Organização Internacional do Trabalho
| Bandeira | |
| Tipo | Agência das Nações Unidas |
| Acrônimo | OIT |
| Comando | |
| Status | ativa |
| Fundação | 1919 |
| Sede | Genebra, |
| Website | www.ilo.org |
| Commons | |
A Organização Internacional do Trabalho, também referida pela siglas OIT ou ILO (do inglês International Labour Organization) é uma agência multilateral ligada à Organização das Nações Unidas, especializada nas questões do trabalho.
Tem representação paritária de governos dos 182 estados-membros, organizações de empregadores e organizações de trabalhadores.
Com sede em Genebra, Suíça, desde a data da fundação, a OIT tem uma rede de escritórios em todos os continentes. O seu orçamento regular provém de contribuições dos seus estados-membros, sendo suplementado por contribuições de países industrializados para programas e projetos especiais específicos. No biénio 2000-01, o orçamento da OIT aprovado pelo Conselho de Administração foi de US$ 467 milhões, dos quais apenas 20% provenientes de contribuições regulares.
Índice |
História editar
A OIT foi instituída como uma agência da Liga das Nações após a assinatura do Tratado de Versalhes (1919), que deu fim à Primeira Guerra Mundial. A sua Constituição corresponde à Parte XIII do Tratado de Versalhes.1
A ideia de uma legislação trabalhista internacional surgiu como resultado das reflexões éticas e econômicas sobre o custo humano da revolução industrial. As raízes da OIT estão no início do século XIX, quando os líderes industriais Robert Owen e Daniel Legrand apoiaram o desenvolvimento e harmonização de legislação trabalhista e melhorias nas relações de trabalho.
A criação de uma organização internacional para as questões do trabalho baseou-se em argumentos:
- humanitários: condições injustas, difíceis e degradantes de muitos trabalhadores,
- políticos: risco de conflitos sociais ameaçando a paz, e
- econômicos: países que não adotassem condições humanas de trabalho seriam um obstáculo para a obtenção de melhores condições em outros países.
Em 1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão a da Segunda Guerra Mundial, a OIT adotou a Declaração da Filadélfia como anexo da sua Constituição. A Declaração antecipou e serviu de modelo para a Carta das Nações Unidas e para a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em 1969, em seu 50º aniversário, a Organização foi agraciada com o Nobel da Paz.2 Em seu discurso, o líder do Comitê do Prêmio Nobel afirmou que a OIT era "uma das raras criações institucionais das quais a raça humana podia orgulhar-se".
Em 1998, durante a 86ª Conferência Internacional do Trabalho, foi adotada a Declaração sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho e seu Seguimento. O documento é uma reafirmação universal da obrigação de respeitar, promover e tornar realidade os princípios refletidos nas Convenções fundamentais da OIT, ainda que não tenham sido ratificados pelos Estados Membros.
Desde 1999, a OIT trabalha pela manutenção de seus valores e objetivos em prol de uma agenda social que viabilize a continuidade do processo de globalização através de um equilíbrio entre objetivos de eficiência econômica e de equidade social.
Fundamentos editar
A OIT funda-se no princípio de que a paz universal e permanente só pode basear-se na justiça social. Fonte de importantes conquistas sociais que caracterizam a sociedade industrial, a OIT é a estrutura internacional que torna possível abordar estas questões e buscar soluções que permitam a melhoria das condições de trabalho no mundo.Tambem se carateriza em defender o comunismo e nazismo,fundada no ano de 1911,e faz parte da ONU(Organização das Naçoes Unidas)
Referências
- ↑ International Labour Office. Official Bulletin. Volume I, abril de 1919 - agosto de 1920. Geneva, 1923.
- ↑ Perfil no sítio oficial do Nobel da Paz 1969 (em inglês)
ela tem poder sobre o governo
Ligações externas editar
- 98ª Conferência da OIT 2009,Genebra, Suíça.
- Escritório da OIT em Portugal (em português)
- Escritório da OIT no Brasil (em português)
| Precedido por René Cassin |
Nobel da Paz 1969 |
Sucedido por Norman Ernest Borlaug |










