Isidoro de Sevilha

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Santo Isidoro de Sevilha
Santo Isidoro, retratado por Murillo
Arcebispo de Sevilha e Doutor da Igreja
Nascimento c. 560 em Cartagena, Espanha
Morte 4 de Abril de 636 em Sevilha
Veneração por Igreja Católica
Canonização 1598
Festa litúrgica 4 de abril
Padroeiro Historiadores e Internet
Gloriole.svg Portal dos Santos

Isidoro de Sevilha (em castelhano: San Isidoro de Sevilla; em latim: Sanctus Isidorus Hispalensis) (Cartagena, c. 560 - Sevilha, 4 de Abril de 636) foi um teólogo, matemático e doutor da Igreja, além de arcebispo de Sevilha, considerado um dos grandes eruditos e o primeiro dos grandes compiladores medievais. A obra influenciou largamente toda a produção intelectual na Espanha medieval.

Isidoro nasceu na cidade de Cartagena, Espanha, de uma família influente que foi crucial para as manobras político-religiosas que levaram os reis visigodos a converter-se do arianismo ao catolicismo. Diversos dos familiares foram canonizados1 ; Isidoro sucedeu como bispo católico de Sevilha seu irmão São Leandro, o qual se opusera ao rei visigodo ariano Leovigildo; seu irmão mais novo, São Fulgêncio, também recebeu uma diocese no início do reinado do católico rei Recaredo; e sua irmã, Santa Florentina, tornou-se abadessa responsável por quarenta conventos.

Página do Etymologiae, manuscrito carolíngio (século VIII), Bruxelas, Real Biblioteca da Bélgia

Escreveu a obra enciclopédica Etymologiarum Libri XX, compendiando vinte livros, que é uma síntese de todo o saber antigo e do seu tempo2 , com os conhecimentos da época sobre artes e ciências, para ser ensinada na escola fundada por Leandro, bispo de Sevilha e irmão, dirigida também por este e que constituíu um importante centro cultural.

Estátua de Santo Isidoro em Sevilha.

Obra monumental que organizou todo o conhecimento da época como um autêntico banco de dados. Alguns livros desta obra debruçam-se sobre Medicina, Corpo humano, História Natural e dietética. Inclui nos livros de Medicina uma visão geral e sistemática partindo da concepção da matéria através dos quatro elementos (Fogo, Ar, Água e Terra) que correspondem aos quatro humores (Bílis Amarela, Sangue, Linfa e Bílis Negra), e de cujo equilíbrio depende a saúde. As doenças agudas eram derivadas de um excesso de humor quente, enquanto as doenças crónicas resultavam de um desequilíbrio dos humores frios. Dedica um capítulo a doenças da pele, a remédios e a medicamentos. Os livros de Medicina descreviam instrumentos usados no tratamento das doenças, técnicas de flebotomia, clisteres e fórmulas farmacêuticas. Atribui assim um lugar de destaque à Medicina entre as artes liberais, o que conduziu a que o bispo Teodulfo de Orleans a proclamasse como a oitava arte liberal, sendo digna de ser ensinada nas escolas monásticas.

Isidoro escreveu sobre matemática, astronomia, medicina, anatomia humana, zoologia, geografia, meteorologia, geologia, mineralogia, botânica e agricultura, não acrescentando nada de inovador ou original, não realizou qualquer experiência, não fez novas observações ou reinterpretações e não descobriu nada, mas a influência na Idade média e no Renascimento foi grande.

Foi canonizado em 1598, e em 1722 o papa Inocêncio XIII o declarou Doutor da Igreja.

Referências

Bibliografiaeditar | editar código-fonte

  • Dias, José Pedro Sousa, A Farmácia e a História - Uma introdução à história da Farmácia, da farmacologia e da Terapêutica, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, 2005.
  • Frighetto, Renan, "Historiografia e poder: o valor da história, segundo o pensamento de Isidoro de Sevilha e de Valério do Bierzo (Hispania, século VII)", História da Historiografia, no. 5, 2010, pp. 71–84.
  • Gillispie, Charles Carlston et al, Dictionary of Scientific Biography cSc - III, American Council of Learned Societies, New York, 1981.
  • Guerra, Francisco, Historia de la medicina, Madrid Ediciones Norma,S.A., Madrid, 1982.
  • Krumers e Urdang's, History of Pharmacy, 4ª edição, J.B. Lippincott Company, Philadelphia, 1941.

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