Severino Cavalcanti

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Severino Cavalcanti
Em 2005, durante entrevista.
Prefeito de João Alfredo
Mandato 1 de janeiro de 2009
até 31 de dezembro de 2012
Antecessor(a)
Sucessor(a) Maria Sebastiana da Conceição
Prefeito de João Alfredo
Mandato 1964 até 1966
Antecessor(a) José Ferreira da Silva
Sucessor(a) João Francisco de Barros
Deputado estadual em  Pernambuco
Mandato 1967 até 1995
(7 mandatos consecutivos)
Deputado federal pelo  Pernambuco
Mandato 1 de fevereiro de 1995
até 21 de setembro de 2005
(3 mandatos consecutivos)
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Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Mandato 14 de fevereiro de 2005
até 21 de setembro de 2005
Antecessor(a) João Paulo Cunha
Sucessor(a) Aldo Rebelo
Vida
Nascimento 18 de dezembro de 1930 (83 anos)
João Alfredo (PE)
Dados pessoais
Partido UDN (1962–1966)
Arena (1966–1979)
PDS (1980–1987)
PDC (1987–1990)
PL (1990–1992)
PPR (1992–1993)
PFL (1994–1995)
PPB (1995–2003)
PP (2003–)

Severino José Cavalcanti Ferreira (João Alfredo, 18 de dezembro de 1930) é um político brasileiro filiado ao Partido Progressista (PP).

Biografiaeditar | editar código-fonte

O primeiro partido a que Severino pertenceu foi a União Democrática Nacional (UDN). Pela UDN, foi prefeito de seu município natal em 1964, deputado estadual em Pernambuco de 1967 a 1995 e federal de 1995 a 21 de setembro de 2005 quando renunciou ao mandato que ocupava para escapar de um processo de cassação.

Em 2005, então deputado federal, concorreu à presidência da Câmara dos Deputados, embora se acreditasse que o candidato oficial do Governo Lula, Luís Eduardo Greenhalgh, seria o vencedor. Analistas políticos acreditam que a crise interna pela qual o governo passava levou à vitória de Severino Cavalcanti, cuja candidatura era considerada menos expressiva.

É conhecido por suas posições polêmicas sobre diversos assuntos, as quais têm desagradado setores da sociedade que o consideram "anacrônico": é contrário à prática do aborto e à homossexualidade em geral (desde o beijo homossexual em público até a união civil entre duas pessoas de mesmo sexo, passando pela Parada do Orgulho GLBT). Já colocou-se em várias ocasiões como o representante dos católicos no Congresso, talvez para obter os votos dessa parcela da população brasileira. Também defendia constantemente o aumento nos salários dos parlamentares nas várias legislaturas que participou.

Já foi segundo vice-presidente e primeiro-secretário da Câmara dos Deputados e ocupou a corregedoria da Câmara por duas vezes. Entre os diversos projetos de sua autoria, estão o que acaba com a imunidade parlamentar para crimes comuns e o que institui o salário "mãe-crecheira", destinado a mulheres carentes com filhos menores de seis anos.

Denúncias de corrupçãoeditar | editar código-fonte

Dois procuradores da República no Distrito Federal pediram ao Tribunal de Contas da União (TCU) que Severino Cavalcanti fosse investigado por uma suposta prática de nepotismo, haja vista ter empregado diversos parentes em seu gabinete quando era o presidente da Câmara dos deputados.

Em 5 de setembro de 2005, viajou à cidade de Nova Iorque para participar de uma conferência na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). A viagem coincidiu com as denúncias do mensalinho, um esquema de pagamento de propina em que Severino Cavalcanti estaria envolvido – daí a suposição de que ele estaria aproveitando a própria viagem para esquivar-se das acusações. De fato, foi mostrada em rede nacional uma cópia ampliada do cheque compensado, utilizado para pagar-lhe o mensalinho.

Em 21 de setembro, renunciou a seu mandato de deputado federal em decorrência das denúncias de um esquema de pagamento de propina em que estaria envolvido, o chamado mensalinho. Sebastião Buani, o dono de um restaurante da Câmara, acusou Severino de cobrar-lhe a mensalidade de 10 mil reais sob a ameaça de fechar o restaurante dele.

Com a sua renúncia, a presidência da Câmara é assumida provisoriamente pelo então vice-presidente, José Thomaz Nonô. Aldo Rebelo foi eleito o presidente da câmara em 28 de setembro.

Em 2006, tentou eleger-se novamente deputado federal por Pernambuco, mas não obteve os votos necessários.1

Em 2008, voltou a se eleger, ganhando novamente como prefeito da cidade de João Alfredo.2 Em agosto de 2012, teve sua candidatura a reeleição impugnada pelo juiz eleitoral da cidade, que tomou a decisão com base na Lei da Ficha Limpa, em consequência à sua renúncia ao mandato de deputado federal em 2005.3 Decide, então lançar sua vice (Anna Mendes do PSDB) à sucessão. Ela é derrotada por Maria (PTB) que fica com 60,72% dos votos contra 39,28% da candidata governista.4

Referências

Ligações externaseditar | editar código-fonte

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Precedido por
João Paulo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados
2005
Sucedido por
Aldo Rebelo







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