José Lino dos Santos Coutinho

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José Lino dos Santos Coutinho
Nascimento 31 de março de 1784
Salvador
Morte 24 de julho de 1836 (52 anos)
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Medicina, política

José Lino dos Santos Coutinho (Salvador, 31 de março de 178424 de julho de 18361 ) foi um médico, poeta e político brasileiro.

Foi presidente da província do Rio de Janeiro, de 16 de julho de 1831 a 3 de janeiro de 1832.

Biografiaeditar | editar código-fonte

Filho do português José Lino dos Santos e de Luiza Rosa Coutinho, após a conclusão do curso de humanidades seguiu para Coimbra, onde diplomou-se em medicina. Dali partiu para França e Inglaterra, onde ampliou os estudos.2

Quando das lutas pela Independência da Bahia, Coutinho estava como deputado nas Cortes portuguesas. Apesar de ter defendido o envio de tropas lusas para deter "os facciosos, apoiados nos pretos e mulatos" recusa-se, junto a outros deputados brasileiros como Cipriano Barata, a subscrever a Constituição então aprovada, e foge com eles para Falmouth. De volta à Bahia, integra a junta constitucional como secretário, em 1821.3

Após as lutas Coutinho descobriu que dois de seus escravos, os irmãos Francisco Anastácio e João Gualberto, que haviam lutado no Batalhão dos Periquitos, estavam lotados na Brigada de Artilharia a Cavalo, do Rio de Janeiro. Reclamou uma indenização, e recebeu o montante de 600 mil Réis, valor considerado pequeno, pelos dois negros que serviram nas lutas baianas.3

Eleito deputado para as duas primeiras legislaturas do Primeiro reinado, foi oposição ao Imperador; entretanto, chegou a ser nomeado seu médico honorário e agraciado com o título de Conselheiro. Quando da abdicação de D. Pedro I, foi Ministro dos Negócios do Império por seis meses, no período regencial. Foi deputado ainda em 1826; por suas qualidades como orador causava grande impressão na plateia, recebendo por isto a alcunha de "deputado das galerias".2

Atuou no Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia, na cátedra de patologia.2 Quando, em 3 de outubro de 1832, a Regência transformou a escola em Faculdade, foi Lino Coutinho seu primeiro Diretor. Em sua gestão criou a Biblioteca, formando um dos mais ricos acervos do país.4

Dentre as obras que publicou, estão as médicas Topografia Médica da Bahia e Memória sobre a doutrina de Broussais; na literatura deixou uma coletânea de poemas.2 Também escreveu um tratado sobre a educação feminina, destinado a instruir a ama de sua filha, Cora, sobre como educar a menina. O livro foi publicado postumamente e constitui um importante registro da forma como homens ilustrados viam a educação das mulheres.O livro está disponível no site "Museu Virtual Bertha Lutz".

Referências

  1. Sérgio Buarque de Holanda (Organizador), O Brasil Monárquico, tomo II, volume 3: Reações e transações. 5ª edição. São Paulo : DIFEL, 1985. Página 470.
  2. a b c d Antônio Loureiro de Sousa. Baianos Ilustres. [S.l.: s.n.], 1949. 48 p.
  3. a b Jurandir Malerba. A independência brasileira: novas dimensões. [S.l.]: FGV Editora, 2006. 305-306 p. ISBN 8522505667, 9788522505661
  4. Capitulo 9 do Livro : Historia da Neurologia no Brasil Antonio de Souza Andrade Filho; Pedro Augusto de Santana Júnior (1999). Ensino da Neurologia na Bahia: Aspectos Históricos. Editora Lemos, São Paulo. Página visitada em 27/10/2010.

Ver tambémeditar | editar código-fonte


Precedido por
Manuel José de Sousa França
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Presidente da província do Rio de Janeiro

1831 — 1832
Sucedido por
Diogo Antônio Feijó


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