Elihu Root

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Elihu Root Medalha Nobel
Senador dos Estados Unidos por Nova Iorque
Mandato 4 de março de 1909
a 4 de março de 1915
Antecessor(a) Thomas C. Platt
Sucessor(a) James W. Wadsworth, Jr.
38º Secretário de Estado dos Estados Unidos
Mandato 19 de julho de 1905
a 27 de janeiro de 1909
Presidente Theodore Roosevelt
Antecessor(a) John Hay
Sucessor(a) Robert Bacon
41º Secretário de Guerra dos Estados Unidos
Mandato 1 de agosto de 1899
a 31 de janeiro de 1904
Presidentes William McKinley (1899–1901)
Theodore Roosevelt (1901–1904)
Antecessor(a) Russell A. Alger
Sucessor(a) William Howard Taft
Vida
Nascimento 15 de fevereiro de 1845
Clinton, Nova Iorque,
 Estados Unidos
Morte 7 de fevereiro de 1937 (91 anos)
Nova Iorque, Nova Iorque,
 Estados Unidos
Progenitores Mãe: Nancy Whitney Buttrick
Pai: Oren Root
Dados pessoais
Alma mater Hamilton College
Universidade de Nova Iorque
Esposa Clara Frances Wales (1878–1928)
Partido Republicano
Profissão Advogado

Elihu Root (15 de fevereiro de 18457 de fevereiro de 1937) foi um advogado e político dos Estados Unidos. Foi agraciado com o Nobel da Paz em 1912, por negociar vários tratados de paz.

Carreira políticaeditar | editar código-fonte

Estudou no Hamilton College de Clinton. Membro do Partido Republicano, foi Secretário da Guerra (de 1899 a 1903, sendo presidente William McKinley) e Secretário de Estado dos Estados Unidos, sendo presidente Theodore Roosevelt, de 1905 a 1909, chegando a negociar hasta 75 tratados. Foi senador republicano pelo Estado de Nova Iorque entre 1909 e 1915.

Foi responsável pela ampliação de West Point e estabeleceu a Escola de Guerra da Armada. Foi um dos fundadores do Instituto Americano de Leis em 1923.

Foi membro do Tribunal de Fronteiras do Alasca (1903), conselheiro da Comissão de Pescarias do Atlântico Norte (1910), presidente da Fundação Carnegie para a Paz Internacional (1910-1925) e membro do Tribunal de Arbitragem Permanente (1910). Participou como jurista na criação do Tribunal Permanente de Justiça Internacional, dependente da Sociedade das Nações (1920-1921).

Visita ao Brasileditar | editar código-fonte

Em 1906, quando era Secretário de Estado, veio ao Brasil, em uma época em que visitas de tais autoridades estrangeiras eram raras no País. Depois de presidir a Conferência Panamericana no Rio de Janeiro, foi até o interior do estado de São Paulo visitar uma fazenda de café em Araras, para isso descendo na estação de Guabiroba.

Na volta, ele parou na estação então conhecida como Villa Americana (hoje a cidade de Americana) e foi recebido por imigrantes do Sul dos Estados Unidos, que ali tinham se estabelecido 40 anos antes, fugindo da destruição da Guerra de Secessão. Como a localidade ainda não tinha energia elétrica, as centenas de americanos que foram recebê-lo levavam tochas, que, na noite escura, formavam uma visão impressionante. Root emocionou-se a ponto de chegar às lágrimas.1

Para marcar tais acontecimentos e, sobretudo, a visita de alguém tão importante, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, patrocinadora da viagem à fazenda, decidiu homenageá-lo, rebatizando a estação de Guabiroba com o seu nome. De acordo com seu neto, Elihu Root III, Root lembrou-se com carinho dessa viagem até sua morte.

Notas

  1. Ralph Giesbrecht, "As três mortes de Elihu Root", A Tribuna, Santa Cruz das Palmeiras, 4 de março de 2000

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