Omã

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سلطانة عمان
Saltānat 'Umān
Sultanato de Omã
Bandeira de Omã
Brasão de armas de Omã
Bandeira Brasão de armas
Lema: não tem
Hino nacional: Nashid as-Salaam as-Sultani
Gentílico: omanense; omaniano; omani

Localização de Omã

Localização de Omã na Península Arábica
Capital Mascate
Língua oficial Árabe
Governo Monarquia absoluta
 - Sultão Qaboos bin Said Al Said
 - Vice-primeiro-ministro Fahd bin Mahmoud al Said
Independência do Reino Unido 
 - Data 1971 
Área  
 - Total 309 500 km² (70.º)
 - Água (%) desprezível
População  
 - Estimativa de 2009 2 845 198 hab. (139.º)
 - Censo 2003 2 341 000 hab. 
 - Densidade 9,2 hab./km² (219.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2008
 - Total US$ 66,889 biliões (79.º)
 - Per capita US$ 24 674 (36.º)
IDH (2007) 0,8461  (56.º) – elevado
Moeda Rial (OMR)
Fuso horário UTC (UTC+4)
 - Verão (DST) UTC (UTC+4)
Org. internacionais Liga Árabe
Cód. ISO OMN
Cód. Internet .om
Cód. telef. +968

Mapa de Omã

Omã (em árabe: عمان‎, transl. ʻUmān), ou, mais raramente, Omão, oficialmente Sultanato de Omã (em árabe سلطانة عمان, transl. Saltānat 'Umān), é um país situado na Arábia, mais especificamente na extremidade oriental da Península Arábica. Capital: Mascate.

O país é constituído por três territórios descontínuos. Os dois territórios menores estão encravados nos Emirados Árabes Unidos, sendo constituídos pelo Enclave de Madha e pela Península de Musandam e territórios adjacentes, no Estreito de Ormuz que separa o Golfo Pérsico do Golfo de Omã. O território maior limita a norte com o Golfo de Omã (do outro lado do qual se estendem as costas do Irão e Paquistão), a leste e sul com o Mar da Arábia e a oeste com o Iémen, com a Arábia Saudita e com os Emirados Árabes Unidos.

Até 1958, o enclave de Gwadar na costa norte do golfo de Omã, Baluchistão, Paquistão, dependia do sultanato de Omã.

Históriaeditar | editar código-fonte

Antiga Satrapia do Império Aquemênida, e posteriormente, do Império Sassânida, o Omã só ficou livre desse poder em 632. Em 751, os Ibadis criaram o Emirado do Omã, sendo governado por imames. Durante séculos o Omã não passava de um mero país incrustrado no deserto, até que os Portugueses o invadiram em 1508. Em 1659, os Otomanos tomam o Omã e expulsam os portugueses. Em 1741 os Otomanos foram expulsos pelo então proclamado Sultão bin Sultan al Busaid. Inicia-se a era de ouro do sultanato, que expande suas fronteiras e obtém várias colônias no Oceano Índico (Zanzibar e Comores, na África e o Baluchistão, na Ásia) que foram perdidas no colapso que o país sofreu, em 1891, quando virou um mero protetorado britânico, tornando-se novamente independente em 1971.

Geografiaeditar | editar código-fonte

Vista das Montanhas al-Hajar.

Um vasto e plano deserto cobre o centro do território de Omã, com uma cadeia montanhosa que percorre do centro-leste ao norte chamada Montanhas al-Hajar, onde encontra-se o maciço Jebel Akhdar, contendo o ponto mais elevado do país, Jebel Shams e seus 2.980 metros, e outra a sudoeste do país. As principais cidades omanis estão no litoral. Destaca-se a capital e a proximidade com os centros internacionais de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Políticaeditar | editar código-fonte

Em Omã, o Chefe de Estado - e também de Governo - é o sultão, que funciona como monarca absoluto.

No início da década de 1990, o sultão instituiu um conselho eleito, o Majlis ash-Shura que, no entanto, tem apenas funções consultivas.

O sufrágio universal para os maiores de 21 anos foi instituído em outubro de 2003 e teve uma participação de 190 mil votantes (74% dos eleitores) para escolher os 83 membros do conselho.

A dinastia Al Sa'id, a qual o sultão (Qaboos bin Said Al Said, no poder desde 1970) pertence, governa o país há mais de 250 anos.

Subdivisõeseditar | editar código-fonte

O Omã está dividido em 5 regiões (mintaqah) e 3 governorados (muhafazat; singular - muhafazah).

As regiões estão subdivididas em províncias (wilayat).

Demografiaeditar | editar código-fonte


Economiaeditar | editar código-fonte

Mascate, capital do país.

Até meados do século XIX, Omã era um entreposto de escravos e armas. Com o fim da escravidão, a região perdeu muito de sua prosperidade, e a economia ficou reduzida à agricultura, ao comércio de Camelos e caprinos, à pesca e o artesanato tradicional. Hoje, graças ao petróleo, a economia tem apresentado grande desenvolvimento nos últimos 30 anos.

O governo prossegue com a privatização de serviços públicos e com o desenvolvimento de leis comerciais que facilitem o investimento externo e organizem o orçamento do país. O Omã continua a liberalização de seu mercado para se adequar às regras da Organização Mundial do Comércio. Para reduzir o desemprego, o governo vem encorajando a substituição de mão-de-obra estrangeira por trabalhadores do próprio país. Cursos de tecnologia de informação, técnicas de administração e língua inglesa para cidadãos do país apoiam este objetivo.

Infraestruturaeditar | editar código-fonte

Educaçãoeditar | editar código-fonte

A taxa de literacia da população adulta omanense foi de 86,9%, em 2010.2 Até 1970, apenas três escolas formais existiam em todo o país, com menos de 1000 alunos recebendo educação em suas dependências. Desde que o sultão Qaboos chegou ao poder, em 1970, o governo deu prioridade à educação como meio de desenvolver uma força de trabalho nacional, considerada pelo governo um fator vital para o progresso econômico e social do país. Hoje, existem mais de 1000 escolas estaduais e cerca de 650.000 alunos em Omã.

Em 1986, foi criada a primeira universidade do Omã, a Universidade Sultan Qaboos. A partir de então, outras instituições de ensino superior e técnico também surgiram no país, como a Universidade de Nizwa e a Escola Superior de Tecnologia. Há, ainda, outras seis faculdades de tecnologia, seis faculdades de ciências aplicadas, uma faculdade de economia e estudos financeiros, um instituto de ciências da Sharia, e vários institutos de enfermagem. Cerca de 200 bolsas são concedidas a cada ano para estudantes omanenses no exterior.

De acordo com o Webometrics Ranking of World Universities, as universidades de maior prestígio no país são a Universidade Sultan Qaboos, Universidade de Nizwa e a Universidade de Dhofar, que ocupam as posições 1.924, 7.090 e 8.160 entre as universidades mundiais, respectivamente.3

Culturaeditar | editar código-fonte

Apesar de Omã ser um país bastante moderno, a influência ocidental é reduzida: o islamismo tradicional, ibadita, possui mais restrições que o islamismo sunita e o xiita.

A música tradicional acompanha vários aspectos da vida, incluindo nascimentos, cerimônias fúnebres, casamentos e circuncisões.

Referências

  1. PNUD, http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3324&lay=pde, 05 de Outubro de 2009
  2. National adult literacy rates (15+), youth literacy rates (15–24) and elderly literacy rates (65+) (em inglês). Instituto de Estatística da UNESCO. Página visitada em 23 de abril de 2014.
  3. Oman (em inglês). Ranking Web das Universidades. Página visitada em 23 de abril de 2014.

Ver tambémeditar | editar código-fonte


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