Mário Gibson Barbosa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde março de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Mário Gibson Barbosa
Nome completo Mário Gibson Alves Barbosa
Nascimento 13 de março de 1918
Olinda, Brasil
Morte 26 de novembro de 2007 (89 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Ocupação Diplomata

Mário Gibson Alves Barbosa1 (Olinda, 13 de março de 1918Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2007) foi um diplomata brasileiro.

Biografiaeditar | editar código-fonte

Primogênito de Oscar Bartholomeu Alves Barboza e de Evangelina Xavier Gibson (esta de ascendência britânica), 2 bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1937.

Em 1939, prestou concurso para o Ministério das Relações Exteriores, ingressando na carreira diplomática. Foi vice-cônsul do Brasil em Houston, Texas e terceiro-secretário da Embaixada brasileira em Washington (Estados Unidos janeiro de 1969-30 de outubro de 1969); primeiro-secretário da representação brasileira em Bruxelas (Bélgica); ministro-conselheiro em Buenos Aires (Argentina) e junto à Organização das Nações Unidas (ONU); chefe-de-Gabinete do ministro das Relações Exteriores, Afonso Arinos de Melo Franco (sobrinho). Foi, ainda, embaixador do Brasil em Viena (Áustria), em Assunção (Paraguai) e em Washington, e secretário-geral de Política Exterior do Itamaraty. Pela sua gentileza, bons modos e imponência, que faziam lembrar um diplomata do antigo regime, era conhecido no Itamaraty como o Marquês de Olinda, em alusão a cidade onde nasceu.

Ministérioeditar | editar código-fonte

No Governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), foi ministro das Relações Exteriores, sendo, até então, junto de João Augusto de Araújo Castro e Vasco Leitão da Cunha os únicos diplomatas de carreira que tinham chefiado o Itamaraty. Na sua gestão, autodenominada "Diplomacia do Interesse Nacional" e conhecida também como "Brasil Potência", baseava-se num conceito de desenvolvimento que conjugava bilateralismo com multilateralismo terceiro-mundista, rejeitando, contudo, tanto os alinhamentos automáticos quanto o multilateralismo reivindicatório, ao estilo do movimento dos países não-alinhados dos anos 1960.

Sobre a "Diplomacia do Interesse Nacional" diz Paulo Visentini: "preocupada exclusivamente em tirar proveito das brechas existentes no sistema internacional, enfatizou uma estratégia individual de inserção, estabelecendo relações essencialmente bilaterais, especialmente em direção aos países mais fracos. Tal foi o caso da América do Sul e Central e dos países neocoloniais africanos do Golfo da Guiné, com os quais o Brasil assinou convênios culturais, de cooperação técnica e comerciais, abrindo linhas de crédito para a aquisição de produtos brasileiros.

Mais ousada e repleta de consequências foi a aproximação com os países árabes, devido ao aumento gradativo do petróleo desde 1971, o que aumentava seu poder de compra e obrigava o Brasil a garantir o abastecimento, buscando simultaneamente compensações ao encarecimento das crescentes importações de combustível (que desequilibrava a balança comercial). A Guerra do Yom Kippur em outubro de 1973, e o subsequente aumento violento e embargo parcial de petróleo, aprofundaram qualitativamente o problema no governo seguinte."

No plano militar, manteve-se contrário à adesão ao tratado de não-proliferação de nuclear, incentivando a qualificação tecnológica e construção de uma indústria armamentista nacional.

Na sua gestão foi transfeida a sede do Itamaraty para Brasília, o Palácio dos Arcos; no governo Médici começou a se definir o que seria denominado mais tarde como “a política africana do Brasil”, com a pioneira viagem de Gibson Barbosa a nove países da África Ocidental – Costa do Marfim, Gana, Togo, Daomé (atual Benim), Zaire (atual República Democrática do Congo), Camarões, Nigéria, Senegal e Gabão – em novembro de 1972. Chegou a assinar uma declaração com o governo do Senegal condenando o colonialismo, mas manteve a postura de silêncio em relação a Portugal e suas colônias, as chamadas “províncias ultramarinas” – Guiné-Bissau, Angola e Moçambique.

Com o término do mandato presidencial de Médici, em março de 1974, Gibson Barbosa deixou o ministério, sendo substituído por Antônio Francisco Azeredo da Silveira. Em seguida, atuou como embaixador na Grécia, onde permaneceu até julho de 1977, quando assumiu a embaixada brasileira em Roma.

Publicaçõeseditar | editar código-fonte

  • Na diplomacia, o traço todo da vida (memórias, 1992)

Referências

  1. Pela grafia original, Mario Gibson Alves Barboza.
  2. Portal da Família Gibson. Mário Gibson Barboza (dados biográficos ].


Precedido por
José de Magalhães Pinto
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
19691974
Sucedido por
Azeredo da Silveira


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.







Creative Commons License