Linfogranuloma venéreo

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O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Seu período de incubação varia de 7 a 30 dias1 . A transmissão mais frequente dá-se através da relação sexual. O reto de pessoas cronicamente infectadas é reservatório de infecção.

Sinonímiaeditar | editar código-fonte

A doença (dst) é conhecida por diversos nome, dentre eles2 3 4 :

  • Doença de Nicolas-Favre
  • Mula
  • Bubão
  • Bubão climático
  • Bubão escrofuloso
  • Bubão d' emblé
  • Linfogranuloma inguinal
  • Quarta moléstia venérea
  • Poroadenite inguinal
  • Supurada inguinal
  • Linfogranulomatose inguinal subaguda
  • Úlcera venérea adrenógena

Quadro clínicoeditar | editar código-fonte

O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma pequena ferida ou como uma elevação da pele. Essa lesão é passageira e, muitas vezes, não é identificada, passando despercebida pelos pacientes.

Após um período de duas a seis semanas, surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas, denominado bubão, que é mais perceptível nos homens. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.

Entre a contaminação e o surgimento do bubão, podem ocorrer sintomas gerais discretos, como febre e dores musculares e articulares.

Devido à fibrose dos gânglios e consequente dificuldade de drenagem linfática, pode ocorrer a elefantíase dos órgãos genitais. Na mulher, o comprometimento de gânglios ao redor do reto pode levar ao estreitamento retal.

Complicações

Tratamentoeditar | editar código-fonte

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o linfogranuloma venéreo é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.

Para o tratamento são utilizados medicamentos à base de antibióticos que, entretanto, não revertem sequelas, tais como o estreitamento do reto e a elefantíase dos órgãos sexuais. Quando necessário, também é feita a aspiração do bubão inguinal. O parceiro também deve ser tratado.

Prevençãoeditar | editar código-fonte

A prevenção é feita através do uso do preservativo e da higienização dos órgãos sexuais após o coito1 .

Ver tambémeditar | editar código-fonte

É uma doença que muda o sistema reprodutor da pessoa.

Referências

Ligações externaseditar | editar código-fonte








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