Tristão da Cunha (arquipélago)

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Tristão da Cunha
Bandeira da Ilha de Tristão da Cunha Brasão de armas da Ilha de Tristão da Cunha
(Bandeira) (Brasão de armas)
lema nacional: Our faith is our strength
(Nossa fé é a nossa força)
Tristan da Cunha location.JPG
Idioma Inglês (oficial)
Status Político Territórios britânicos ultramarinos
Capital Edimburgo dos Sete Mares
Administrador Alex Mitham (23/09/2013)
Governo Dependência de Santa Helena (território)
Área 207 km²
População

-Total (2003 Est.)

 - Densidade


270
1,3/km²
Moeda Libra esterlina
Fuso horário UTC -0
Hino Nacional God Save the Queen
Código de país de Domínio de topo .sh
Código telefônico 1 (Área 290)

Tristão da Cunha (em inglês: Tristan da Cunha) é um arquipélago localizado no sul do Oceano Atlântico. É um dos três constituintes do território ultramarino britânico de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha. O Arquipélago de Tristão da Cunha é o território habitado mais remoto do mundo, sendo que a ilha principal do arquipélago (Ilha de Tristão da Cunha) é rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura.1 Os únicos locais habitados em Tristão da Cunha são o pequeno povoado de Edimburgo dos Sete Mares, que se encontra localizado no noroeste da ilha de Tristão da Cunha, além da estação meteorológica da Ilha de Gonçalo Álvares (ou Ilha Gough), que abriga um contingente de apenas seis funcionários mantidos pelo governo da África do Sul. A ilhas de Tristão da Cunha e de Gonçalo Álvares ficam separadas a uma distância de 398 km entre si. Para que se possa ter uma ideia do isolamento do arquipélago, o local habitado mais próximo está localizado a 2 420 km ao norte da ilha de Tristão da Cunha, na ilha de Santa Helena (território). No continente, a cidade mais próxima de Tristão da Cunha é a Cidade do Cabo, na África do Sul, que fica localizada a 2 800 km ao leste.

Geografiaeditar | editar código-fonte

O nome Tristão da Cunha é usado para o arquipélago, que consiste em:

A ilha principal é bastante montanhosa. A única área plana contém a vila de Edimburgo dos Sete Mares (ing. Edinburgh of the Seven Seas), capital e única área urbana da ilha. O ponto mais alto do arquipélago de Tristão da Cunha é o Queen Mary's Peak (conhecido localmente como The Peak), que também é o ponto mais alto de toda a região do Atlântico Sul. O Queen Mary's Peak possui uma altitude de 2.062 m, sendo que a parte mais alta da montanha fica coberta pela neve durante o Inverno. Tristão da Cunha é um local de procriação do albatroz-errante (Diomedea exulans).

Populaçãoeditar | editar código-fonte

A população de 267 cidadãos da ilha de Tristão da Cunha partilha de apenas sete sobrenomes (Glass, Green, Hagan, Lavarello, Repetto, Rogers e Swain), constituindo no total 80 famílias. Fala-se inglês e as religiões praticadas são a anglicana e a católica. Existem alguns problemas de saúde devido à endogamia, incluindo asma e glaucoma, consequência do casamento inevitável entre casais com grau de parentesco próximo, como por exemplo casamentos entre primos em segundo grau, causando um cada vez mais restrito recurso genético.

O arquipélago não possui aeroporto, possuindo apenas um pequeno porto pesqueiro em Edimburgo dos Sete Mares.

Mapa de Tristão da Cunha

Não há nenhuma emissora ou retransmissora de televisão na ilha de Tristão da Cunha, existindo apenas um único canal de recepção via-satélite das Forças Armadas do Reino Unido (BFBS TV). Além disso, também há aparelhos de Videocassete que são utilizados para a exibição de filmes, apesar de não haver serviços de locação de vídeos na ilha. Os serviços de telefonia (telefones fixos, celulares e internet) são providos pela Cable & Wireless Worldwide através da comunicação via-satélite. Há apenas uma estação de rádio em Tristão da Cunha (Tristan Broadcasting Service) e um único jornal impresso (Tristan Times).

Em Edimburgo dos Sete Mares existe uma escola, um hospital, um posto dos correios, um museu, um café, um bar (pub) e uma piscina.

Depois dos 16 anos, aqueles que desejam prosseguir os estudos, podem ir fazê-lo no Reino Unido.

Até a data de 2003, não era permitido o estabelecimento de estrangeiros no arquipélago.

A maior fonte de proveitos externos do arquipélago de Tristão da Cunha é a venda de selos para coleção. Por esta razão, TA e TAA têm uma reserva excepcional ao abrigo do ISO 3166-1 a pedido da UPU (União Postal Universal) para representar Tristão da Cunha. Outra fonte de rendimento é a pesca de lagosta para exportação para o Japão e Estados Unidos.

História de Tristão da Cunhaeditar | editar código-fonte

O povoado de Edimburgo dos Sete Mares é considerado como o local habitado mais isolado do mundo.

O arquipélago foi descoberto em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha, que deu o seu nome à ilha, mas que não pôde atracar devido aos penhascos de mais de 600 metros de altura. Tristão da Cunha foi mais tarde anglicizado para Tristan da Cunha, nome oficial da ilha em todas as línguas, excetuando-se o português.

A primeira volta ao arquipélago foi feita pela fragata francesa L'Heure du Berger em 1767. Pesquisas inglesas foram depois feitas na ilha principal e uma primeira cartografia foi desenhada. A presença de água numa grande cascata de Big Watron e num lago no norte da ilha foi notada, e os resultados foram publicados por um hidrógrafo da Marinha Real Britânica em 1781.

O primeiro colono permanente foi Jonathan Lambert, de Salem, Massachusetts, que chegou às ilhas em 1810. Declarou-as suas propriedade e renomeou-as Ilhas do Refresco (Refreshment). A sua soberania foi curta, pois morreu num acidente marítimo em 1812. Contudo, a grande riqueza que conseguiu com a venda de óleo de leão-marinho a navios de passagem está, supostamente, ainda escondida em algum lugar da ilha de Tristão da Cunha.

Em 1815 os britânicos formalmente anexaram as ilhas, sobretudo como medida para assegurar que os franceses não as pudessem usar como base para uma operação de resgate para libertar Napoleão Bonaparte da sua prisão em Santa Helena (território).

No Verão e Outono de 1961 erupções vulcânicas provocaram a saída de todos habitantes, e só em 1963 a ilha principal voltou a ser habitada.

Até hoje, os habitantes de Tristão da Cunha continuam membros orgulhosos da Commonwealth, tendo em 2005 a ilha recebido um código postal inglês (TDCU 1ZZ).

Não existe aeroporto nem aeródromo, fazendo com que Tristão da Cunha "rivalize" com as Ilhas Pitcairn o título de local habitado mais remoto da Terra.

A ilha deu o nome ao albatroz-de-tristão, que entretanto já se extinguiu no arquipélago, existindo apenas na ilha de Gonçalo Álvares.

Galeriaeditar | editar código-fonte

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Referências

  1. Sam Grobart (14 de abril de 2010). Five Destinations for Solitude Seekers (em inglês). The New York Times. Página visitada em 30 de maio de 2010.

Ligações externaseditar | editar código-fonte








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