Samuel Wallace MacDowell

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Samuel Wallace MacDowell III (Olinda, 26 de maio de 1843Paris, 16 de agosto de 1908) foi um militar, advogado, magistrado, político, e jornalista brasileiro.

Filho de pai homônimo, Samuel Wallace MacDowell (formado na Faculdade de Direito de Olinda) e de Maria Vicência Clara de Sá, era neto de um comerciante escocês. Ficou órfão de pai e mãe com um ano e oito meses de idade, sendo levado ao Pará, para ser criado pela avó francesa Marie Chebs. Em 1860 sentou praça no Terceiro Batalhão de Artilharia, entretanto por problemas de saúde não pode prosseguir na carreira e ingressou na Faculdade de Direito do Recife, ao mesmo tempo em que lecionava nos colégios locai.

Bacharelou-se em 1867, retornando à Belém, como advogado. Ingressou logo em seguida no Partido Liberal, além de trabalhar, como jornalista, no Jornal Amazonas e no Liberal do Pará, fundou também o A Regeneração.

Elegeu-se deputado provincial, em 1881, já no Partido Conservador. Foi deputado geral de 1886 a 1889, sendo nomeado, no Gabinete do Barão de Cotegipe, ministro da Marinha, em 1886, quando criou a Escola Naval. Após onze meses na pasta, passou à Ministro da Justiça

Foi agraciado, em 12 de junho de 1886, por Dom Pedro II com o titulo de Conselheiro do Império. Foi o conselheiro Mac-Dowell quem nomeiou a primeira comissão para tratar da redação do Código Civil, foi ele, tambem, quem providenciou as reformas de base nas casas de correção e detenção, além de ter defendido o bispo dom Macedo Costa na Questão Religiosa, na década de 1870.

Na proclamação da República foi convidado por Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e por Lauro Sodré para dela participar. Esquivou-se declarando-se vencido, mas não convencido. Após a queda do Império seguiu para Belém do Pará a fim de regularizar assuntos pessoais e de família, onde ajudou a elaborar a Constituição estadual e foi presidente da comissão de limites entre o Pará e o Amazonas. Em seguida deixou o Brasil exilando-se por livre opção em Paris onde viveu até o final de seus dias, com modéstia, dando aulas para prover seu sustento, em companhia de sua esposa D. Ana Augusta e três de seus filhos menores. Em Paris manteve até sua morte os vínculos de amizade e lealdade que sempre teve para Dom Pedro II e a família imperial.

Casou-se em 1869 com Ana Augusta da Gama e Costa, com quem teve nove filhos: Ana, casada com o industrial Brício da Costa; Samuel, advogado, casado com Dolores do Rêgo Barros; Afonso, médico, casado com Emília de La Rocque; José Maria, advogado e jornalista, casado com Georgina Cunha; Francisco, padre secular; Maria Vincência, casada com advogado e deputado Antônio dos Passos Miranda; Frederico Luís, médico, casado com Sílvia Paranhos; Delfina e Sara, ambas religiosas da Congregação Sacramentina de Paris.

Doente, procurou tratamento na França, em 1908, tendo falecido, em Paris, de síncope cardíaca.

Ligações externaseditar | editar código-fonte


Precedido por
Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves
Ministro da Marinha do Brasil
18861887
Sucedido por
Carlos Frederico Castrioto
Precedido por
João Maurício Wanderley
Ministro da Justiça do Brasil
18871888
Sucedido por
Ferreira Viana


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