Richard Pipes

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Richard Pipes, Varsóvia, 20 de outubro de 2004.

Richard Edgar Pipes (Cieszyn, 11 de Julho de 1923) é um acadêmico norte-americano de origem polonesa, especializado em História da Rússia. Durante os anos da Guerra Fria, Pipes encabeçou as principais equipes de analistas da presidência dos EUA e em 1976 encabeçou o Time B, um time de analistas organizado pela CIA, que analisou as capacidades estratégicas e os objetivos dos militares e lideranças políticas soviéticas. É pai do acadêmico e analista geopolítico Daniel Pipes

Síntese da obraeditar | editar código-fonte

Pipes é autor de um grande número de livros sobre a História da Rússia, dos quais se destacam A Rússia sob o antigo regime (1974), A Revolução Russa (1990) e A Rússia sob o regime bolchevique (1994) e é freqüentemente lembrado como fonte proeminente na imprensa sobre assuntos relacionados à História da União Soviética e às relações diplomáticas com os países do bloco comunista. Exsurge de toda a obra de Pipes um forte enfoque anti-comunista.

Pipes se notabilizou por ter teorizado que as origens da URSS poderiam ser traçadas até as raízes do estado moscovita do Século XV. Na interpretação de Pipes, Moscou diferiu de todo e qualquer forma estatal vista na Europa, especialmente pelo fato de que não havia conceito de propriedade privada e que todos os bens eram vistos como sendo propriedade particular do Tsar. Para Pipes, essa forma de organizar a sociedade asseguraria que a Rússia como um todo fosse sempre uma autocracia, com valores e princípios fundamentalmente dissonantes daqueles da Civilização Ocidental.

Pipes é também um dos principais defensores de uma corrente de análise histórica do Totalitarismo segundo a qual a Alemanha nazista e a União Soviética seriam regimes fundamentalmente similares voltados para objetivos e agendas programáticas também similares. Para apoiar seu ponto de vista, Pipes costuma invocar os trabalhos dos historiadores James Gregor, Henry Ashby Turner, Renzo De Felice, Karl Dietrich Bracher, Ernst Nolte e David Schoenbaum, além de Hermann Rauschning. Em um dos capítulos de seu livro A Rússia sob o regime bolchevique, Pipes argumenta que o conceito de fascismo genérico é uma falácia histórica e que o Terceiro Reich, a URSS e a Itália fascista eram todos regimes totalitários unidos pela sua antipatia com relação à democracia.

Trabalhos publicadoseditar | editar código-fonte

  • The Formation of the Soviet Union, Communism and Nationalism, 1917-1923 (1954)
  • The Russian Intelligentsia (1961)
  • Social Democracy and the St. Petersburg Labor Movement, 1885-1897 (1963)
  • Liberal on the Left (1970)
  • Russia Under the Old Regime (1974)
  • Soviet Strategy in Europe (1976)
  • Liberal on the Right, 1905-1944 (1980)
  • U.S.-Soviet Relations in the Era of Détente: a Tragedy of Errors (1981)
  • Survival is Not Enough: Soviet Realities and America's Future (1984)
  • Russia Observed: Collected Essays on Russian and Soviet History (1989)
  • The Russian Revolution (1990)
  • Russia Under the Bolshevik Regime: 1919-1924 (1993)
  • Communism, the Vanished Specter (1994)
  • A Concise History of the Russian Revolution (1995)
  • The Three "Whys" of the Russian Revolution (1995)
  • The Unknown Lenin: From the Secret Archive (1996)
  • Property and Freedom (1999)
  • Communism: A History (2001)
  • Vixi: Memoirs of a Non-Belonger (2003)
  • The Degaev Affair: Terror and Treason in Tsarist Russia (2003)
  • Russian Conservatism and Its Critics (2006)

Ver tambémeditar | editar código-fonte








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