Pepino, o Breve

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Pepino
Rei dos Francos
Reinado 752 a 768
Predecessor Childerico III
Sucessor Carlos Magno e Carlomano I
Esposa Berta de Laon
Descendência
Carlos Magno
Carlomano I
Gisela
Pepino
Pai Carlos Martel
Mãe Rotrude de Trèves
Nascimento 714
Morte 768 (54 anos)
Enterro Basílica de Saint-Denis

Pepino, também conhecido como Pepino, o Breve ou Pepino, o Moço (Jupille-sur-Meuse, ca. 714Saint-Denis, 24 de Setembro de 768) foi o rei dos francos de 751 a 768, mais conhecido por ter sido o pai de Carlos Magno e filho de Carlos Martel.

Nasceu ca. 714 em Jupille, próximo a Liège, no que hoje é a Bélgica, onde a dinastia carolíngia se originou. Aquele território era então parte do reino da Austrásia. Seu pai foi Carlos Martel, prefeito do palácio e duque dos francos, e sua mãe foi Rotrude de Trèves.

Ascensão ao podereditar | editar código-fonte

Dinastia carolíngia
Pipinida
Arnulfida
Carolíngia
Após o Tratado de Verdun (843)

Com a morte de Carlos Martel, em 741, o poder foi transmitido aos seus dois filhos legítimos, Pepino, como prefeito do palácio da Nêustria e da Austrásia, respectivamente. O poder poderia também ter sido destinado ao filho ilegítimo de Martel, Grifo, mas ele foi aprisionado em um monastério por seus dois meio-irmãos. Carlomano, que por todas as evidências foi um homem profundamente religioso, retirou-se para um monastério em 747. Isto deixou a Frância nas mãos de Pepino como prefeito do palácio único e dux et princeps Francorum, título criado por seu avô e homônimo Pepino de Herstal.

Com a reorganização da Frância feita por Carlos Martel, o dux et princeps Francorum era o comandante dos exércitos do reino, além das suas responsabilidades administrativas como prefeito do palácio, e especificamente comandante da guarda permanente que Martel começou a manter por todo o ano desde Toulouse em 721.

Assumindo o poder, Pepino e Carlomano, que não haviam sido testados em batalha na defesa de seus domínios como seu pai, instalaram o merovíngio Childerico III como rei, embora Martel tivesse deixado o trono vago desde a morte de Teodorico IV. Childerico tinha o título de rei, mas era na realidade um fantoche. Com o passar do tempo, e com seu irmão saindo de cena, Pepino se incomodou com a presença de qualquer poder real que não fosse o seu, ganhando renome por ser duro e extremamente rígido.

Na época da retirada de Carlomano, Grifo escapou da prisão e fugiu, buscando o apoio do duque Odilo da Bavária, que era cunhado de Pepino, casado com sua irmã Chiltrude. Odilo foi forçado por Pepino a reconhecer a soberania franca, mas morreu em seguida (18 de Janeiro de 748). Pepino então invadiu a Baviera e instalou Tassilo

Primeiro rei carolíngioeditar | editar código-fonte

Visto que Pepino tinha o controle sobre a nobreza e na verdade detinha o poder do rei, ele decidiu que era o momento de fazer o que seu pai nunca se incomodou em fazer: tornar a autoridade carolíngia real tanto de fato como de direito. Pepino perguntou ao papa Zacarias quem deveria ser o governante real: aquele que possuísse o título de rei, ou a pessoa que tomasse as decisões como rei. Posto que o papa dependia dos exércitos francos para sua independência, e havia dependido deles para se proteger dos lombardos desde os dias de Carlos Martel, e Pepino, assim como seu pai, controlava esses exércitos, a resposta do papa estava determinada antecipadamente.

O papa concordou que o poder de facto era mais importante que o poder de jure. Assim, Pepino, tendo obtido o apoio do papado, rechaçou qualquer oposição à sua casa. Ele foi eleito rei dos francos por uma assembleia de líderes francos (deve ser observado que ele tinha a maior parte do seu exército nas mãos, no evento em que a nobreza tendia a não aceitar a bula papal) e foi coroado em Soissons, talvez por Bonifácio, arcebispo de Mainz, que, junto com sua sobrinha, Santa Leuba, era um dos conselheiros da corte. Enquanto isso, Grifo continuou sua rebelião, mas foi finalmente morto na batalha de Saint-Jean-de-Maurienne em 753.

Childerico III foi deposto, seus cabelos foram cortados e ele foi confinado em um monastério. Ele foi o último rei merovíngio.

Expansão do domínio francoeditar | editar código-fonte

Ele aumentou o seu poder depois que o papa Estêvão III viajou até Paris para ungir Pepino numa cerimônia na Basílica de Saint-Denis, concedendo-lhe o título adicional de patricius Romanorum (patrício dos romanos). Como a expectativa de vida era curta naqueles dias, e Pepino desejava a continuidade da família, o papa também ungiu os seus filhos, Carlos (depois conhecido como Carlos Magno) e Carlomano.

A primeira grande ação de Pepino foi entrar em guerra contra o rei lombardo Astulfo, que tinha uma política de expansão para o interior do ducatus Romanum, como uma recompensa parcial pela ajuda papal na sua obtenção da coroa. Vitorioso, ele forçou os rei lombardo a devolver as propriedades tomadas da Igreja e confirmou as possessões papais de Ravena e Pentápolis, a chamada Doação de Pepino, segundo a qual os Estados Pontifícios foram fundados. Em 759, ele expulsou os últimos sarracenos da Gália, com a captura de Narbona e então consolidou mais ainda seu poder com a reintegração da Aquitânia ao reino. Com a conquista de Narbona, e com a formal anexação da Aquitânia (cujo estatuto dependia sempre da força de seus suseranos), ele completou o trabalho de seu pai exceto por uma última tarefa: a submissão completa dos saxões. Ele estava se preparando para a guerra contra eles quando sua saúde começou a decair, e assim, essa tarefa final foi deixada para seu filho, o grande Carlos Magno.

Legadoeditar | editar código-fonte

Pepino morreu em Saint Denis em 768 e foi sepultado na basílica local com sua esposa Berta. Opiniões históricas parecem frequentemente considerá-lo menos importante que seu pai e seu filho, dois grandes homens, apesar de ter sido um grande homem por seus próprios méritos. Ele continuou o trabalho de formação da cavalaria pesada que seu pai havia começado. Ele manteve o exército permanente que seu pai achava necessário para proteger o reino e que formou o , a principal arma de seus exércitos nos tempos de guerra. Ele não apenas manteve a política de seu pai de contenção dos mouros, como os expulsou para além dos Pirenéus com a conquista de Narbona. Ele deu continuidade à expansão iniciada por seu pai da igreja franca (missionários trabalharam na Alemanha e na Escandinávia) assim como à infra-estrutura (feudalismo) que se tornaria a espinha dorsal da Europa medieval. Seu governo, mesmo não sendo tão grandioso quanto os de seu pai e seu filho, foi historicamente importante e muito benéfico para os francos como um povo. Pode-se obviamente argumentar que a ascensão de Pepino à coroa, assim como seu título de patrício de Roma, foram precursores da coroação imperial de seu filho que é habitualmente vista como sendo a fundação do Sacro Império Romano-Germânico. Ele certamente fez dos carolíngios de jure o que seu pai havia feito de facto - a dinastia governante dos francos e o poder principal da Europa. Mesmo não sendo conhecido como um grande general, ele jamais foi derrotado em batalha.

Paiseditar | editar código-fonte

Carlos Martel (◊ c. 688 † 741)

Rotrude de Trèves (◊ c. 695 † 724)

Casamentos e filhoseditar | editar código-fonte

  • com Berta de Laon (◊ c. 720 † 783), cujo pai, Cariberto, era filho de Norberto da Aquitânia e Bertha da Nêustria ou de Prüm, filha de Teodorico III; seu bisavô era Hugoberto.
  1. Carlos Magno (◊ 747 † 814)
  2. Carlomano I (◊ c. 751 † 771)
  3. ♂ Pepino (◊ 756 † 762)
  4. ♀ Gisela (◊ 757 † 811)

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Ligações externaseditar | editar código-fonte

Precedido por
Carlomano
Prefeito do palácio da Austrásia
741 - 751
Sucedido por
Título deixa de existir
Precedido por
Carlos Martel
Prefeito do palácio da Nêustria
747 - 751
Sucedido por
Título deixa de existir
Precedido por
Childerico III
Rei dos francos
751 - 768
Sucedido por
Carlos Magno e Carlomano I









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