Mariana Vitória de Bourbon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Mariana Vitória de Bourbon
Rainha consorte de Portugal
Infanta de Espanha
Painting of Mariana Victoria of Spain while Princess of Brazil by Francisco Pavona.jpg
Mariana Vitória de Bourbon, rainha consorte de Portugal.
Governo
Consorte D. José I
Casa Real Casa de Bourbon
Vida
Nascimento 31 de Março de 1718
Madrid, Espanha Espanha
Morte 15 de Janeiro de 1781 (62 anos)
Lisboa, Portugal Portugal
Sepultamento Panteão dos Braganças, Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa, Portugal
Filhos D. Maria Francisca, D. Maria Ana, D. Maria Francisca Doroteia, D. Maria Francisca Benedita
Pai Filipe V, Rei de Espanha
Mãe Isabel de Parma

Mariana Vitória de Bourbon (Madrid, 31 de Março de 1718Lisboa, 15 de Janeiro de 1781) foi a rainha consorte de D. José I de Bragança, rei de Portugal.

Noivados e casamentoeditar | editar código-fonte

Mariana Vitória, Princesa do Brasil, circa 1735-1740

Filha do rei Filipe V de Espanha e de sua segunda esposa, Isabel de Parma, Mariana Vitória foi prometida em casamento para o futuro Luís XV de França quando tinha apenas quatro anos de idade. A pequena infanta foi enviada à corte francesa, onde permaneceu por dois anos, porque os dirigentes políticos se convenceram da necessidade de dar urgentemente um herdeiro à França.

A pequena Mariana Vitória contava então com apenas seis anos, ao passo que o delfim já tinha atingido os catorze.

Em 1725, contudo, manifestou seu pai, Filipe V, o desejo de estabelecer uma aliança entre as coroas de Espanha e Portugal, a que estaria ligado o casamento da filha com D. José, herdeiro do trono português. Para tratar do assunto em Madrid, D. João V nomeou José da Cunha Brochado, que também foi incumbido resolver questões pendentes entre os dois países.

Em 1727, o marquês de Abrantes, embaixador extraordinário do rei de Portugal, fez a sua entrada solene em Madrid, a fim de pedir a mão da infanta D. Mariana Vitória. O marquês escreveu mais tarde ao conde de Tarouca:

Seguro-vos que com razão estão todos em expectação de ver da nossa parte o mais opulento e lustroso espectáculo que jamais Portugal deu de si.

As cerimónias ante-nupciais celebraram-se em 19 de Janeiro de 1729. De Lisboa, seguiu o cortejo por Aldeia Galega, Vendas Novas, Évora, Vila Viçosa, Elvas e Olivença.

Rainha e regenteeditar | editar código-fonte

D. Mariana Vitória, jovem.

Vinte anos mais tarde, falecia D. João V, e o marido de D. Mariana Vitória subia ao trono. A rainha tinha então trinta e dois anos e D. José I, trinta e seis anos.

O rei foi-lhe infiel: teve, pelo menos, um caso com Teresa Leonor, a esposa de Luís Bernardo de Távora.

Na sua correspondência com os familiares espanhóis, ela acusava o sogro de gastos excessivos.

A partir do ano de 1775, o rei começou a sentir sua saúde abalada e, nos finais de 1776, estava tão débil que nomeou sua esposa regente. No ano seguinte, ele faleceu.

Antes de se retirar para a Espanha, D. Mariana Vitória empenhou-se em auxiliar uma política de aproximação entre os dois Estados peninsulares, que andavam malavindos por causa da questão dos limites dos territórios da América.

Por influência da rainha, assinou-se em 1778 o tratado que estipulou dois casamentos: o do infante D. João, filho de D. Maria I (sua filha), com a infanta D. Carlota Joaquina, das Astúrias, e o da infanta D. Mariana Vitória Josefa com o infante D. Gabriel, irmão do príncipe das Astúrias.

Jaz na Igreja de São Francisco de Paula em Lisboa.

Descendênciaeditar | editar código-fonte

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mariana Vitória de Bourbon

Do seu casamento com D. José I, D. Mariana Vitória deixou quatro filhas:

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Precedida por:
Maria Ana de Áustria
PortugueseFlag1750.png
Rainha de Portugal

17501777
Sucedida por:
Maria I







Creative Commons License