Floresta estacional semidecidual

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde dezembro de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A floresta estacional semidecidual ou mata mesófila1 constitui uma vegetação pertencente ao bioma da Mata Atlântica (Mata Atlântica do Interior), sendo típica do Brasil Central e condicionada a dupla estacionalidade climática: uma estação com chuvas intensas de verão, seguidas por um período de estiagem 2 . É constituída por fanerófitos com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catáfilos ou pêlos), tendo folhas adultas esclerófilas ou membranáceas deciduais. O grau de decidualidade, ou seja, a perda das folhas é dependente da intensidade e duração de basicamente duas razões: as temperaturas mínimas máximas e a deficiência do balanço hídrico. A porcentagem das árvores caducifólias no conjunto florestal, é de 20-50%2 .

Espécieseditar | editar código-fonte

Dominam os gêneros amazônicos de distribuição brasileira:

Tiposeditar | editar código-fonte

Para fins apenas de delimitar regiões de estudo há uma divisão altimétrica2 :

Conservaçãoeditar | editar código-fonte

Remanescente de Mata Atlântica do Interior em Santa Fé do Sul, Noroeste Paulista


A Mata Atlântica do Interior é das ecorregiões da Mata Atlântica que se encontra em pior estado de conservação. O maior trecho (cerca de 471.204km²) de floresta estacional semidecidual fazia parte da ecorregião da Floresta Atlântica do Alto Paraná (ou Selva Paranaense)3 . Ela se estendia desde o Noroeste Paulista até o sudeste do Paraguai e província argentina de Misiones. É notável que o grau de fragmentação dessa floresta foi tamanho, que no Brasil resta apenas 2,7% da cobertura original (cerca de 7.716km²), que tem no Parque Estadual Morro do Diabo, no Parque Nacional do Iguaçu e no Parque Estadual do Turvo, seus maiores trechos bem conservados 3 . Na realidade, a maior parte dos remanescentes dessa floresta, se localizam na província argentina de Misiones, com cerca de 11.230km² 3 . No Paraguai, existem 11.523km², que representam apenas 13,5% da cobertura original3 . Deve-se salientar, que a situação das florestas no Brasil é a mais crítica. A maior parte dos remanescentes de floresta do interior paulista, por exemplo, não ultrapassam 10hectares. Para que um fragmento seja considerado grande, e que abriguem espécies significativas do bioma, como grandes mamíferos (como a onça-pintada), ele precisa ter no mínimo 10.000hectares (100km²)3 . No interior de São Paulo, o único fragmento que tem área maior de 10.000hectares é o Parque Estadual Morro do Diabo. No estado do Rio Grande do Sul, esse tipo de vegetação foi reduzido 4,26% (cerca de 2.102,75km²)4 da cobertura original.



Referências

  1. Mata Mesófila. Área de Proteção Ambiental de Descalvado (www.apadescalvado.cnpm.embrapa.br). Embrapa. Página visitada em 2010-10-13.
  2. a b c Manual Técnico da Vegetação Brasileira. IBGE. Página visitada em 27 mar. 2012.
  3. a b c d e A Ecorregião Florestas do Alto Paraná - Capítulo 2. Anuário Mata Atlântica. Página visitada em 27 mar. 2012.
  4. Floresta Estacional Semidecidual. UFSM. Página visitada em 29 mar. 2012.


Ícone de esboço Este artigo sobre ecologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.







Creative Commons License