Platelmintos

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Esquema de cabeça de cestoide

Esquema de cabeça de cestoide
Classificação científica
Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
Superfilo: Platyzoa
Filo: Platyhelminthes
Gegenbaur, 1859
Classes

Os plametelmintos são animais pertencentes ao filo Platyhelmintes (do grego πλατύ, plátys = achatado e ἕλμινς, helminthos = verme), inclui aproximadamente 20.000 espécies viventes. Incluem formas livres e parasitárias (ectoparasitos ou endoparasitos), mas seus representantes livres são apenas encontrados na classe Turbellaria. Todos os membros das classes Monogenea, Trematoda e Cestoda são parasitas.

Os Platyhelmintes caracterizam-se por apresentarem uma extremidade anterior aos órgãos sensitivos e de fixação e uma extremidade posterior. São acelomados, ausência de ânus e aparelho respiratório, podem ou não apresentar tubo digestivo, têm sistema excretor tipo protonefrídico e possuem suas cavidades, entre órgãos, preenchidas por tecido conjuntivo. Platelmintos são organismos protostômicos, triploblásticos, achatados dorsoventralmente e os primeiros animais na escala evolutiva a apresentarem segmentação corporal.

Platelmintos de vida livre são principalmente predadores e vivem na água ou em ambientes terrestres úmidos sombreados. Os cestódeos e os trematódeos têm ciclos de vida complexos. Quando adultos, vivem parasitando o sistema digestivo de peixes ou vertebrados terrestres. Na fase intermediária infestam hospedeiros secundários. Ao contrário dos outros grupos, os monogênicos são parasitas externos que infectam animais aquáticos.

Devido ao fato de não apresentarem cavidades internas do corpo, os platelmintos foram considerados como um estágio primitivo na evolução dos bilatérios. Os platelmintos foram redefinidos em dois subgrupos monofiléticos, Catenulida e Rhabditophora, com Cestoda, Trematoda e Monogenea formando um subgrupo monofilético dentro de um ramo da Rhabditophora. Sendo assim, os turbelários formam, portanto, um grupo parafilético.

As espécies parasitas de platelmintos fazem, em sua maioria, um mal enorme para os seres humanos e animais. A esquistossomose, causada por platelmintos do gênero Schistosoma, é a segunda doença humana causada por parasitas mais devastadora de todas, superada apenas pela malária. A neurocisticercose, que surge quando larvas da Taenia solium entram no sistema nervoso central, é a principal causa de epilepsia adquirida em todo o mundo. A infestação por esses parasitas ocorre, principalmente, pela ingestão de alimentos mal cozidos, águas contaminadas e condições baixas de higiene.

Características Geraiseditar | editar código-fonte

Platyhelminthes são animais parasitas ou de vida livre. Apresentam simetria bilateral e três camadas principais de células (triblásticos). Ao contrário de outros bilatérios, os platelmintos não apresentam cavidades internas do corpo, por isso, são descritos como acelomados. Não apresentam sistemas circulatório e respiratório especializados. Os corpos desses animais são, em geral, achatados dorsoventralmente, moles e não segmentados.

O tamanho limitado dos platelmintos deve-se a ausência de sistemas circulatório e respiratório completos. Sua forma achatada permite que as trocas gasosas ocorram, por difusão simples, através da pele. Apresentam espécies microscópicas e macroscópicas. Os intestinos das grandes espécies apresentam uma série ramificações, de maneira que os nutrientes podem difundir-se para todas as partes do corpo do animal. Devido ao fato de realizarem a respiração através de toda a superfície corpórea, tornam-se extremamente vulneráveis à perda de liquido. Desta forma, estão restringidos a ambientes úmidos, podendo ser encontrados em mares, locais de água doce, regiões terrestres úmidas ou parasitando interiores de outros animais.

Planária

Nos platelmintos não parasitas, a epiderme apresenta cílios, relacionados com a locomoção. Já nos parasitas, há a presença de um cutícula, conferindo-lhe resistência à ação dos sucos gástricos. O espaço entre a pele e o intestino é preenchido com mesênquima, tecido conjuntivo reforçado por fibras colágenas que atuam como esqueleto, proporcionando a sustentação dos músculos, e onde se encontram todos os órgãos internos. Este tecido permite a passagem de oxigênio, nutrientes e produtos residuais. É constituído por dois tipos celulares, células fixas e células-tronco. Estas estão relacionadas com a regeneração de tecido após lesões ou reprodução assexuada.

A excreção nos platelmintos ocorre por meio de estruturas especializadas, os protonefrídios.

Em todos os platelmintos o sistema nervoso concentra-se na extremidade da cabeça. Apresentam um gânglio cerebral anterior e, geralmente, cordões nervosos longitudinais conectados por comissuras transversais.

A reprodução nos platelmintos ocorre de forma variada entre as espécies. Os pertencentes à classe Turbellaria são hermafroditas simultâneos, apresentando fecundação interna. As planárias, por exemplo, realizam fecundação cruzada, havendo, portanto, a necessidade de um parceiro, porém também pode se reproduzir de forma assexuada por meio da fragmentação de partes do corpo. Já os animas das classes Trematoda e Cestoda, possuem o corpo formado em proglótides. Em cada estrutura dessas há a presença de um órgão reprodutor masculino e outro feminino. Assim, a reprodução pode acontecer por autofecundação na mesma proglótide ou entre proglótides diferentes.

Alimentaçãoeditar | editar código-fonte

Turbelárioseditar | editar código-fonte

Algumas ordens são parasitas de animais marinhos como os Nemertodermatida que parasitam pepinos-do-mar. Os turbelários em sua maioria são carnívoros ou comedores de animais mortos, alimentando-se de qualquer matéria animal disponível. Alguns são herbívoros em microalgas e algumas espécies mudam de herbivoria para carnivorismo na medida em que se desenvolvem. Suas presas incluem qualquer invertebrado pequeno o suficiente para ser capturado e ingerido (por exemplo pequenos crustáceos,protistas,vermes e gastrópodes minúsculos). Planárias terrestres alimenta-se até de minhocas.

Espécie representante da classe Turbellaria

Trematódeoseditar | editar código-fonte

Classe Monogeneaeditar | editar código-fonte

Alguns são ectoparasitas (parasitas externos) de peixes, tartarugas, anfíbios e até de hipopótamos,e também endoparasitas de vertebrados ectotérmicos.Os endoparasitas são capazes de sobreviver em áreas do hospedeiro onde o oxigênio está ausente em tal situação ele recorrem ao metabolismo anaeróbio produzindo uma variedade de produtos finais.

Classe Trematodaeditar | editar código-fonte

Maioria endoparasitas com 2 ou 3 hospedeiros durante seu ciclo de vida. Se alimentam de tecidos e fluidos de seus hospedeiros ou, em alguns casos, material proveniente do intestino do hospedeiro. O alimento é levado para a boca por uma ação de bombeamento da faringe muscular, mas algumas moléculas são apanhadas pelo tegumentos através da pinocitose.

Cestoideseditar | editar código-fonte

A maioria endoparasitas .Os cestoides não apresentam qualquer vestígio de uma boca ou trato digestivo, todos os nutrientes devem ser levados para dentro do corpo pelo tegumento. A captação ocorre através de pinocitose e por difusão pela área  de superfície aumentada pelo microtriquios. Também dizem que a superfície do escólex pode absorver fluidos do tecido hospedeiro pelo local de fixação da parede do intestino.

Excreção e Osmorregulaçãoeditar | editar código-fonte

Todos os animais necessitam manter a concentração das substancias dissolvidas nos seus fluídos corporais a um nível relativamente constante. Os platelmintos encontram-se presentes em ambiente de diferentes níveis de concentração. Porém, apesar dessa diferença, a maioria dos platelmintos usa o mesmo sistema para controlar a concentração de seus fluidos corporais, realizam isso por meio das células-flama. Estas células extraem do mesênquima água contendo resíduos e materiais que possam ser reutilizados, e a conduzem por meio de uma rede de túbulos coletores, revestidos de flagelo e microvilosidades. Esses túbulos conduzem estes materiais até os nefridióporos, enquanto sua microvilosidades reabsorvem os materiais reutilizáveis e a água (apenas a quantidade necessária para manter os fluidos na concentração certa). As combinações destas células-flama e túbulos condutores são chamadas de protonefrídios. Os protonefrídeos são estruturas excretoras e osmorreguladores que foram primordiais a invasão destes animais na água doce. Embora uma pequena quantidade do resíduo seja liberada pelos protonefrídios, a maior parte dos resíduos metabólicos é eliminada por difusão através da parede do corpo.

São amoniotélicos, ou seja, excretam amônia.

Circulação e Respiraçãoeditar | editar código-fonte

Os platelmintos não apresentam nenhuma estrutura especial para circulação ou trocas gasosas, com exceção dos canais linfáticos em alguns trematódeos. Essa restrição é diretamente ligada ao tamanho e forma. A chave para a sobrevivência com essa limitação é a manutenção de difusões pequenas.

As trocas gasosas são feitas pela epiderme, por difusão. Este tipo de respiração recebe o nome de tegumentar ou cutânea e ocorre nas espécies de vida livre, pois as parasitas fazem, normalmente respiração anaeróbia. O seu corpo ser achatado facilita a troca gasosa pela parede do corpo entre os tecidos e o ambiente em que se encontra.

Há a utilização do metabolismo anaeróbio por platelmintos endoparasitos. Ou seja, eles podem sobreviver em áreas do hospedeiro onde o oxigênio está ausente. 

Schistosoma mansoni

ente, produzindo uma variedade de produtos finais reduzidos, como por exemplo, lactato, succinato, alanina e ácidos graxos de cadeia longa. 

Sistema Nervosoeditar | editar código-fonte

Turbelárioseditar | editar código-fonte

Nos Turbelários o sistema nervoso apresenta-se de diversas maneiras, desde um plexo nervoso em forma de rede com somente uma concentração secundária de neurônios na cabeça a um distinto arranjo bilateral com um gânglio cerebral bem desenvolvido e cordões nervosos longitudinais conectados por comissuras transversais.

O sistema nervoso e os órgãos de sentido dos turbelários evoluíram em associação com a simetria bilateral e o movimento unidirecional. A condição mais avançada é chamada de sistema nervoso em forma de escada, que é uma apomorfia do grupo. Geralmente os grandes platelmintos apresentam uma concentração crescente de nervos periféricos em consequência da redução em número de cordões nervosos longitudinais e um acúmulo de neurônios na cabeça como um gânglio cerebral.

Há a presença de receptores táteis em grande parte da superfície do corpo com cerdas sensoriais projetadas da epiderme. Grande parte dos turbelários possui uma distinta contração de quimiorreceptores na região anterior do corpo, particularmente nos lados da cabeça.

Algumas formas, como as planárias de água doce, possuem quimiorreceptores localizados na lateral da cabeça, chamadas de aurículas. Estatocistos, que são órgãos sensoriais em forma de vesícula, são comuns em alguns turbelários como Acoela, Catenulida e Proseriata. Estas ordens são principalmente natantes e intersticiais, nas quais a orientação gravitacional não pode ser realizada através do tato. A maioria dos turbelários possui fotorreceptores na forma de ocelos. A localização dos mesmos auxilia na descoberta da direção da luz, assim como também sua intensidade.

Trematódeos e Cestoideseditar | editar código-fonte

O sistema nervoso dos trematódeos é na “forma de escada” e muito parecido ao encontrado em muitos turbelários. O gânglio cerebral inclui dois lóbulos bem definidos conectados por uma comissura transversal dorsal. Os nervos do gânglio cerebral se desdobram anteriormente para atender a área da boca, órgãos adesivos e qualquer órgão do sentido cefálico. Nas ventosas dos trematódeos há a presença de receptores táteis na forma de cerdas e pequenos espinhos. O gânglio cerebral dos cestoides se apresenta normalmente de um anel nervoso complexo localizado no escólex. 

Reproduçãoeditar | editar código-fonte

Turbelárioseditar | editar código-fonte

São hermafroditas e possuem fecundação cruzada (a autofecundação é rara). Os dois indivíduos que estão acasalando ficam unidos pelos poros genitais. Cada um introduz o pênis na abertura genital do outro, trocam espermatozoides e se separam. Vários óvulos são fecundados e lançados para o exterior pelo poro genital. Os zigotos possuem uma cápsula protetora e vão eclodir planárias jovens, evidenciando um desenvolvimento direto. As planárias possuem um grande poder de regeneração, e se reproduzem assexuadamente por fissão transversal. Se cortarmos uma planária em vários pedaços, cada um irá ser regenerar e dar origem a um novo indivíduo.O sistema masculino inclui um único testículo (macrostomídeos), pareados (rabdocelos),ou múltiplos (policládidos).Os testículos são geralmente drenados por tubos coletores que se unem para formar um ou dois dutos espermáticos, que frequentemente conduzem a uma área de estoque pré-copulatória ou uma vesícula seminal. Glândulas prostáticas,que suprem fluido seminal para o esperma, estão frequentemente associadas, e desembocam para dentro de uma vesícula seminal. A vesícula seminal é geralmente parte de uma câmara muscular chamada de átrio masculino, que abriga o órgão copulatório. O próprio órgão de transferência de esperma pode ser um pênis na forma de papila ou um cirro eversível, através do qual o esperma é forçado por ação muscular do átrio.O sistema reprodutor feminino é mais variável os platelmintos possuem óvulos endolécitos (óvulos com vitelo) ou ectolécitos (óvulos sem vitelo), isto é, se o verme é descrito como arcóforo ou neóforo.

Trematódeoseditar | editar código-fonte

Possuem reprodução assexuada. Essa habilidade é importante para eles para garantir a sobrevivência, particularmente quando parceiros potenciais podem não estar nas proximidades. São hermafroditas, mas o S.mansoni é dioico . A fêmea vive numa cavidade do macho chamada canal ginecóforo. Fazem fecundação cruzada e interna. Como representante hermafrodita temos a Fasciola hepatica, que parasita o fígado de carneiros e eventualmente o ser humano.

Cestoideseditar | editar código-fonte

São hermafroditas. Após a fecundação as proglótides cheias de ovos se desprendem e são eliminadas com as fezes. Também podem se autofertilizar. Os cestoides contém um único aparelho reprodutor masculino e um único feminino, enquanto eucestoides contém sistemas completos repetidos em cada proglótide.

Ciclos de Vidaeditar | editar código-fonte

Trematódeoseditar | editar código-fonte

Ciclo de vida - Taenia saginata

O trematódeo adulto do fígado geralmente vive dentro dos túbulos biliares de humanos. Este animal pode atingir vários centímetros de comprimento e em grandes números causa sérios problemas. No útero do sistema reprodutor feminino se desenvolvem em miracídios cada um abrigado dentro de sua casca do ovo original. Uma vez libertados do sistema feminino e colocados para fora com as fezes do hospedeiro, os miracídios são ingeridos pelo primeiro hospedeiro intermediário, um caramujo do gênero Parafossarulus. O miracídio ciliado natante eclode de seu ovo encapsulado no intestino do caramujo e migra para dentro da glândula digestiva. Aqui cada miracídio se torna uma forma assexuadamente ativa chamada esporocisto, dentro do qual células germinativas se tornam outra forma ainda larval chamada rédia. Elas diminuem de tamanho e deixam o caramujo, nadam livremente e entram no segundo hospedeiro intermediário a carpa dourada chinesa (Macropodus Opercularis), elas perfuram a pelo do peixe e encistam no tecido muscular como metacercárias. Se o peixe é cozido insuficientemente e então ingerido pelo ser humano as metacercárias sobrevivem e são liberadas de seus cistos pela ação das enzimas digestivas de seus hospedeiros. Uma vez acontecido isso, elas migram para dentro do tubo biliar, sofrem metamorfose em vermes jovens, maturam e completam o ciclo.

Os monogêneos são ectoparasitas de peixes ,anfibios e répteis. Seu ciclo de vida é semelhante ao dos trematódeos.

Ciclo de vida - Taenia solium

Cestoideseditar | editar código-fonte

Esses parasitas vivem dentro do intestino delgado do hospedeiro (exemplo Taenia s.p). Quando ocorre a eliminação do proglótides grávidas da tênia adulta junto as fezes em locais onde não há saneamento básico, esses ovos vão se localizar no solo onde podem ser ingeridos por suínos (Taenia sollium) ou bovinos (Taenia saginata). Ao ingerir a carne mal cozida desses animais, o ser humano se contamina. Esses platelmintos passam a parasitar o intestino delgado humano, caracterizando um novo ciclo. Podem contaminar carne de peixes também.

Turbelárioseditar | editar código-fonte

As planárias são vermes, confinados a ambientes muito úmidos, escondendo-se embaixo de troncos e do folhiço. É um animal de hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia para evitar a dessecação e saindo à noite para se alimentar. A dieta é baseada em outros invertebrados terrestres e rastejantes, como caracóis-de-jardim (Bradybaena similaris), minhocas (gêneros da família Enchitraeidae) e tatuzinhos-de-jardim (isópodes terrestres).

Ecologiaeditar | editar código-fonte

Várias doenças que atingem os seres humanos e animais são causadas por platelmintos parasitários.

Escoléx Taenia solium

O Schistosoma mansoni causa a esquistossomose. Apresenta-se como parasita das veias do fígado e do intestino, onde seu desenvolvimento é indireto e apresenta o homem como hospedeiro definitivo e caramujos do gênero Biomphalaria como hospedeiro intermediário. A fêmea põe ovos no hospedeiro definitivo, que saem com as fezes. Na água estes ovos dão origem aos miracídeos que penetram nos caramujos e geram em esporocistos, que se reproduzem originando as larvas cercarias. Estas saem do caramujo e contaminam o homem que entra em contato direto com a água contaminada.

A classe Cestoda, com os representantes Taenia solium e Taenia Saginata parasitam o homem, o porco – a Taenia solium, e o boi – a Taenia saginata. As tênias adultas se aderem à parede do intestino delgado humano e se reproduzem. As proglótides fecundadas são eliminadas com as fezes. Bovinos ou suínos contaminam-se ingerindo alimento contaminado por ovos ou proglotes do parasita. A larva penetra pela parede intestinal e migra para a musculatura, pela corrente sanguínea. Na musculatura a larva se desenvolve em cisticerco. O homem se infecta pela ingestão da carne crua ou mal cozida contendo cisticerco, repetindo o ciclo.

Escoléx Taenia saginata

Difilobotríase é uma infecção causada por um parasita de peixes, também conhecido como tênia dos peixes. A infecção é parecida com as das tênias do porco e do boi, cuja contaminação ocorre através da ingestão de carnes de gado e porco mal cozidas. O hospedeiro definitivo é o homem, mas outros mamíferos, como cães, gatos, e ursos que comem peixe cru podem servir de hospedeiro.

Para prevenir as doenças caudadas pelos representantes da classe Cestoda e Trematoda, medidas de saneamento básico, como tratamento de água e esgoto e construção de fossas sépticas, são essenciais. Outras medidas como evitar o contato com água onde está presente o caramujo do gênero Biomphalaria e controle dos mesmos são medidas importantes para se evitar a esquistossomose. Quanto às tênias, evitar se alimentar de carne mal passada ou crua e hábitos de higiene são os mais importantes para prevenção da teníase e cisticercose.

Classificaçãoeditar | editar código-fonte

O filo Platyhelminthes encontra-se dividido em algumas classes. São elas, Turbellaria, Trematoda, Cestoda e Monogenea.

Os turbelários são platelmintos de vida livre. Seu principal representante é a planária.

Os trematódeos, monogêneos e cestoides são vermes que parasitam o organismo humano ou de animais. Podem ser agrupados em ectoparasitas ou endoparasitas.

Após a realização de pesquisas, foi determinado, em consenso, que os trematódeos representam as classes Trematoda e Monogenea.

Existem cerca de 4.500 espécies de turbelários, 9.000 de trematódeos e 5.000 de cestoides.

Referências Bibliográficaseditar | editar código-fonte

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