Tiranicídio

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Tiranicídio é a morte ou o assassinato de um tirano geralmente para o bem comum. O termo também denota os que matam um tirano: por exemplo, Harmódio e Aristogíton são chamados de 'os tiranicidas'.1

O termo "Tiranicídio" não se aplica aos tiranos mortos em combate ou mortos por um inimigo em um conflito armado. Raramente é aplicada quando um tirano é morto por uma pessoa agindo por motivos egoístas, como para tomar o poder para si, ou para a morte de um ex-tirano. Às vezes, o termo é restrito aos assassinatos realizados por pessoas que estão realmente sujeitas ao tirano.2

Teoria políticaeditar | editar código-fonte

Tiranicidio também pode ser uma teoria política, e como tal data de antiguidade.3 O apoio ao tiranicídio pode ser encontrado nas séries Vidas de Plutarco, em De Officiis de Cicero,4 e na obra de Seneca Hercules Furens.5 Platão descreve um tirano violento como o oposto de um bom e "verdadeiro rei" no Político,5 e Aristóteles na Política o vê em oposição a todas as outras formas benéficas de governo, ele também descreveu o tiranicídio principalmente como um ato por aqueles que desejam algum benefício para si a partir da morte de tiranos, enquanto que aqueles que agem sem esperança de ganho pessoal, só para fazer um nome para si, são raros.6

Vários filósofos e teólogos cristãos também escreveram sobre o tiranicídio. No comentário de Pedro Lombardo Sentenças sobre Tomás de Aquino, Tomás de Aquino defendeu não só a desobediência a uma autoridade injusta, usando como exemplo mártires cristãos na Império Romano, mas também "aquele que libertam seu país, matando um tirano."7

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Referências

  1. Webb, E. Kent (October 18, 1997). The Athenian Tyrannicides: Icons of a Democratic Society. University of Washington. Página visitada em 2008-10-30.
  2. Enciclopédia Católica, Tyrannicide
  3. Goebel, Julius Ludwig. The recognition policy of the United States. [S.l.]: Columbia University, 1915. 24–29 p. Página visitada em October 30, 2008.
  4. Beres, Louis Rene (1990-1991), Assassinating Saddam: A Post-War View from International Law, 19, Denv. J. Int'l L. & Pol'y, pp. 613, http://heinonlinebackup.com/hol-cgi-bin/get_pdf.cgi?handle=hein.journals/denilp19&section=31 
  5. a b Mohamed, Feisal G.. "In Syria and Beyond, the Tyrant as Target", The New York Times, 11/5/2013. Página visitada em 16/5/2013.
  6. Aristótele, Politica X
  7. Para Aquinas, "quando o que é ordenado por uma autoridade opõe-se ao objeto para o qual foi constituída essa autoridade... Não só não há obrigação de obedecer à autoridade, mas se é obrigado a desobedecê-la, como fizeram os santos mártires que sofreram a morte, em vez de obedecer às ordens ímpias dos tiranos. "Pode até ser" elogiado e recompensado "por ser o" aquele que liberta o seu país, matando um tirano." Comentário em Sentenças de Pedro Lombardo,, trad. J.G. Dawson (Oxford, 1959), 44, 2 em O’Donovan, p. 329-30.

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