso, a primeira recomendação é procurar um médico, que fará diagnóstico para que seja preparado um tratamento.33 Também há o controle de cura, ou seja, uma reavaliação clínica. A automedicação é altamente perigosa, pois pode até fazer com que a doença seja camuflada.34

Epidemiologiaeditar | editar código-fonte

Incidência de DST's (exceto AIDS) por idade a cada 100 mil habitantes em 2004.35
  sem dados
  < 60
  60–120
  120–180
  180–240
  240–300
  300–360
  360–420
  420–480
  480–540
  540–600
  600–1000
  > 1000

As taxas de incidência de doenças sexualmente transmissíveis continuam em altos níveis em todo o mundo, apesar dos avanços de diagnosticação e tratamento. Em muitas culturas, especialmente para as mulheres houve a eliminação de restrições sexuais através da mudança na moral e o uso de contraceptivos, e tanto médicos e pacientes acabam tendo dificuldade em lidar de forma aberta e francamente com essas questões. Além disso, o desenvolvimento e a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos fazem que certas doenças sejam cada vez mais difíceis de serem curadas.36

Em 1996, a OMS estimou que mais de um milhão de pessoas estavam sendo infectadas diariamente, e cerca de 60% dessas infecções em jovens menores de 25 anos de idade, e cerca desses jovens 30% são menores de 20 anos. Entre as idades de 14 a 19 anos, as doenças ocorrem mais em mulheres em uma proporção quase dobrada. Estima-se que cerca de 340 milhões de novos casos de sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase ocorreram em todo o planeta em 1999.37

A Aids é a maior causa da mortalidade na África Subsaariana, sendo que em cinco mortes uma é por causa da doença. Por causa da situação, o governo do Quênia pediu que a população deixasse de fazer sexo por dois anos.38 No Brasil, desde o primeiro caso até junho de 2011 foram registrados mais de seiscentos mil casos da doença. Entre 2000 e 2010, a incidência caiu na Região Sudeste, enquanto nas outras regiões aumentou. A mortalidade também diminuiu.20 As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre são as que possuem o maior número dos portadores da doença. Em contrapartida, o país é um dos que mais se destacam no combate, além de ser o líder em distribuição gratuita do Coquetel anti-HIV.39

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Ligações externaseditar | editar código-fonte

Referências

  1. Krukemberghe Fonseca. Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST. Brasil Escola. Página visitada em 07 de janeiro de 2012.
  2. G1. Ensinar castidade não previne gravidez e DST. Página visitada em 02 de janeiro de 2011.
  3. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (30 de setembro de 2004). Papa pede 'castidade' contra aids. Página visitada em 02 de janeiro de 2012.
  4. Fantástico (12 de janeiro de 2011). Mulher casa virgem e contrai HIV na primeira relação sexual. Página visitada em 02 de janeiro de 2012.
  5. Instituto Beneficente Viva a Vida (6 de junho de 2005). Histórico das doenças sexualmente transmissíveis. Página visitada em 02 de janeiro de 2012.
  6. a b UOL (12 de janeiro de 2001). Doenças sexualmente transmissíveis: Milênio Novo, Antiga Preocupação. Página visitada em 2 de janeiro de 2012.
  7. Oriel, J.D.. The Scars of Venus: A History of Venereology (em Inglês). Londres: Springer-Verlag, 1994. ISBN 354019844X Página visitada em 3 de janeiro de 2011.
  8. Potyguar. Doenças. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  9. a b História da doença sexualmente transmissíveis. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  10. a b Copacabana. Doenças sexualmente transmissíveis - DST. Página visitada em 07 de janeiro de 2011.
  11. Saúde na Internet. Cacro mole ou cancroide. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  12. Copacabanarunners. Clamídia - Sintomas, complicações, tratamento. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  13. CefetSP. Granuloma Iguianal. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  14. Gonorreia. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  15. ABC da Saúde. Sífilis. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  16. DST. Infecção por Gardnerella. Página visitada em 3 de janeiro de 2011.
  17. Portal São Francisco. Candíase, Vaginal, Sintomas, Tratamento, O que é Candidíase. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  18. a b Vaccini. Vacina combinada contra Hepatite A e B. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  19. Terra. Herpes simples e suas manifestações. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  20. a b Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Aids no Brasil. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  21. a b Condiloma Acuminado - Infecção por HPV. dst.com.br. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  22. DST. Molusco Contagioso. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  23. Arquivo Multilígua. Piolho de Cranguejo. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  24. InfoEscola. Tricomoníase. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  25. Mariana Araguaia. Como Usar a Camisinha Masculina. Brasil Escola. Página visitada em 2 de janeiro de 2012.
  26. Adolescência. Vivendo a Adolescência. Página visitada em 2 de janeiro de 2012.
  27. Mundo estranho. Como é feita a camisinha?. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  28. Reconhecido cientista assegura: papa tinha razão sobre a AIDS. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  29. Almas. Razões para viver a abstinência sexual no namoro. Portal da família. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  30. ArmárioX. Homossexualidade: As Religiões e o Homossexualismo. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  31. Jornal da Mídia (19 de dezembro de 2007). Especialista adverte para DST e o risco da infertilidade. Página visitada em 02 de janeiro de 2012.
  32. Salves. Página visitada em 02 de janeiro de 2012.
  33. Copacabana runners. DSTs Testes. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  34. DST. DST - Considerações Gerais. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  35. World Health Organization (2004). WHO Disease and injury country estimates (em inglês). Página visitada em 3 de janeiro de 2011.
  36. Mary-Ann Shafer, Anna-Barbara Moscicki (2006). Sexually Transmitted Infections, 2006 (em inglês) pp. 8. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  37. STD Statistics Worldwide. Avert.org. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  38. Eduardo de Freitas. A Aids na África. Brasil Escola. Página visitada em 3 de janeiro de 2012.
  39. Tiago Casagrande. A real da AIDS hoje. Página visitada em 5 de janeiro de 2012.







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