Rio Araguaia

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Araguaia
Mapa dos rios Araguaia e Tocantins
Comprimento 2 115 km
Nascente Alto Araguaia, Mato Grosso
Altitude da nascente 850 m
Débito médio 5 400 m³/s
Foz Rio Tocantins
Área da bacia 86 109 km²
Afluentes
principais
Água Limpa, Babilônia, Caiapó, Rio Claro (Goiás), Cristalino, Rio Crixá-Açú, Rio Crixá-Mirim, Rio Javaés, das Mortes, do Peixe I, do Peixe II, Pintado, Matrixã, Rio Vermelho (Goiás)
País(es)  Brasil
País(es) da
bacia hidrográfica
 Brasil

O rio Araguaia é um rio que banha os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Pará, no Brasil. Nasce nos altiplanos que dividem os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul: a nascente do rio se encontra na Serra do Caiapó, próximo ao Parque Nacional das Emas, no município de Mineiros, em Goiás.

Etimologiaeditar | editar código-fonte

"Araguaia" é um termo que procede do termo da língua geral setentrional arauay (ou araguaí), que designa um tipo de maracanã.1

Descriçãoeditar | editar código-fonte

O rio faz a divisa natural entre os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Possui uma extensão de 2 114 km e é considerado um dos mais piscosos do mundo. Porém, vem sofrendo nos últimos anos com a pesca predatória, que tem diminuído o número de peixes, sendo outro fator para a diminuição de peixes nesse rio a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, pois a mesma não possui recursos necessários para a subida natural de peixes em período de desova.

No período de 1970 a 1990, foi possível observar grande quantidade de assoreamentos e diminuição na quantidade de água, o que está dificultando a navegação de barcos maiores em muitos trechos do rio, principalmente no trecho acima do município de Aragarças.

Durante a seca nos meses de julho e agosto, formam-se, em seu leito, ilhas de areia que são utilizadas como área de acampamento por turistas. Cadastros realizados pela Agência Ambiental de Goiás mostram que mais de 50 mil pessoas passam pelos acampamentos montados entre Aragarças e Luiz Alves (distrito de São Miguel do Araguaia) em Goiás, em trecho de cerca de 600 km.

O maior número de acampamentos no trecho do rio que passa pelo estado de Goiás são montados no município de Aruanã. Há desde acampamentos montados por pequenas famílias a acampamentos comerciais frequentados por milhares de pessoas durante a temporada de praia, principalmente no mês de julho.

Para se acampar, os órgãos de meio ambiente exigem, dos acampados, o cumprimento das normas de convivência com o Rio Araguaia. Algumas delas são: não utilizar madeira nativa da região, não caçar, não pescar sem licença dos órgãos ambientais, não soltar fogos, construir o banheiro afastado da margem do rio pelo menos 30 metros e não utilizar latas no interior e levar todo o lixo produzido no acampamento para as cidades. Há vários anos, órgãos ambientais, como a Agência Ambiental de Goíás e organizações não governamentais realizam, no trecho do rio Araguaia em Goiás, trabalho de educação ambiental principalmente durante a temporada de praia buscando sensibilizar e conscientizar os milhares de turistas que frequentam o rio.

Em 2007, nos últimos meses do ano, em Aragarças, as águas do Rio Araguaia baixaram tanto que foi possível atravessar o rio andando. Já em fevereiro de 2008, ocorreram enchentes que, em Aruanã, quase cobriram a sede da Associação dos Barqueiros. O que mostra a mudança no ciclo das águas, com atraso das chuvas e chuvas intensas e alguns períodos.

Vista do rio na Ilha do Bananal

O rio nasce no Sudoeste de Goiás, precisamente na cidade de Mineiros, que tem grande exploração da agricultura. Com o solo desprotegido em grande parte do ano, as águas correm para o rio levando agrotóxicos e o próprio solo. Assim, observa-se a importância de uma agricultura sustentável e não apenas de monocultura sem respeito às leis de meio ambiente. Em muitos lugares, as matas ciliares também foram retiradas pelos próprios fazendeiros. O rio sofre com assoreamentos e pode ter o seu curso mudado ao longo dos anos.

Com os trabalhos de educação ambiental realizados há várias décadas pela Agência Ambiental de Goiás, foi possível conseguir importantes avanços já que na década de 1970 o rio chegou a ser chamado de lixão. Hoje, há uma minoria que ainda acampa nas margens do rio e não se preocupa com o acondicionamento do lixo. Mas a maioria já possui conscientização ambiental, faz coleta do lixo inorgânico e leva para a cidade mais próxima, enterra nas margens o lixo orgânico e ao desmontar o acampamento não deixa lixo nas praias.

Acampados que descumprem as normas de convivência podem ser multados e até responderem a processo.

O pôr do sol visto das margens do rio Araguaia é uma das images mais belas captadas por turistas e veículos de comunicação. Mas não é difícil também ver botos subindo rapidamente para respirar, gaivotas, mergulhões, jacarés e até cardumes de peixes subindo o rio durante a piracema - período em que é proibida a pesca de qualquer espécie. Já três espécies são proibidas de serem pescadas em qualquer época do ano: pirarucu, pirarara e filhote. Na Amazônia, estão sendo desenvolvidos projetos de criação do pirarucu em cativeiro. Na natureza, sua pesca é proibida.

Juntamente com o Rio Javaés, o rio forma a maior ilha fluvial do mundo, a Ilha do Bananal, onde se encontram localizados o Parque Nacional do Araguaia e o Parque Indígena do Araguaia.

Cidades às margens do rioeditar | editar código-fonte

Rio Araguaia em agosto de 2004.

Referências

  1. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 544.

Ver tambémeditar | editar código-fonte

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