Jader Barbalho

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Jader Barbalho
Senador pelo  Pará
Mandato 2º - 28 de dezembro de 2011
até a atualidade
1º - 1º de fevereiro de 1995
até 5 de outubro de 2001
Deputado federal pelo  Pará
Mandato 1 de fevereiro de 2003
até 31 de janeiro de 2011
(2 mandatos consecutivos)
e 1 de fevereiro de 1975
até 31 de janeiro de 1983
(2 mandatos consecutivos)
Governador do  Pará
Mandato - 15 de março de 1983
até 15 de março de 1987
- 1 de janeiro de 1991
até 3 de abril de 1994
Antecessor(a) 1º mandato: Alacid Nunes
2º mandato:Hélio Gueiros
Sucessor(a) 1º mandato: Hélio Gueiros
2º mandato:Carlos Santos
Deputado estadual do  Pará
Mandato 1971 a 1975
Vida
Nascimento 27 de outubro de 1944 (69 anos)
Belém, PA
Dados pessoais
Cônjuge Márcia Cristina Zahluth Centeno Barbalho
Elcione Barbalho (div.)
Partido MDB
PMDB (atual)
Profissão Empresário
linkWP:PPO#Brasil

Jader Fontenelle Barbalho (Belém, 27 de outubro de 1944) é um político e empresário brasileiro. Em sua carreira política foi vereador, senador, deputado, governador e ministro. Ele é o pai de Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua, e ex-marido da deputada federal Elcione Barbalho filho de Laércio Wilson Barbalho, sobrinho do ator Lúcio Mauro e primo de Lúcio Mauro Filho.

Em sua carreira, Jader Barbalho foi alvo de várias denúncias de corrupção e malversação de recursos públicos.1 Ele é o proprietário do Grupo RBA de Comunicação e do jornal Diário do Pará, e um dos acionistas da TV Tapajós, afiliada à Rede Globo. Com início humilde em Belém, Jader tornou-se um milionário após várias décadas na política.2

Jader Barbalho renunciou ao cargo de senador em 2000, sob denúncia de desvio de verbas públicas da SUDAM, do Banpará e do INCRA. Jader foi preso por alguns dias, e a SUDAM foi fechada. Mas Jader tornou a ser eleito deputado federal em 2002 e 2006 e senador em 2010. Em 2010, ele foi considerado inelegível por ter renunciado o cargo de senador apos briga com Antônio Carlos Magalhães, como ficha-suja3 , mas conseguiu reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal.

Jader Barbalho apoiou os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Ele é um dos personagens principais do documentário estadunidense Send a Bullet e dá nome ao bairro Jaderlândia, em Ananindeua, e ao Estádio Jader Barbalho, em Santarém.

Biografiaeditar | editar código-fonte

Movimento estudantileditar | editar código-fonte

Filho de Laércio Wilson Barbalho, deputado estadual, começou na vida pública como líder estudantil em Belém atuando ainda como militante da Juventude Estudantil Católica. Estudou no Colégio Paes de Carvalho, em Belém, onde foi duas vezes Presidente do Grêmio Estudantil.

Políticaeditar | editar código-fonte

Sua carreira política teve início sob a legenda do MDB, sendo que seu primeiro mandato político foi o de vereador em Belém no ano de 1966.

Formado em Direito na Universidade Federal do Pará pouco atuou como advogado, priorizando a política e sendo eleito deputado estadual em 1970 e deputado federal em 1974 e 1978.

Governador no Paráeditar | editar código-fonte

Em 1982 foi eleito governador do Pará pelo PMDB, em parte graças ao apoio de uma dissidência do PDS liderada por Alacid Nunes. Após cumprir integralmente um mandato de quatro anos foi nomeado Ministro da Reforma Agrária pelo presidente José Sarney e a seguir Ministro da Previdência Social.

Em 1990 conquistou seu segundo mandato de governador do Pará e em 1994 se desincompatibilizou do mandato em favor do comunicador Carlos Santos, meses antes de ser eleito senador.

Senadoreditar | editar código-fonte

Assumiu o cargo no Senador em 1º de fevereiro de 1995. Na Câmara Alta do país foi líder do PMDB.

Em 1998, tentou voltar pela terceira vez como governador do Pará, mas foi derrotado na disputa em segundo turno por Almir Gabriel, que foi reeleito governador pelo PSDB.

No mesmo ano, foi eleito presidente nacional do PMDB.

Escândaloseditar | editar código-fonte

A partir de 2000 viveu a fase mais conturbada de seu mandato de senador graças aos intensos e acirrados debates travados contra o senador baiano Antônio Carlos Magalhães, então presidente da casa.

No bojo das discussões surgiram denúncias envolvendo Barbalho em casos de corrupção (um deles envolvendo a SUDAM) e enriquecimento ilícito, algo logo repercutido pela imprensa nacional e nem mesmo a eleição do paraense para a presidência do Senado Federal em 14 de fevereiro de 2001, arrefeceu a torrente de acusações e nem mesmo a renúncia de Antônio Carlos Magalhães (acusado de envolvimento no caso de violação do painel eletrônico de votações do Senado Federal) em 30 de maio daquele ano serviu de alento a Jader Barbalho.

Logo a seguir ele renunciaria à presidência do PMDB em favor do senador Maguito Vilela e se licenciaria da presidência do Senado Federal por sessenta dias, porém em 19 de setembro de 2001 sua renúncia ao cargo foi apresentada e em 5 de outubro Jader abdicou também de seu mandato4 de modo a impedir que o processo por quebra de decoro parlamentar instaurado contra ele pelo Conselho de Ética tivesse seqüência e, em caso de cassação, inabilitá-lo para o exercício de funções públicas por oito anos.

Com a recusa de seu pai, primeiro suplente, em ocupar sua cadeira, a vaga ficou nas mãos do segundo suplente Fernando Ribeiro.

Algum tempo depois de sua renúncia chegou a ser preso5 numa operação da Polícia Federal sob a acusação de desvio de dinheiro público.

Retorno como Deputado Federaleditar | editar código-fonte

Apesar das denúncias, se candidatou e foi eleito deputado federal mais votado pelo Pará em 2002, com 344.018 votos e reeleito em 2006 com 311.526 votos, mantendo ainda considerável influência nos meios políticos paraenses e mesmo junto ao governo federal. Como exemplo de seu poderio integrou o conselho político que trabalhou a favor da reeleição do presidente Lula e articulou a candidatura de seu primo, José Priante, ao governo do Pará em 2006.

Inelegibilidade pela lei "Ficha-limpa"editar | editar código-fonte

Como Barbalho renunciou ao mandato de senador, o senador foi considerado "ficha-suja" pela lei Ficha Limpa6 . Com isso foi considerado inelegível pela justiça eleitoral brasileira à vaga do Senado Federal que pleiteava. Ao deputado José Eduardo Cardozo, pertencente ao PT-SP e um dos colaboradores do ficha-limpa, Jader Barbalho apelidou-o pgmeu7 em entrevista. Na mesma entrevista, Jader afirmou que a decisão do STF foi "esdrúxula" e "patética. Para o juiz Mário Reis, um dos idealizadores da lei da Ficha Limpa, "Jader tem de procurar outra profissão"8 .

Assumiu o mandato de Senador em 28 de dezembro de 2011, uma vez que a Lei da Ficha Limpa não valeu para a eleição de 2010.9

Documentário Manda Balaeditar | editar código-fonte

O documentário americano Manda Bala (Send a Bullet no original em inglês) retrata as raízes da violência na corrupção no Brasil — para tanto tem como um de seus personagens retratados, entre outros, o então Senador Jader Barbalho. O documentário mostra seu poder político, sua influência nos meios de comunicação do Pará e seu envolvimento no escândalo da SUDAM.

Wikiquote
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Referências

Ligações externaseditar | editar código-fonte


Precedido por
Alacid Nunes
Governador do Pará
19831987
Sucedido por
Hélio Gueiros
Precedido por
Marcos Freire
Ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário do Brasil
19871988
Sucedido por
Leopoldo Pacheco Bessone
Precedido por
Renato Archer
Ministro da Previdência Social do Brasil
19881990
Sucedido por
Antônio Rogério Magri
Precedido por
Hélio Gueiros
Governador do Pará
19911994
Sucedido por
Carlos Santos
Precedido por
Antônio Carlos Magalhães
Presidente do Senado Federal do Brasil
2001
Sucedido por
Edison Lobão







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