Museu Britânico

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British Museum
Tipo Museu de arte
Inauguração 1753
Visitantes 6 049 000 (2007–2008)1
Diretor Neil MacGregor
Website www.britishmuseum.org
Geografia
País  Reino Unido
Cidade Londres
Coordenadas 51° 31' 10" N 00° 07' 36" O

O Museu Britânico (em inglês: British Museum) localiza-se em Londres e foi fundado em 7 de junho de 1753. A sua coleção permanente inclui peças como a Pedra de Roseta e os frisos do Partenon de Atenas, conhecidos como a coleção de mármores de Elgin, trazidos ao museu por Lord Elgin.

Em 2012 foi o terceiro museu mais visitado do mundo, com 5 575 946 visitas2 .

Históriaeditar | editar código-fonte

O Museu Britânico é um marco fundamental no estabelecimento do método museológico, além de representar diversos aspectos característicos tanto da sociedade inglesa vitoriana quanto do pensamento político e científico do século XIX. Aberto em 15 de janeiro de 1759, após a aprovação do rei Jorge II em 1753, foi o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo. Não foi, entretanto, o primeiro museu moderno. O Museu Ashmolean, de Oxford (1679), tem o mérito de ter sido a primeira grande instituição museológica destinada especificamente a exposições públicas, organizadas para propósitos educacionais.

Ao ser fundado, o Museu Britânico reuniu três coleções: a Cottonian Library, coleção de manuscritos medievais de Sir Robert Cotton (1570-1631), os manuscritos da coleção do Conde de Oxford, Robert Harley (1661-1724) e a enorme coleção de Sir Hans Sloane (1660-1753), composta de antigüidades clássicas e medievais, moedas, manuscritos, livros, quadros e gravuras, além das peças que formariam o núcleo central do Departamento de História Natural do Museu Britânico. A enorme heterogeneidade dessas coleções sem dúvida foi a característica mais marcante dessa fase. O museu não estava tão distante dos gabinetes de curiosidades que marcaram a Europa no século XVIII: era pouco mais do que um enorme amontoado de objetos sem nenhuma classificação ordenada, apresentados menos para propósitos educacionais do que para "exaltar o espírito e enaltecer o progresso da humanidade".

Da antiguidade temos a origem de uma característica do museu moderno, em especial do museu Britânico: a combinação de exposições (entretenimento educacional para o público geral) e de uma biblioteca (pesquisa para um público erudito e acadêmico). A partir da consolidação desse modelo por Anthony Panizzi (1797-1879) na Biblioteca Britânica, este é um atributo hoje praticamente obrigatório para qualquer museu.

Da transição do século XVIII para o XIX, temos também outra característica: a formação do museu de caráter nacional. Desde o desenvolvimento do Museu do Louvre, denominado Musée Napoléon durante os primeiros anos do novo século, a rivalidade entre as nações da Europa e a afirmação da identidade nacional desses países passou também pela constituição do "museu nacional". A derrota definitiva de Napoleão talvez tenha sido um dos fatores que estimularam a reconstrução do espaço do Museu Britânico, além sem dúvida de expandir consideravelmente suas coleções: grande parte do acervo de antigüidades egípcias, incluindo a Pedra de Roseta, foi obtido com a capitulação do exército francês no Egito, em 1802.

A tentativa de reunir todo tipo de coleção possível foi uma forma de apresentar através de objetos todo o conhecimento da humanidade, numa espécie de "triunfo" do racionalismo científico. Obviamente, a acumulação de tantos objetos distintos num único lugar era operacionalmente inviável, e a transferência de algumas coleções foi se fazendo cada vez mais necessária. O desmembramento do museu de deu em diversas etapas, das quais as mais importantes são a criação da National Gallery (1824 – mais um exemplo do "monumento" de inspiração nacionalista), a remoção do setor de História Natural para o Museu de História Natural (a partir de 1880, para um edifício que, diferentemente do Museu Britânico e de seu estilo Neoclássico, celebrava o naturalismo racional científico no estilo Neogótico) e a transferência do setor de Etnografia, rico em objetos recolhidos nas expedições do Capitão James Cook, a partir de 1870.

The new Great Court.

O Museu Britânico abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, ilustrando e documentando a história da cultura humana de seus primórdios até o presente. Muitos dos artefactos da sua colecção estão armazenados nos depósitos situados nos porões do museu, por conta da falta de espaço para mostrá-los. Assim como muitos outros museus e galerias no Reino Unido, o Museu Britânico tem entrada gratuita, excepto no caso de algumas exposições temporárias especiais. Ele também conta com um serviço educativo responsável por apresentações didáticas da colecção para escolas, famílias e adultos. Oferece também um curso de pós-graduação sobre arte clássica e decorativa da Ásia.

Em Dezembro de 2000 foi inaugurado o Great Court, a maior praça coberta da Europa. Ela ocupa o espaço central do prédio, ao redor da Sala de Leituras (The Reading Room) da biblioteca (que agora foi transferida para St. Pancras). A construção do majestoso Reading Room, na década de 1850, foi primeiramente uma saída tanto para a falta de espaço, devido ao vertiginoso aumento do acervo, quanto mesmo para a própria aberração arquitetónica do imenso quadrilátero vazio que era parte do projeto original do arquitecto Sir Robert Smirke para o museu.

Curiosidadeseditar | editar código-fonte

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  • Na construção do Reading Room foram usados pela primeira vez num edifício de grande porte na Inglaterra o ferro (como parte visível da estrutura) e o concreto (especialmente em seu uso inovador nas fundações).
  • O interior do Museu Britânico pode ser visto no filme O retorno da múmia, apesar de o exterior do prédio mostrado no filme ser o do University College. O museu tem uma colecção de múmias, sendo a mais conhecida o Homem de Lindow, encontrado no noroeste de Inglaterra.
  • O autor de livros de terror H. P. Lovecraft relatou que haveria uma cópia do livro místico Necronomicon no museu britânico. Apesar de Lovecraft ter deixado claro que se tratava de um livro fictício, há quem acredite na sua existência.

Disputa com a Gréciaeditar | editar código-fonte

Desde 1980 o governo grego vem realizando esforços diplomáticos para reaver peças do Pártenon que foram roubadas por ingleses e que compõem o acervo do Museu Britânico. A disputa acirra-se em torno dos mármores de Elgin, esperando a devolução por parte do Museu Britânico, o governo grego construiu um grande museu no sopé da acrópole para receber as peças.3

Seleção de peçaseditar | editar código-fonte

Referências

Ligações externaseditar | editar código-fonte

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