Escala de Richter

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A escala Richter, também conhecida como escala de magnitude local (M_L), atribui um número único para quantificar o nível de energia liberada por um sismo. É uma escala logarítmica, de base 10, obtida calculando o logarítmo da amplitude 1 horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero em um tipo particular de sismógrafo (torção de Wood-Anderson).

Pelo fato de ser um escala logarítmica, um terremoto que mede 5,0 na escala Richter tem uma amplitude sísmica 10 vezes maior do que uma que mede 4,0. O limite efetivo da medição da magnitude local M_L é em média 6,8. Em termos de energia, um terremoto de grau 7,0 libera cerca de 30 vezes a energia de um sismo de grau 6,0.1

Magnitudes ainda são largamente estabelecidas na escala Richter na mídia popular, embora usualmente magnitudes momentâneas - numericamente quase o mesmo - são atualmente dadas; a escala Richter foi substituída pela escala de magnitude de momento, que é calibrada para dar valores geralmente similares para terremotos de intensidade média (magnitudes entre 3 e 7). Diferentemente da escala Richter, a escala de magnitude de momento é construída sobre os princípios sismológicos do som, e não é saturada no intervalo de alta magnitude.

A liberação de energia de um terremoto, que correlata rigorosamente o seu poder destrutivo, corresponde à potência 32 da amplitude sísmica. Portanto, a diferença em magnitude de 1,0 é equivalente ao fator de 31,6 (=({10^{1,0}})^{(3/2)} ) na energia liberada; a diferença em magnitude de 2,0 é equivalente a um fator de 1000 (=({10^{2,0}})^{(3/2)} ) na energia liberada 2 .

Históriaeditar | editar código-fonte

A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico - o sismógrafo Wood-Anderson. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, criaram um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas. A história não conservou o nome de Beno Gutenberg. No princípio, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).

Apesar do surgimento de vários outros tipos de escalas para medir terremotos, a escala Richter continua sendo largamente utilizada.

Princípioeditar | editar código-fonte

É uma escala logarítmica: a magnitude de Richter corresponde ao logaritmo da medida da amplitude das ondas sísmicas de tipo P e S a 100 km do epicentro.

A fórmula utilizada é ML = logA - logA0, onde:

A = amplitude máxima medida no sismógrafo
A0 = uma amplitude de referência.

Assim, por exemplo, um sismo com magnitude 6 tem uma amplitude 10 vezes maior que um sismo de magnitude 5. Como visto acima, o sismo de magnitude 6 liberta cerca de 31 vezes mais energia que o de magnitude 5.

Um terremoto com magnitude inferior a 3,5 é apenas registrado pelos sismógrafos. Um entre 3,5 e 5,4 já pode produzir danos. Um entre 5,5 e 6 provoca danos menores em edifícios bem construídos, mas pode causar maiores danos em outros.

Já um terremoto entre 6,1 e 6,9 na escala Richter pode ser devastador numa zona de 100 km. Um entre 7 e 7,9 pode causar sérios danos numa grande superfície. Os terremotos acima de 8 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a várias centenas de quilómetros.

Na origem, a escala Richter estava graduada de 0 a 9, já que terremotos mais fortes pareciam impossíveis na Califórnia. Mas teoricamente não existe limite superior ou inferior para a escala, se consideradas outras regiões do mundo. Por isso fala-se atualmente em "escala aberta" de Richter. De acordo com o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, aconteceram três terremotos com magnitude maior do que 9 na escala Richter, desde que a medição começou a ser feita (ver Anexo:Lista de sismos).

A primeira escala Richter apontou a magnitude zero para o menor terremoto passível de medição pelos instrumentos existentes à época. Atualmente, no entanto, é possível a detecção de tremores ainda menores do que os associados à magnitude zero, ocorrendo assim a medição de terremotos de magnitude negativa na escala Richter.

Graduaçãoeditar | editar código-fonte

Na realidade, os sismos de magnitude 9 são excepcionais e os efeitos das magnitudes superiores não são aqui descritos. O sismo mais intenso já registrado atingiu o valor de 9,5, e ocorreu a 22 de maio de 1960 no Chile.

A magnitude é única para cada sismo, enquanto a intensidade das ondas sísmicas diminui conforme a distância das rochas atravessadas pelas ondas e as linhas de falha. Assim, embora cada terremoto tenha uma única magnitude, seus efeitos podem variar segundo a distância, as condições dos terrenos e das edificações, entre outros fatores 3 .

Descrição Magnitude Efeitos Frequência
Micro < 2,0 Micro tremor de terra, não se sente4 . ~8000 por dia
Muito pequeno 2,0-2,9 Geralmente não se sente mas é detectado/registrado. ~1000 por dia
Pequeno 3,0-3,9 Frequentemente sentido, mas raramente causa danos. ~49000 por ano
Ligeiro 4,0-4,9 Tremor notório de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos. Danos importantes pouco comuns. ~6200 por ano
Moderado 5,0-5,9 Pode causar danos maiores em edifícios mal concebidos em zonas restritas. Provoca danos ligeiros nos edifícios bem construídos. 800 por ano
Forte 6,0-6,9 Pode ser destruidor em zonas num raio de até 180 quilômetros em áreas habitadas. 120 por ano
Grande 7,0-7,9 Pode provocar danos graves em zonas mais vastas. 18 por ano
Importante 8,0-8,9 Pode causar danos sérios em zonas num raio de centenas de quilômetros. 1 por ano
Excepcional 9,0-9,9 Devasta zonas num raio de milhares de quilômetros. 1 a cada 20 anos
Extremo >10,0 Desconhecido Extremamente raro (desconhecido)

Magnitude e intensidadeeditar | editar código-fonte

A escala de Richter não permite avaliar a intensidade sísmica de um sismo num local determinado e em particular em zonas urbanas. Para tal, utilizam-se escalas de intensidade tais como a escala de Mercalli.

A escala de magnitude de momento (abreviada como MMS e denotada como M_\mathrm{w}), introduzida em 1979 por Thomas C. Haks e Hiroo Kanamori, substituiu a Escala de Richter para medir a magnitude dos terremotos em termos de energia liberada.5 Menos conhecida pelo público, a MMS é, no entanto, a escala usada para estimar as magnitudes de todos os grandes terremotos da atualidade. 6 Assim como a escala Richter, a MMS é uma escala logarítmica.

Notas e referênciaseditar | editar código-fonte

  1. a b Explications sur le site de l'EOST
  2. USGS: The Richter Magnitude Scale
  3. Saiba mais sobre a escala Richter
  4. Certos sismos de magnitude inferior a 2 podem contudo ser sentidos muito localmente se o epicentro for localizado exatamente sob as habitações e cio se se tratar de uma réplica. Certos sismos de magnitude próxima de zero, ou mesmo negativas, podem assim ser percebidos.
  5. Hanks, Thomas C.; Kanamori, Hiroo. (05/1979). "A moment magnitude scale". Journal of Geophysical Research 84 (B5): 2348–2350. DOI:10.1029/JB084iB05p02348.
  6. USGS Earthquake Magnitude Policy

Ligações externaseditar | editar código-fonte









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