Presbiterianismo

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Calvinismo
John Calvin.jpg
João Calvino
Bases históricas:

Cristianismo
Agostinho de Hipona
Reforma

Marcos:

A Institutio Christianæ Religionis de Calvino
Os Cinco Solas
Cinco Pontos (TULIP)
Princípio regulador
Confissões de fé
Bíblia de Genebra

Influências:

Teodoro de Beza
John Knox
Ulrico Zuínglio
Jonathan Edwards
Teologia puritana

Igrejas:

Reformadas
Presbiterianas
Congregacionais
Batistas Reformadas

Presbiterianismo se refere as igrejas cristãs protestantes que aderem à tradição teológica reformada (calvinismo) e cuja forma de organização eclesiástica se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Há muitas entidades autônomas em países por todo o mundo que subscrevem igualmente o presbiterianismo. Para além de distinções traçadas entre fronteiras nacionais, os presbiterianos também se dividiram por razões doutrinais, em especial em seguida ao Iluminismo.

A Igreja Presbiteriana é oriunda da Reforma Protestante do século XVI, e mantém o caráter de Igreja Católica (o termo "católico", derivado da palavra grega: καθολικός (katholikos), significa "universal" ou "geral"), como declarado no Credo dos Apóstolos. É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua atuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Instituto Presbiteriano Gammon, entre outras.

História do Presbiterianismoeditar | editar código-fonte

O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros, que significa literalmente "ancião". O governo presbiteriano é comum nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma protestante suíça, notavelmente na Suíça, Escócia, Países Baixos, França e porções da Prússia, da Irlanda e, mais tarde, nos Estados Unidos. A crença se baseia na predestinação, segundo á João Calvino, o que criou a religião, Deus já havia escolhido, desde o início, os abençoados com a salvação e os condenados á perdição eterna. O homem, por sua natureza pecadora, não era digno de mudar essa decisão nem de conhece-la. Para não viver angustiado pela dúvida, o crente deveria buscar sinais da graça divina perseverando em sua fé mantendo uma vida de retidão e de obediência á Deus.

Outro ponto importante da doutrina dizia respeito aos bens materiais. Para ele, a riqueza era uma prova da bondade de Deus.

Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas reformadas que adotaram uma forma de governo presbiteriano em vez de episcopal ficaram conhecidas como igrejas Presbiterianas.

Igreja Presbiteriana St. Giles, Escócia

Na Escócia, John Knox (1505-1572), que estudara com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma em 1560. A primeira Igreja Presbiteriana, a Church of Scotland (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.

Na Inglaterra, o presbiterianismo foi estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da raínha Elizabeth I de Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo Parlamento sob o controle dos Puritanos, o presbiterianismo foi estabelecido para a Igreja Anglicana (Church of England). O restabelecimento da monarquia em 1660 trouxe também o restabelecimento da forma de governo episcopal na Inglaterra (e, por um período curto, na Escócia); mas a Igreja Presbiteriana continuou a ser considerada não-conforme, fora da igreja estabelecida.

Na Irlanda, o presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao Ulster. O presbitério do Ulster foi formado separadamente da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como a Presbyterian Church USA (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a United Reformed Church, enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista, fundada em 1736.

Os Presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre as inúmeras instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a Yale University, Universidade de Princeton e o Instituto e Universidade Mackenzie. fonte: Ana Ângela professora de história.

O governo presbiterianoeditar | editar código-fonte

Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro .

O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um Presbitério, ou seja: uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana.

O Presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento:

  • A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
  • A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas concílios.
  • Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).

Desta forma, o papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos pastores e o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que bispos detêm um poder concentrado.

Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de sessão ou conselho. As igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior numa igreja presbiteriana é a assembleia geral ou supremo concílio.

Igreja Presbiteriana Central de Jataí - Goiás


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Algumas denominações presbiterianaseditar | editar código-fonte

Brasileditar | editar código-fonte

Aproximadamente 1 milhão de fiéis.

Principais denominações presbiterianas no Brasil:

Presidente do Supremo Concílio: Revº Roberto Brasileiro Silva

Presidente da Assembleia Geral: Revº Áureo Rodrigues de Oliveira

Presidente da Assembleia Geral: Revº Clodoaldo de Souza Caldas

Presidente da Assembleia Geral: Pastor Advanir Alves Ferreira

Moderadora da Assembleia Geral: Prbª. Anita Sue Wright Torres

Moderador do Sínodo: Revº José Pereira de Barros


Outros grupos de menor expressão:

Portugaleditar | editar código-fonte

EUAeditar | editar código-fonte

Igreja dos Peregrinos (1928) em Washington, D.C.

Canadáeditar | editar código-fonte

Françaeditar | editar código-fonte

Irlandaeditar | editar código-fonte

País de Galeseditar | editar código-fonte

Hungriaeditar | editar código-fonte

Coréia do Suleditar | editar código-fonte

Taiwaneditar | editar código-fonte

Austráliaeditar | editar código-fonte

Nova Zelândiaeditar | editar código-fonte

Vanuatueditar | editar código-fonte

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Ligações externaseditar | editar código-fonte








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