Paulo Mário da Cunha Rodrigues

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Paulo Mário da Cunha Rodrigues
Nascimento 20 de outubro de 1895
Rio de Janeiro
Morte 12 de fevereiro de 1985 (89 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasileiro

Paulo Mário da Cunha Rodrigues (Rio de Janeiro, 20 de outubro de 1895 — Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 1985) foi um militar brasileiro. Atingiu a patente de almirante.

Foi ministro da Marinha do Brasil no governo de João Goulart, de 27 a 31 de março de 1964.

Paulo Mário da Cunha Rodrigues nasceu no dia 20 de outubro de 1895, no Rio de Janeiro, filho de João Soares da Cunha Rodrigues e de Ana da Cunha Soares Rodrigues.

Ingressou na Escola Naval em 1913, concluindo o curso em 1916. Participou em 1918 da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), servindo na Divisão Frontin. De volta ao Brasil, lutou contra as revoltas tenentistas ocorridas na década de 1920. Encontrava-se servindo no Rio Grande do Norte quando eclodiu a Revolução de Outubro de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Vitorioso o movimento, foi nomeado secretário de Segurança do estado, cargo que ocupou por pouco tempo.

Aluno do curso de comando da Escola de Guerra Naval, entre 1936 e 1938, em 1942 comandou o contratorpedeiro Rio Grande do Norte, que fez o patrulhamento das costas brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Diplomou-se, em 1948, no curso superior da Escola de Guerra Naval. Entre 1954 e 1955 exerceu a chefia do IV Distrito Naval (DN), sediado em Belém; nesse ultimo ano, assumiu o comando do I DN. Em 1957 tornou-se inspetor-geral da Marinha. Nomeado em janeiro de 1959 juiz-presidente do Tribunal Marítimo, em março passou para a reserva como almirante-de-esquadra.

No dia 25 de março de 1964, durante as comemorações do aniversário da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, irrompeu uma rebelião de marinheiros que protestavam contra a punição imposta a 12 dirigentes da entidade que se haviam posicionado a favor das reformas de base propostas pelo presidente João Goulart. Os rebeldes decidiram não acatar a ordem de prisão dada aos colegas e permanecer amotinados no prédio do sindicato até que suas reivindicações fossem atendidas. Diante da recusa do comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Cândido Aragão, em reprimir o motim, o ministro da Marinha Sílvio Mota recorreu a efetivos da Polícia do Exército, que prenderam os rebeldes. Aragão foi afastado do cargo. No entanto, a determinação de Goulart em atender às reivindicações dos marinheiros culminou com a exoneração de Mota.

Paulo Mário da Cunha Rodrigues assumiu a pasta da Marinha no dia 27 de março, tendo sido seu nome proposto pelos marinheiros. No mesmo dia foi determinada a permanência de Aragão no comando dos fuzileiros e a libertação dos amotinados. No dia 28 estes realizaram uma passeata pelo centro do Rio e, no dia seguinte, oficiais da Marinha emitiram um manifesto criticando o governo. Em 31 de março Goulart foi deposto por um golpe militar e no dia 4 de abril Cunha Rodrigues exonerado do ministério. Em maio foi demitido do Tribunal Marítimo, com base no Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), e, em junho, foi desligado definitivamente do tribunal e do serviço ativo da Marinha.

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de fevereiro de 1985.

Foi casado com Marilda Guimarães Rodrigues, filha do Almirante Protógenes Pereira Guimarães, com quem teve três filhos, e com Lindaura Maria Rodrigues, com quem teve dois filhos.

Bibliografiaeditar | editar código-fonte


Precedido por
Sílvio Borges de Sousa Mota
Ministro da Marinha do Brasil
1964
Sucedido por
Augusto Rademaker


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