Henrique Aristides Guilhem

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Henrique Aristides Guilhem (Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1875 — Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1949), foi um militar da Marinha do Brasil.

O Almirante Guilhem ocupou as mais elevadas funções na Marinha do Brasil, ressaltando a de Chefe de Estado-Maior da Armada e a de Ministro da Marinha, a qual desempenhou por uma década.

Biografiaeditar | editar código-fonte

Filho de Domingos Aristides Guilhem e de Tereza Francisca Fontes Guilhem, após as aulas no curso preparatório, foi matriculado na Escola Naval em 19 de novembro de 1891 como praça de aspirante a guarda-marinha.

Em 1893 cursava o seu segundo ano, com excelentes notas, quando, em 6 de dezembro, eclodiu a Revolta da Armada, chefiada pelo almirante Custódio de Melo. Aluno e admirador do almirante Saldanha da Gama, diretor da Escola Naval à época, acompanhou-o quando este resolveu aderir ao movimento revolucionário. Com a anistia concedida aos rebelados, em 1895, Guilhem retornou à Escola Naval, onde concluiu o curso, sendo declarado como guarda-marinha em 23 de novembro de 1896.

Ascendeu rapidamente na carreira. Como tenente e capitão-tenente, a bordo e em terra, exerceu as mais variadas comissões, destacando-se a viagem de circunavegação no Navio-escola Benjamin Constant, as explorações pelo interior do Brasil, os levantamentos hidrográficos e as demarcações de fronteiras.

Em 1910 foi designado para estudar torpedos, minas e submersíveis na Europa, onde tomou parte, representando o Brasil, no Congresso de Pesca em Bordeaux, na França.

Promovido por merecimento a capitão-de-corveta e a capitão-de-fragata, nos meses de dezembro de 1912 e de 1917, respectivamente, quando, dentre inúmeras funções, comandou o Contratorpedeiro Pará. Foi diretor do Depósito Naval, comandou o Cruzador Barroso, foi diretor da Escola de Aviação e comandante da flotilha de aviões de guerra, comandou o Navio-mineiro Carlos Gomes, e, em 1920, foi designado para servir às ordens do rei Alberto I da Bélgica quando da visita deste ao Brasil, trazendo da Europa os restos mortais de D. Pedro II e de D. Teresa Cristina Maria de Bourbon.

Em 1921 foi promovido por merecimento a capitão-de-mar-e-guerra. Neste posto, entre outras realizações, comandou o Encouraçado São Paulo, a flotilha de navios-mineiros, a flotilha de contratorpedeiros, a Força Naval em Operações no Norte, além de exercer funções privativas de almirante, como as de diretor da Escola Naval (por duas vezes), Diretor Geral de Aeronáutica e Diretor Geral de Fazenda da Armada.

Foi promovido a contra-almirante em 10 de março de 1932. Neste posto, em 11 de janeiro de 1934, assumiu o cargo de Chefe de Estado-Maior da Armada.

Por decreto de 2 de agosto de 1934, foi promovido a vice-almirante, no qual, em 19 de novembro de 1935 assumiu o cargo de Ministro de Estado e Negócios da Marinha do governo de Getúlio Vargas, no qual permaneceu por uma década.

Faleceu em sua residência no Rio de Janeiro.

Post-mortem foi promovido a Almirante-de-Esquadra (1951) e a Almirante Cinco Estrelas (1958).

Principais realizaçõeseditar | editar código-fonte

Entre as suas realizações, destacam-se a criação:

Além dessas realizações, introduziu, na Escola Naval, os cursos de Formação de Oficiais Fuzileiros e de Intendentes da marinha. O seu principal feito, entretanto, foi a reativação da Construção Naval de Guerra no país, atividade que se encontrava paralisada desde término do Segundo Reinado.


Precedido por
Protógenes Pereira Guimarães
Ministro da Marinha do Brasil
1935 — 1945
Sucedido por
Jorge Dodsworth Martins


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