Inflorescência

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Racemo de Byrsonima tuberosa, planta do cerrado brasileiro

Inflorescência é a parte da planta onde se localizam as flores, caracterizada pela forma como estas aí se dispõem umas em relação às outras. Normalmente consiste em um prolongamento semelhante ao caule, ou raque, provido de folhas modificadas chamadas brácteas. Nas axilas destas brácteas localizam-se as flores. Muitas famílias botânicas distinguem-se facilmente pelo seu tipo de inflorescência, como o espádice das Araceae, as umbelas das Apiaceae ou os capítulos das Asteraceae.

Tipos principaiseditar | editar código-fonte

Há uma imensa diversidade de conformações diferentes de inflorescências nas Angiospermas. Podem ser definidas e de crescimento limitado (quando o ápice da raque é encimado por uma flor), ou indefinidas, de crescimento ilimitado (quando o ápice da raque apresenta um meristema). Entre os tipos de inflorescências, destacam-se:

  • Rácemo ou cacho: Flores pediceladas dispostas em uma raque simples. Flores pedunculadas inseridas no eixo principal, de forma que as flores mais velhas estão mais afastadas do ápice.
  • Panícula: Flores pediceladas dispostas em uma raque ramificada, normalmente ocorrendo apenas nas ramificações. É um cacho de cachos. Ex.: Capim colonião.
Panículas de Cortaderia sellowana, ou grama-dos-pampas
  • Umbela: Flores pediceladas inseridas em um único ponto, no ápice da inflorescência.
  • Espiga: Flores sésseis dispostas em uma raque simples. Flores sem pedúnculo inseridas no eixo principal. Ex.: Milho.
  • Espádice: Inflorescência que possui o eixo espessado, onde estão inseridas flores apedunculadas. Ex.: Copo de leite.
Capítulo de Gerbera jamesonii, ou gérbera.
  • Escorpióide: Flores inseridas apenas em um lado da raque.
  • Capítulo: Flores inseridas em um receptáculo discóide ou arredondado protegido por brácteas. É comum haver tipos de flores diferentes nestas inflorescências, como nas margaridas. As flores são dispostas numa estrutura plana.
  • Dicásio: A raque subdivide-se em duas partes uma ou mais vezes, portando as flores nas extremidades.
Sincônio de Ficus lutea.
  • Sicônio: Flores sésseis inseridas em um receptáculo carnoso que se fecha sobre elas, deixando apenas uma abertura no ápico (como ocorre em figueiras).
  • Ciátio: Flores unissexuais dispostas em conjuntos protegidos por brácteas. A flor feminina encontra-se no centro, e as masculinas ao redor.
  • Fascículo: Várias flores inseridas em um único ponto do caule.

Há ainda inflorescências compostas, combinando duas ou mais das estruturas acima descritas.

Existem inflorescências "indefinidas" ou "definidas", se o eixo principal das mesmas termina com uma gema terminal ou por uma flor.

Inflorescência indefinidaeditar | editar código-fonte

Numa inflorescência indefinida, o eixo principal termina numa gema terminal que se alonga, em teoria, indefinidamente, emitindo lateralmente flores ou eixos secundários com mais flores. As flores da base florescem em primeiro lugar, seguindo-se as outras, em direcção ao cume da inflorescência. A inflorescência típica, neste caso, é o rácimo.

Inflorescência definidaeditar | editar código-fonte

Numa inflorescência definida, o eixo principal termina numa flor, que floresce em primeiro lugar e cujo crescimento é limitado. As outras flores aparecem sucessivamente em direcção à periferia, em ráquis secundários que, por vezes, podem ser muito curtos. O tipo, na inflorescência definida, é a cimeira. Neste caso, fala-se de "ramificação simpodial".

Inflorescências compostaseditar | editar código-fonte

Podemos, contudo, encontrar inflorescências com todo o tipo de combinações. Por vezes, a inflorescência, no seu todo, tende a simular uma flor simples, como no caso do edelweiss. Existem, portanto, as inflorescências:

  • homogéneas :
    • Umbelas compostas,
    • Espigas compostas ;
  • Mistas :

Referências bibliográficaseditar | editar código-fonte








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