Orlando Geisel

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Orlando Beckmann Geisel (Bento Gonçalves, 5 de setembro de 1905Brasília, 1979) foi um general-de-exército brasileiro.

Filho de August Wilhelm Geisel e Lídia Beckmann, era irmão mais velho de Ernesto Geisel. Passou a infância e a juventude em Teutônia e Estrela.

Primeiro aluno de turma no Colégio Militar de Porto Alegre em 1922. Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1923.

Participou da Revolução de 1930, no comando de uma bateria de artilharia. Em 1932, combateu os constitucionalistas com Getúlio Vargas. Foi promovido a general em 1958.

Após a renúncia de Jânio Quadros em 1961, durante a Campanha da Legalidade liderada por Leonel Brizola, ordenou que fosse bombardeado o Palácio Piratini, ordem esta descumprida. Apoiou o Golpe de 1964, transferindo-se para a reserva em novembro de 1969. Entre 1964 e 1965, comandou a 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro.

Foi o primeiro filho de alemães a comandar o III Exército, chefiar o Estado-Maior do Exército e a ser Ministro do Exército, na presidência Garrastazu Médici.

Articulou para que o irmão, Ernesto Geisel, fosse o candidato indicado à presidência da República por Médici. Planejava continuar no ministério. Eleito, Ernesto não indicou o seu irmão, pois achava que isso era coisa de "república de bananas".

Orlando não assimilou o novo papel institucional do irmão, acusando-o de ingratidão. Os dois romperam desde 15 de março de 1974, quando Ernesto foi empossado presidente.

Orlando não desocupou o imóvel destinado ao ministro do Exército - o Palacete Laguna, no Rio de Janeiro, antiga residência do "Chalaça", o ordenança de D. Pedro I. Ernesto, luterano e austero, nunca entendeu o comportamento do irmão. Os dois evitaram encontros públicos, muito embora as famílias continuassem a se freqüentar. Há registros (não confirmados) de que se encontraram duas vezes, antes de Orlando morrer, em 1979. O general Sylvio Frota por outro lado desmente esta versão, revelando que o palácio foi cedido pelo próprio general Frota, que não quis ocupá-lo.1 Élio Gaspari também desmente, explicando que o Orlando Geisel, havia sofrido um AVC e permaneceu convalescendo no local, porém afirma que tal permanência no palácio causou polêmica na época 2

Referências

  1. FROTA, Sylvio. Ideais traídos, p.126.
  2. GASPARI, Elio. A ditadura derrotada.p.289
Precedido por
Estevão Taurino de Rezende Netto
Comandante da 1ª RM
19641965
Sucedido por
Raphael de Souza Aguiar
Precedido por
Aurélio de Lira Tavares
Ministro do Exército do Brasil
19691974
Sucedido por
Vicente de Paulo Dale Coutinho
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