Márcio Fortes

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Márcio Fortes
Ministro da Fazenda do  Brasil
Mandato 16 de março de 1979
até 17 de janeiro de 1980
Antecessor(a) Mário Henrique Simonsen
Sucessor(a) Ernane Galvêas
Deputado federal por  Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1995
até 1 de janeiro de 1999
Deputado federal por  Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 1999
até 1 de janeiro de 2003
Deputado federal por  Rio de Janeiro
Mandato 1 de janeiro de 2003
até 1 de janeiro de 2007
Vida
Nascimento 4 de outubro de 1944 (69 anos)
Belo Horizonte, MG
Dados pessoais
Partido PSDB
Profissão Engenheiro civil e empresário
linkWP:PPO#Brasil

Márcio João de Andrade Fortes (Belo Horizonte, 4 de outubro de 19441 ) é um engenheiro civil, empresário e político brasileiro.

Formação acadêmicaeditar | editar código-fonte

É formado em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com especialização em Desenvolvimento Urbano. Fez pós-graduação, cursou Engenharia Econômica, na UFRJ, e Elaboração e Análise de Projetos Habitacionais, na Fundação Getúlio Vargas. Fez, também, um curso de extensão política na Universidade de Harvard (EUA).

Carreira políticaeditar | editar código-fonte

Iniciou, ainda jovem, suas atividades políticas, tendo sido presidente do Diretório Acadêmico da PUC-Rio e membro do Conselho Universitário, como representante do corpo discente, eleito por voto direto.

Em 1979, aos 34 anos, foi secretário-geral do Ministério da Fazenda, na gestão de Karlos Heinz Rischbieter. Nessa condição foi, por várias vezes, ministro da Fazenda interino.

Foi secretário municipal de Obras de 1993 a início de 1994, dando início a vários projetos importantes para o Rio de Janeiro.

Nas eleições de 1994, teve expressiva vitória, sendo o deputado federal (PSDB/RJ) mais votado na cidade do Rio de Janeiro. Destacou-se em seu primeiro mandato, ocupando a vice-presidência da Comissão de Finanças e Tributação.

Em 1996 e 1997 comandou a Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Turismo. Projetos prioritários, como o Complexo Portuário-Industrial de Sepetiba e o Pólo Gás-Químico, tiveram sua implantação incentivada pela Secretaria. Em sua gestão, atraiu importantes investimentos, com destaque para a fábrica de automóveis da Peugeot-Citroën, instalada no município de Porto Real.

Vice-presidente do PSDB, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados em 1998. Nessa mesma época, foi eleito primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), onde permaneceu até 2001. Nesta condição, foi membro das diretorias e conselhos do SESI/RJ e SENAI/RJ.

Apontado como um dos "cabeças" do Congresso Nacional pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, foi presidente da Comissão Especial da CPMF e membro titular da Comissão Especial da Reforma Tributária, da Comissão Permanente de Economia, Indústria e Comércio e da Comissão de Desenvolvimento Urbano. De 1999 a 2003, foi secretário-geral do PSDB.

Carreira empresarialeditar | editar código-fonte

Foi presidente da João Fortes Engenharia, empresa pioneira na participação acionária de seus empregados, que se destacou também na questão ambiental, recebendo o prêmio de Conservação Ambiental e Desenvolvimento, em 1992, conferido pelo Unibanco e pelo jornal Gazeta Mercantil, sendo que sua empresa está completando 55 anos e oito milhões de metros quadrados de construção urbana.

Participou da direção de vários órgãos de classe, como a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Clube de Engenharia. Integrou, também, o Conselho de Administração da Petrobras e o Conselho Monetário Nacional.

Assumiu a presidência do BNDES em 1987. Foi a partir de seu trabalho que se concluiu pelo esgotamento do modelo da política industrial vigente, baseada no protecionismo. À frente do BNDES, comandou o primeiro programa de privatização do País, com a desestatização de 17 empresas, em dois anos, como a Aracruz Celulose, Nova América e Caraíba Metais.

De 1989 a 1991, presidiu o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), quando realizou um trabalho de recuperação financeira e fortalecimento da instituição. Em sua gestão, o Banerj abriu a primeira agência numa favela, a da Rocinha.

A partir de 1991, exerceu a função de diretor no Brasil do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, organismo ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, é presidente do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae) - promotor do Fórum Nacional - e da Fundação Bio-Rio, sendo, nesta condição, membro do Conselho do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RJ), além de presidir o Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), no Rio de Janeiro. É cônsul honorário da Tunísia.

É, ainda, membro do Conselho da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Conselho da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio), do Conselho de Administração de Cimento Tupi S.A., do Comitê Empresarial Permanente do Ministério das Relações Exteriores e diretor do Conselho de Empresários da América Latina.

Presidiu a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (ADEMI-RJ) no biênio 2003-2005 e foi reeleito para o biênio 2005-20072 . Em 2007, foi sucedido por Rogério Chor, eleito para o biênio 2007-20093 .

Referências

  1. Portal da Câmara Federal. Márcio Fortes - PSDB/RJ (em português). Página visitada em 21 de julho de 2008.
  2. Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI). Márcio Fortes - 2003 a 2007 (em português). Página visitada em 23 de junho de 2008.
  3. Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI); O Globo - Coluna ADEMI (6 de maio de 2007). ADEMI apresenta a nova diretoria (em português). Página visitada em 23 de junho de 2008.
Wikiquote
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Ligações externaseditar | editar código-fonte

Precedido por
Mário Henrique Simonsen
Ministro da Fazenda do Brasil
19791980
Sucedido por
Ernane Galvêas
Precedido por
André Franco Montoro Filho
Presidente do BNDES
19871989
Sucedido por
Ney Fontes de Melo Tavora







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