Novo movimento religioso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde setembro de 2010).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Os novos movimentos religiosos são grupos religiosos, éticos e espirituais de criação recente que ainda não foram integrados em nenhuma das religiões anteriormente existentes nem foram reconhecidos com a denominação de "Igreja" ou "Corpo religioso".

Definiçãoeditar | editar código-fonte

O termo utilizou-se pela primeira vez na década de 1980 por estudantes, substituindo assim o termo seita, o qual era usado até então para referir-se a esses grupos religiosos, ainda que tenha um significado pejorativo depois dos debates da década de 1970. Alguns estudantes, especialmente de sociologia e teologia, utilizaram o termo "novos movimentos religiosos" para referir-se a qualquer religião não recolhida nas principais correntes religiosas. No entanto, outros utilizavam este termo para se referir às religiões de carácter benigno, enquanto reservavam o termo de seita para outro tipo de grupos de carácter religioso, psicoterapeuta, político e inclusive comercial, que consideravam extremamente manipuladores e exploradores.

Actualmente ainda não terminou o debate académico entre as palavras seita e novo movimento religioso.

Nesta definição, o adjectivo novo utiliza-se tanto no sentido de origem recente como para expressar a sua diferença frente às religiões pré-existentes.

Inclusive na definição "de origem recente" há controvérsia. Alguns autores estabelecem que se utiliza para se referir às religiões surgidas do novo contexto mundial depois da Segunda Guerra Mundial, outros no entanto remontam à Fé Bahá'í do século XIX enquanto outros o fazem a partir da religião sikh do século XVII.

Novo no sentido de diferente "às demais religiões" não apresenta nenhum tipo de discórdia entre os experientes. Alguns autores também consideram grupos que pertencem a uma das religiões reconhecidas, ou se consideram religiões separadas ou não se integram sob a mesma denominação.

Geralmente, as denominações cristãs aparecidas antes do século XIX não se encontram integradas neste grupo de novas "religiões".

Há no entanto outros grupos, catalogados por alguns autores como novas religiões, que não se consideram a si mesmos uma religião.

Exemplos de novas religiõeseditar | editar código-fonte

As novas religiões são muito diferentes quanto às suas crenças, práticas, formas de organização e aceitação social. Alguns autores como Irving Hexham e Karla Poewe propuseram denominar as novas religiões como sub-culturas globais, sobretudo em casos em que um grupo conseguiu integrantes de várias nações.

Em geral o número de pessoas aderentes às novas religiões é muito inferior aos fiéis das grandes religiões. No entanto, as novas religiões ganharam muitos fiéis em locais como África, Japão e Melanésia.

Em África documentou-se o aparecimento de umas 6 mil novas igrejas indígenas desde os anos 60. No Japão surgiram novas religiões baseadas no Xintoísmo e no Budismo, algumas próprias do século XIX durante a dinastia Meiji, e outros a partir do final da Segunda Guerra Mundial.

Ao redor de 25% das religiões do mundo encontram-se na Melanésia, isto é, arquipélagos tais como Papua-Nova Guiné, as Ilhas Salomão, Vanuatu e Fiji. A isto se deve a importância das novas religiões neste importante foco de diversidade cultural.

Na época da sua criação, a maioria das grandes religiões actuais também se consideravam novas religiões. Por exemplo, o Cristianismo foi considerado tanto pelo Judaísmo como pela cultura romana como um sacrilégio às doutrinas existentes. Por sua vez, o Protestantismo considerou-se uma nova religião por cisão da Igreja Católica. Também pode se considerar o Budismo como uma inovação ou reforma do Hinduísmo.

Ligações externaseditar | editar código-fonte








Creative Commons License