Guerra do Golfo

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Guerra do Golfo 1990-1991
WarGulf photobox.jpg
No topo: Formação de aviões norte-americanos (2x F-16, 2x F-15C, 1x F-15E) voando sobre os poços de petróleo Kuwaitianos em chamas.
No meio à esq.: veículo de engenharia M728.
No meio à dir.: Soldados Britânicos. Em baixo à esq.: veículos Iraquianos destruídos na "rodovia da morte".
Em baixo à dir.: veiculo a ser atingido (imagem da câmara de aquisição de alvos da aeronave).
Data 02 de agosto de 199028 de fevereiro de 1991
Local Iraque, Kuwait, Arabia Saudita, Israel
Desfecho Libertação do Kuwait
Imposição de sanções ao Iraque
Pesadas perdas Iraquianas, militares e civis
Combatentes
 Estados Unidos
Kuwait
Arábia Saudita
 Reino Unido
 França
 Egito
 Austrália
 Canadá
 Espanha
 Argentina
Paquistão
 Itália
 Polónia
 Dinamarca
 Bélgica
 Marrocos
 Grécia
Omã
entre outros...
(consultar Forças da coligação)
Flag of Iraq (1991-2004).svg Iraque
Principais líderes
George H. W. Bush
Colin Powell
Norman Schwarzkopf
John Major
Mohamed Hussein Tantawi
King Fahd e outros...
Saddam Hussein
Forças
956,600 650,000
Vítimas
Coligação:
248 mortos em ação
776 feridos
Iraque:
20 mil a 35 mil mortos
+75 mil feridos

A Guerra do Golfo, também chamada Primeira Guerra do Golfo (em relação à Guerra do Iraque, também chamada Segunda Guerra do Golfo), foi um conflito militar iniciado a 2 de agosto de 1990 na região do Golfo Pérsico, com a invasão do Kuwait por tropas do Iraque. Esta guerra envolveu uma coalização de forças de países ocidentais liderados pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha e países do Médio Oriente, como a Arábia Saudita e o Egito, contra o Iraque.

Foi marcada pelo início da correspondência jornalística nas linhas de frente do combate ao vivo, com a primazia da rede americana CNN.1 2 3 A guerra também ganhou a alcunha de Guerra do Video Game após a conhecida difusão diária de imagens a bordo de aviões-bombardeiro americanos durante a Operação Tempestade no Deserto.4 5

Causas da Guerraeditar | editar código-fonte

Em julho de 1990, Saddam Hussein, então presidente do Iraque, acusou o Kuwait de causar a queda dos preços do petróleo e retomou antigas questões de limites territoriais, além de exigir indenizações. Como o Kuwait não cedeu, em 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas invadiram o Kuwait, com a exigência do presidente Saddam Hussein de controlar seus vastos e valiosos campos de petróleo. Este acontecimento provocou uma reação imediata da comunidade internacional.carece de fontes?

Os bens do emirado árabe foram bloqueados no exterior e a ONU condenou a invasão. Dois dias após a invasão (4 de agosto), cerca de 6 mil cidadãos ocidentais foram feitos reféns e conduzidos ao Iraque, onde alguns deles foram colocados em áreas estratégicas. Nesse dia, o Conselho de Segurança da ONU impôs o boicote comercial, financeiro e militar ao Iraque. Em 28 de agosto, Saddam respondeu a essa decisão com a anexação do Kuwait como a 19ª província do Iraque.

Perante o desenvolvimento do conflito, a ONU, em 29 de novembro, autorizou o uso da força, caso o Iraque não abandonasse o território do Kuwait até 15 de janeiro de 1991. Uma coalizão de 29 países, liderada pelos Estados Unidos foi mobilizada.

A atividade diplomática intensa fracassou, e em 17 de janeiro de 1991 um massivo ataque aéreo foi iniciado. Do conjunto de nações participantes, destacam-se os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Arábia Saudita, o Egito e a Síria. Quase no limite do prazo dado pela ONU para a retirada do Kuwait, o Irã e a União Soviética fizeram um último esforço pela paz.

O desenrolar da Guerraeditar | editar código-fonte

O então presidente norte-americano George Bush visita as tropas norte-americanas na Arábia Saudita em 22 de novembro de 1990 (Dia de Ação de Graças).

Durante uma década o Iraque fora um aliado do Ocidente na guerra contra o Irã (1980-1988), um conflito que, para o líder iraquiano, parecia trazer uma excelente oportunidade para tirar dividendos dos países que havia protegido. O Iraque começou por invadir o Norte do Kuwait, para ter um acesso mais rápido ao mar, mas fracassou, embora não desistisse dos seus intentos.

Mapa dos países que integraram a coalizão contra o Iraque

A riqueza do Kuwait era a saída ideal para a salvação das finanças do país e possibilitava o sonho de unir o mundo árabe em seu proveito, uma ideia que justificava com o passado glorioso dos Califas de Bagdá e com o apelo à hostilidade contra o velho inimigo israelita.

Ao contrário do que esperava, a comunidade internacional reagiu de imediato, e de uma forma bastante firme, à ofensiva iraquiana. Foram enviadas para a Arábia Saudita e para o Golfo Pérsico forças aliadas de cerca de 750.000 homens (lideradas pelos EUA, apoiadas pela ONU, pela OTAN e por outros Estados árabes) acompanhados de carros blindados, aviões e navios.

Operação Tempestade no Desertoeditar | editar código-fonte

Operação Tempestade no Deserto.

Em 25 de janeiro, as forças aliadas que haviam estabelecido a supremacia aérea, bombardeando as forças iraquianas que não podiam abrigar-se nos desertos do sul do Iraque. As forças da ONU, sob as ordens do comandante-em-chefe, general Norman Schwarzkopf, desencadearam a denominada "Operação Tempestade no Deserto" (nome por que ficou conhecida), que durou de 25 a 28 de fevereiro, na qual as forças iraquianas sofreram fragorosa derrota. No final da operação, o Kuwait foi libertado.

A mãe de todas as batalhaseditar | editar código-fonte

Soldado britânico na Guerra do Golfo.

Até 24 de fevereiro os aliados bombardearam com alta tecnologia alvos militares no Kuwait e em seguida no Iraque, até 2 de março, lançaram uma operação terrestre com um exército composto por meio milhão de soldados, chefiado pelos Estados Unidos, que resultou na reconquista do Kuwait e na entrada no Iraque. A guerra em terra foi denominada por Hussein de "mãe de todas as batalhas".

Em poucas semanas as defesas aéreas iraquianas estavam destruídas, bem como grande parte das redes de comunicações, dos edifícios públicos, dos depósitos de armamento e das refinarias de petróleo. Em 27 de fevereiro, a maior parte da Guarda Republicana de elite do Iraque fora destruída. Em 28 de fevereiro, o presidente norte-americano, George H. W. Bush, declarou o cessar-fogo.

Em abril o Iraque aceitou o cessar-fogo, porém sofreu duras sanções econômicas por não entregar seu armamento químico e biológico. A independência do Kuwait fora restaurada, mas o embargo econômico das Nações Unidas ao Iraque tornou-se ainda mais severo.vago

Armamentos, equipamentos e estratégiaseditar | editar código-fonte

Aviões da USAF voando sobre os incêndios de poços de petróleo no Kuwait.

Pelo lado Aliado, a guerra contou com importante equipamento eletrônico , principalmente os caças F-117, bombas guiadas a laser e mísseis teleguiados. O sistema de defesa iraquiano, que incluía armas químicas e biológicas, e foi planejadamente destruído por mísseis ar-terra. O Iraque não usou, como ameaçara, o gás de combate. Os mísseis SCUD que mandara lançar sobre Israel também falharam o seu intento de fazer com que este país entrasse no conflito, por forma a reunir o apoio das nações árabes. A superioridade tecnológica do Ocidente era avassaladora. Saddam estava isolado e em pouco tempo foi derrotado.

Invasão e ocupação do Iraque em 2003editar | editar código-fonte

A invasão do Iraque em 2003, chamada de Operation Iraqi Freedom (OIF) ou Operação Iraque Livre ou Liberdade do Iraque, pode ser considerada como uma continuação da guerra de 1991.carece de fontes?

Este conflito reforçou a determinação e influência militar dos Estados Unidos, que foram os protagonistas da vitória contra o Iraque. Depois do 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos e os Aliados ocidentais prepararam-se para um novo conflito em grande escala, centrado numa invasão do Iraque em 2003, ignorando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Saddam Hussein foi derrotado e, mais tarde, capturado pelas tropas americanas e condenado à morte após julgamento promovidos pelos americanos e realizado em seu próprio país. Saddam foi enforcado no dia 31 de Dezembro de 2006.

Referências

  1. Guerra/Terrorismo - O maior bombardeio da história, acessado em 27 de novembro de 2011.
  2. Memória Globo, acessado em 29 de março de 2011.
  3. [1]
  4. A Guerra do Golfo, acessado em 29 de março de 2011
  5. A Guerra do Golfo, os Estados Unidos e as Relações Internacionais acessado em 29 de março de 2011.

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Ligações externaseditar | editar código-fonte

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